A internet nos colocou online direto e nos tornou dependentes desta nova tecnologia

INTERNET, A DEPENDÊNCIA CRIADA PELA TECNOLOGIA

Nesta semana e durante algum tempo da semana passada a conexão de internet que uso começou a ficar intermitente. Uma hora, funcionava normalmente. De repente, caia e eu ficava sem sinal. Não foi, em nenhuma das vezes, o caso de cair e ficar longo tempo sem funcionar. Era como se desligasse e, de repente, voltasse ao normal. O pior de tudo é que, às vezes, ela caia no meio de uma conexão de trabalho, interrompendo o que estava fazendo e me obrigando a ficar de braços cruzados. Recorri ao provedor e, depois de vários testes online, me disse que o sinal estava fluindo, programando a visita de um técnico para dar uma olhada no equipamento que ela, a provedora, me fornece.

O que me ocorreu, nestes intervalos, é como a gente fica dependente das novas tecnologias. E elas nos ajudam no trabalho e na diversão, como é o caso da Internet, algo tão recente e, hoje, essencial. Sou do tempo analógico, quando não se sonhava com nada online. Embora na maior parte da minha vida tenha me vinculado a trabalhos que podem ser chamados de intelectuais, vivi um bom tempo no lado analógico da vida. Graças a um filho interessado em tecnologia, comecei a conviver com os computadores e lembro-me que o primeiro que adquiri tinha estonteantes 20 mb de espaço para armazenamento. O mais incrível é que tinha uma animação que simulava fogos de artifício, tocando música. Em casa, todos se divertiam com isso e meus filhos faziam questão de mostrar aos amigos. Afinal, computadores eram raros e praticamente ninguém achava que fossem efetivamente necessários, a não ser no trabalho, onde também eram rudimentares.

Aos poucos, o que fomos vendo é a tomada de campo pela tecnologia. Os computadores passaram a fazer parte do dia a dia no trabalho e em casa. No primeiro, facilitava o cumprimento de nossas tarefas. Em casa, forneciam diversão para adultos, crianças e adolescentes. Aos poucos, elo foi ocupando espaço cada vez maior, se interligaram em rede, chegaram às conexões rudimentares com os BBS – os “pais” da internet atual – e se expandem chegando ao atual estágio, com praticamente tudo o que fazemos podendo ser colocado nas nuvens. E o avanço foi ainda maior, no caso da tecnologia, com a chegada dos smartphones e tabletes, que deram outra dimensão ao que chamamos de online. O fato é que vivemos em um mundo conectado e por estarmos todos nele inseridos, em maior ou em menor proporção, estamos todos ligados.

Aos poucos e à medida que mais dependíamos dos aparelhos tecnológicos para o trabalho e diversão fomos ficando mais dependentes da tecnologia, da que vemos e da invisível, que está por trás dos dispositivos que todos usamos. Uma delas, sem dúvida, é a internet, coisa tão natural que não nos damos conta da dependência que temos dela. No trabalho, ela nos conecta, nos fornece ferramentas como emails, conferências online e muito mais. Em casa, nos ajuda na diversão, acompanhando a mídia online, vendo o que amigos fazem, vendo filmes, jogando, ouvindo música, etc. Agora mesmo, este texto não seria possível sem a internet, pois está sendo escrito online, em um aplicativo de gerenciamento de conteúdo.

E não é só. Se na minha frente está um computador com tela grande, ligado à rede, do meu lado está o celular, também ligado. Descansando, um tablete e, fora de vista, um notebook, usado para tarefas externas. Não é que precisamos de uma conexão online com a internet para usá-los, pois podem funcionar, e bem, offline – o telefone tem sua própria rede de conexão. Mas sem dúvida, funcionam muito melhor quando estão conectados. E é natural que pensemos neles assim, o que só constata que a tecnologia nos trouxe mais uma dependência.

A questão é: Conseguimos viver e trabalhar sem internet? É claro que sim. Mas ela é, não tenho dúvida, uma ótima ferramenta. E quando falha – como no meu caso – faz uma enorme falta.

O QUE O ELEITOR QUER

A política no Brasil quase sempre é enquadrada em cima da vida parlamentar ou de quem está à frente dos Executivos nos três níveis de Governo – Federal, Estadual e Municipal. O que vemos normalmente na mídia é a informação sobre gastos parlamentares ou do Governo e o que os dois fazem. O ângulo é sempre de crítica e, no mais das vezes, ela é justa, já que os políticos – que não encarnam, em si, a política – têm comportamentos que não são nada aceitáveis. Como já disse antes, a política – e poderíamos dizer com P maiúsculo – é muito maior e mais ampla do que os políticos e o que eles fazem. Mas isso é uma outra história.

Voltando à questão da ótica de abordagem da atividade política, é interessante ver o que pensa e, sobretudo, o que quer o eleitor. Não se vê muitas matérias sobre este tema, embora tenhamos uma das mais extensas pesquisas sobre o assunto no livro A cabeça do brasileiro – veja Somos o que pensamos – que mostra, claramente, como somos e o que desejamos individual e coletivamente. O trabalho foi acrescido, depois, de A Cabeça do Eleitor, mais específico sobre as eleições e como ganhá-las. Os dois livros são muito interessantes e, pessoalmente, recomendo que sejam lidos, pois nos dão uma visão mais clara do que, como conjunto, pensamos e queremos.

Mais na linha do segundo livro, o jornal A Tribuna, de Vitória, fez uma extensa reportagem mostrando, a partir de relato de políticos com mandatos, listando uma série de sugestões encaminhadas a Deputados Estaduais e Vereadores por eleitores. Alguns deles, diga-se, até fazem sentido, como o que propõe a retirada dos impostos dos protetores solares, hoje considerados por dermatologistas essenciais na prevenção do câncer de pele. Outros, no entanto, são muito, mas muito irreais, mesmo. É o caso, por exemplo, da sugestão da obrigatoriedade de o Estado distribuir Viagra – ou similar – de graça, sem especificar como se poderia constatar a necessidade dele, se é que existe.

Outra sugestão é a criação de clínicas especializadas para cães, mantidas pelo Estado, com atendimento gratuito. É compreensível que as pessoas se preocupem com seus animais domésticos, mas em um país onde as clínicas para atendimento às pessoas funcionam da maneira como todos sabemos, é mais do que non sense, a intenção de que o Estado, com os impostos que pagamos, mantenha atendimento especializado para animais. Ao eleitor, aparentemente, não interessa sequer o custo disso. Nesta mesma linha está o pedido para a criação de cemitérios exclusivos para animais.

É diferente o pleito de que quem viaja em pé nos ônibus pague uma passagem menor. Se olharmos bem, é até uma reivindicação justa, mas a sua implementação é muito complicada. Imagine que um passageiro esteja em pé e, logo a seguir, encontre um lugar vago. Se tiver pago uma passagem menor, poderá ocupar o lugar? Vemos essa diferenciação nos aviões, com a divisão de classes. Já estive em voos que tanto a primeira quando a classe executiva estavam vazias, mas a econômica completamente lotada. Como seria nos ônibus urbanos, que é o foco do pedido? Ainda em relação aos ônibus, um outro pedido é de que, neles, não seja permitido usar celular.

Existem, também, ótimas sugestões, como a obrigatoriedade de exames pré-natais odontológicos. Certamente se adotado, eles evitariam uma série de problemas das mães e dos filhos, mas voltamos, aqui, à questão da assistência médica de massa, com o Estado não conseguindo disponibilizar o básico para o cidadão. Como, então, querer atendimento odontológico especializado? Ele é necessário, mas, no meu entender, não é factível, pelo menos não antes de resolvermos os problemas hoje existentes na saúde. E, por fim, uma reivindicação que facilitaria a vida do cidadão: a colocação de escadas rolantes nos morros. Se concretizada, atenderia uma grande parte da população, mas certamente os morros e as baixadas têm muitos mais problemas a serem resolvidos antes de que se coloquem neles facilidades como esta.

A verdade é que o eleitor sempre quer mais e quer o que lhe seja imediatamente benéfico. É natural do ser humano pensar assim, deixando de lado as considerações de custo, viabilidade, uso do dinheiro público, etc. Aqui, a irrealidade do eleitor se junta a de muitos políticos.

AS EMOÇÕES PELO CELULAR

No ritmo que as coisas vão, daqui a pouco teremos quase que mais celulares do que habitantes no planeta. Tem alguma dúvida? Faça uma pesquisa sobre o crescimento das vendas de celulares e verá que não estou exagerando, principalmente com o crescimento deles nos chamados países emergentes como China e Índia, onde se concentra um terço de toda a humanidade. O fato é que, como outras tecnologias, o celular chegou para ficar e passou a fazer parte de nossas vidas.

Talvez pela disseminação destes aparelhinhos que nos ajudam a controlar as coisas e acabam nos controlando é que a ciência tem se debruçado sobre eles e o que pode ser feito com o seu uso. Agora mesmo, acabaram de descobrir que unindo o celular, um programa de computador e pelo menos dois minutos de conversa é possível determinar o estado de espírito de uma pessoa, sabendo, por exemplo, se está com o coração partido, literal ou figurativamente.

Como isso é feito? A descoberta é de uma empresa de Israel, chamada eXaudios. Ela desenvolveu um programa de computador chamado de Magnify, que decodifica a voz humana e, com isso, identifica o estado emocional da pessoa. Ah, nunca ouviu falar? Pois nos Estados Unidos algumas companhias já estão usando o programa nos seus call centers e a empresa está testando o programa para uso em diagnóstico médico, indicando, por exemplo, condições como autismo, esquizofrenia, doenças do coração e até identificando o câncer de próstata.

Se, de um lado, como afirma um dirigente da empresa, o programa pode monitorar em tempo real, mostrando na tela as emoções de quem está falando, de outro – e olhando a questão apenas do lado pessoal – isso é meio assustador, transformando o celular em muito mais do que ele é. Toda moeda tem, sempre, duas faces. Neste caso, o lado bom é que ganhamos um novo meio de diagnóstico, de identificação de problema. Mas de outro, como afirma um amigo, aumentamos o poder da coleira em que o celular se transformou.

A verdade é que a nova descoberta – um processo de mais de 10 anos de pesquisa, de acordo com a empresa – coloca nas mãos de quem vende um instrumento poderoso, capaz de identificar o que sentimos e, com isso, oferecendo ferramentas de convencimento ainda mais poderosas, permitindo que sejamos convencidos com o uso da psicologia. Ou, dirão alguns, engabelados quando se tratar de reclamações de serviços que nos são oferecidos de uma forma e prestados de outro. Há, ainda, o aspecto da individualidade. Vamos deixar de ser uma personalidade para integrar um padrão.

Devemos aplaudir ou ficar assustados? Sinceramente, não sei. O que a empresa diz – e isso vem em nosso favor – é que o programa não tem 100% de acurácia, podendo falhar em um percentual que vai de 17 a 24%. Isso, hoje. E amanhã£, como será¡? A empresa não adianta, mas certamente continuará  a trabalhar no software e agora que descobriu o caminho outros o irão seguir, o que me permite fazer uma previsão de que, em pouco tempo, a eficácia deste ou de um novo programa será¡ aumentada.

Quando isso acontecer, a única forma que teremos de não nos revelar será¡ não falar ao telefone celular. Como isso hoje já é quase impossível, além das diversas informações que muitos têm de nós, passarão a ter, também, o nosso perfil psicológico e o irão transformar, certamente, em um eficiente instrumento de vendas. Você tem alguma dúvida?. Eu, não. (VIA MSNBC)

QUAL É O SEU MAIOR DESEJO?

Em todos os momentos da vida a gente sempre tem um desejo. Quando se é criança, queremos crescer, tornar-nos adultos. Na juventude, pensamos em quando ficarmos com mais idade e imaginamos o que já teremos conquistado. Ao chegar ao primeiro trabalho, imaginamos subir na carreira, conseguir melhores salários, destacar-nos profissionalmente. E tudo isso vem junto das conquistas pessoais, formação de família, filhos, amigos, etc.

Olhando somente o lado material, qual é o seu maior desejo? Não exatamente esta, mas perguntas idênticas foram feitas a pessoas do que os especialistas chamam de “nova  classe média brasileira” – quem ganha entre R$ 1,1 e R$ 4,8 mil por mês – buscando saber o que eles mais desejavam, agora que tinham melhorado economicamente e tinham maiores chances de consumo. O resultado, no meu entender, foi meio surpreendente e é exatamente por isso que ele está sendo aqui comentado.

Os dados da pesquisa foram publicados no jornal A Tribuna, de Vitória, e refletem os desejos dessa nova classe. O jornal traz alguns personagens que ilustram a matéria, mostrando o que estão fazendo. Voltando à pesquisa, no entanto, a maioria tem como prioridade a aquisição de itens relacionados à tecnologia, começando por uma TV de LCD, fazendo com que a prestação de uma delas caiba no seu bolso.

Logo depois vem o computador de última geração, reprodutor de vídeo e celulares, também de última geração. No meio de tudo, fica a compra de uma nova e moderna geladeira, o sonho do carro novo – certamente financiado a perder de vista – e viagem de férias que incluam viagem aérea. Ao lado disso temos um consumo mais qualificado na Área de alimentação, com alguns dos personagens confessando que gostam de comer fora, aproveitando os bons restaurantes.

Todos, sem exceção, fazem planos. Os que já conseguiram adquirir alguns dos equipamentos pretendidos, querem viajar. Outros ainda, trocar de carro ou adquirir seu primeiro veículo. O que mais me chamou a atenção, no entanto, é que embora faça parte dos desejos desta nova classe média, o plano de saúde não vem em primeiro lugar. Perde, de longe, para os itens de consumo e os bens duráveis. Primeiro, devem pensar, é preciso cuidar da casa, comprar equipamentos. Depois, pensar em garantir a saúde.

O que não é curioso, mas uma realidade é que, ao longo dos últimos anos, graças à melhoria da economia, alguns milhões de brasileiros tiveram um upgrade em suas vidas, em suas economias. Passaram a ganhar mais, incorporando novos hábitos e despertando para novos desejos. Tudo isso, no entanto, não fazem com que queiram mudar de bairro, deixar o local onde já vivem para buscar um outro, considerado melhor. Talvez casem, neste caso, o fato de já estarem estabelecidos com a possibilidade de terem mais para satisfazer seus outros desejos.

O que a pesquisa e os depoimentos na reportagem mostram é que entramos, em definitivo, na era do ter, deixando mais distante a fase do ser. Antes, as pessoas queiram se realizar e esta realização não envolvia, necessariamente, bens materiais. Hoje, eles são essenciais para preencher o desejo de quem melhora de vida ou busca melhorar.

Hoje, comprovam os números divulgados por A Tribuna, o que impera é o ter. O ser ficou distante. Será que algum dia ele irá voltar?

O RISCO DO USO DO CELULAR

Há poucos dias tomei conhecimento de que no mundo já há mais de 4,6 bilhões de telefones celulares e de que o número irá continuar crescendo e dentro de algum tempo mais podemos ter tantos celulares quantas pessoas existem na Terra. No Brasil, o Ministro Hélio Costa propôs a criação de um Bolsa Celular, que permitira, com subsídios governamentais, que os integrantes do Bolsa Família recebam um telefone. É, eles podem não ter o que comer, mas teriam um celular. Será que a substituição é boa? Mas nem o número, nem a nova bolsa governamental é o motivo deste artigo. Ele decorre de uma recente descoberta feita por psicólogos nos Estados Unidos.

O que eles descobriram? Que, na caminhada por uma rua, o celular pode representar uma ameaça para quem o utiliza e anda ao mesmo tempo em que conversa com outra pessoa, do outro lado. Os pesquisadores, liderados pelo professor Art Kramer, da Universidade de Illinois, fizeram simulações em uma rua virtual, com alguém caminhando e falando ao telefone, comparando o seu comportamento com pessoas que fazem isso, mas sem o uso do celular. Os riscos para os primeiros são muito maiores que para os segundos. A comparação foi feita, também, com quem estava ouvindo música e a conclusão é que este comportamento não chega a representar um risco. Mas falar ao celular, sim.

A explicação dada pelos pesquisadores é que, ao falarmos ao telefone o fazemos de forma tão automatizada que não prestamos atenção no que está acontecendo no entorno. Nas simulações, os usuários do celular tornaram-se menos cuidados ao atravessar a rua e ampliaram seus riscos. No caso da travessia de uma rua, por exemplo, que usa o celular leva mais tempo para cruzá-la – um quarto a mais, na verdade – o que o expõe a riscos. Quem ouve música, procede como quem não ouve ou não fala no celular, fazendo a travessia com maior segurança. De acordo com os especialistas, as conclusões da pesquisa apontam para um maior risco para os pedestres que andam e falam no celular.

Que falar ao celular enquanto dirigimos aumenta o risco, já sabíamos. Mas que falar e andar também implica em perda de segurança é uma coisa nova. Fico imaginando, neste e em outros casos, o impacto que o celular tem nas nossas vidas. De certa forma, ele já matou o telefone fixo, conectou-nos ou nos tornou permanentemente conectados, inclusive neste mundo novo que é a Internet, que nos traz emails, notícias e, até, entretenimento. E se o seu número está aumentando será que isso significa que os riscos também? Estaria o aumento do número de celulares colocando em risco os humanos? Pelo que os pesquisadores concluíram, sim.

A pesquisa nos mostra um outro lado da questão, que é o impacto que as novas tecnologias provoca em nossas vidas. Quem hoje é capaz de viver sem um celular? Ele tornou-se indispensável, seja para os negócios, seja profissionalmente, seja para controlar filhos, falar com amigos, parentes ou, até, para demonstrar status. Sem dúvida esta tecnologia, que embora não seja assim tão nova, só agora espalhou-se pelo mundo, está fazendo com que ajamos de forma diferente, seja falando ao dirigir, andando e falando ou não percebendo o nosso entorno. Com maior ou menor risco, uma coisa é certa: o celular é um agente de mudança.

Se ele é bom ou não, só o tempo irá dizer. Mas desde já sabemos, graças aos pesquisadores dos Estados Unidos, que para os pedestres ele representa uma ameaça. (Via Eureka, em inglês)

CELULAR, EMPRESAS E COMUNICAÇÃO

Entre no Google e procure por “três macacos” passando, então, para a parte de imagens. O que você – e todos que procurarem – verá são fotos e mais fotos de três símios que não falam, não ouvem e não vêm. Fisicamente, presente de um amigo, tive um conjunto deste próximo da minha mesa de trabalho até que, em um dia, achei que eles estavam fora de lugar e os descartei. Ah!, mas por que este assunto? É que a imagem me voltou à cabeça depois de ter tentado, sem sucesso, conseguir informações da Vivo.

Vamos à história: Precisei descobrir o endereço ou telefone da empresa que nos atende – um plano empresarial – na área de telefonia celular em nome da Vivo. Liguei então para o call center da empresa e para começar não fui atendido dentro do prazo máximo estipulado pela legislação. Esperei por mais de cinco minutos até que uma atendente entrasse na linha e pudesse ouvir minha demanda. Uma explicação adicional – dada também à atendente – : um problema no computador levou à perda de dados e, com isso, os contatos do agente foi-se.

Achei que isso seria feito de forma simples, mas não foi. Para minha surpresa, a atendente informou que não dispunha dos dados que precisava. Lá no call center da Vivo não tem a relação das empresas credenciadas para atender seus clientes. Fiquei imaginando se isso era mesmo possível, mas como não dá para argumentar com alguém que decora um roteiro, acabei mudando a estratégia e pedi os telefones da Vivo em Vitória, no Espírito Santo. Assim, poderia fazer contato descobrindo quem é que faz o atendimento à nossa conta.

Adivinhem o que aconteceu? É, o call center da Vivo também não tem os telefones da empresa, nem em Vitória, nem em outros locais. Dá para acreditar? Sinceramente, não. O que posso fazer, então, perguntei? E a atendente sugeriu que tentasse o atendimento online, pois lá encontraria a informação. Não consegui, primeiro, por o serviço estar off-line. E eu disse isso para a atendente. Mudou alguma coisa? É claro que não. Continuei sem a informação que buscava.

Mais tarde, com o serviço online consegui acessar a parte de assinantes da Vivo e descobri, como no caso do call center, que lá também não tem os dados. Foi então que me veio à mente a imagem dos três macacos. Acho que neste caso ela é perfeita para mostrar como uma operadora de telefonia age com seus clientes. Como os macacos, ela não ouve, não vê e não fala. Mas uma coisa é certa, ela cobra. Somos um número, e só. E temos direito de pagar. De ser informado, de ser atendido, não. É uma relação estranha, principalmente com quem é cliente corporativo e está na empresa há muitos anos, aliás, desde o início do sistema celular no Brasil. Mas isso vai mudar e a Vivo perderá este cliente.

Sem a informação, o que fiz foi relatar este fato ao maior número possível de pessoas, começando por colegas jornalistas que estão em redações de jornais, televiseis e rádios. Lembrei-lhes que não devo ter sido o único a ter este tipo de problema, sugerindo que os órgãos de defesa do consumidor sejam ouvidos. Fiz a reclamação, ainda, nos órgãos de defesa do consumidor. Pode ser que isso se transforme em matéria, pode ser que não. É mais por seu lado negativo é que estou registrando o fato aqui no blog, tornando-o público, já que – a se crer nas informações da empresa – eu não tenho como falar com a Vivo, a não ser através do call center, que não sabe nada.

A situação é meio kafkiana, não é mesmo? E de um nonsense de todo tamanho. Contraria, também, todos os bons princípios de comunicação e atropela várias práticas de relacionamento com clientes recomendadas pelos mais diversos manuais de marketing, relacionamento, etc. Provavelmente a Vivo não precisa da minha conta, nem do que pago a ela. Provavelmente, ela não está se importando com o que aconteceu. Afinal, é a maior operadora de celular do país, tem milhões de clientes e desagradar um ou alguns não vai fazer a diferença. Pode ser que sim, mas fica o registro e o protesto.

Alô, Vivo! Preste atenção! Suas práticas não são as melhores e os clientes estão sendo colocados em segundo plano. Talvez, por isso, não seja Vivo, mas como não fala, não ouve e não vê, está mais próximo de Morto.

PRECISAMOS DE TELEFONES FIXOS?

O telefone e, com ele, a possibilidade de duas pessoas se falarem representou um revolução  na vida do mundo. Ligados, podí­amos resolver questões que, antes, levava senão dias, pelo menos horas. Além de impulsionar negócios, facilitar a comunicação, tornar os contatos mais fáceis, a nova invenção – como todas as que ocorrem – levou a outras, ajudando na mudança da sociedade, dos correios a cavalo e do telégrafo para um novo meio. No caso do Brasil, se fizermos uma pequena pesquisa, veremos que o telefone foi, durante algum tempo, considerado investimento e era comprado a prestações, pago antecipadamente e, quando recebido, transformava-se em um bem precioso.

Mas ao que vem isso? Duas coisas diferentes acabaram provocando este assunto. A primeira, uma notí­cia baseada em dados da ITU – União Internacional de Telecomunicações sobre o mercado de celular. E a segunda, um artigo na Web Work Daily sobre o uso do celular como único telefone de contato. No primeiro caso, veio a informação de que teremos, até o final deste ano, 4,6 bilhões de telefones celulares em todo o mundo, nos aproximando quase de um aparelho por habitante do planeta, indo do recém nascido ao adulto já¡ de idade avançada. No segundo, o questionamento, a partir do tí­tulo do artigo, se precisamos, mesmo, de um telefone fixo.

Se os números da ITU me deixaram espantado, pois não achava que já¡ tí­nhamos chegado a este volume de celulares, o artigo me fez refletir e pensar, a partir da minha prí³pria situação. Hoje, sou muito mais encontrado no telefone celular – o número é o mesmo, desde que adquiri uma linha, baseada em um Motorola que mais parecia um tijolo – do que nos telefones fixos. No mais das vezes, a pessoa me liga no celular e, em alguns casos, peço que me liguem no fixo, evitando, por exemplo, que a ligação caia ou que a recepção fique ruim. O telefone fixo, neste caso, acaba ficando em absoluto segundo plano, subutilizado.

O avanço da telefonia celular, que a cada dia agrega mais coisa, o uso dos notebooks, a mobilidade, principalmente em algumas profissões, estão fazendo com que o telefone fixo caminhe para a obsolescência, se é que já não está nela. Hoje, estamos a cada dia mais ligados. E para que consigamos isso o celular transformou-se em uma ferramenta importante. Quem fica muito fora de um escritório, então, depende deste novo tipo de comunicação, o que é, pelo menos em parte, o meu caso. Não sei se já¡ disse aqui, mas não gosto de celular e me descartaria dele se pudesse. Não posso e não tenho como fazer o que faço sem que ele esteja ligado.

Levando tudo isso em consideração – e mais ainda, as conexões via Skype ou outra ferramenta, a telefone sobre IP, etc. – podemos perguntar: Eu preciso de um telefone fixo? Pode ser que algumas pessoas, organizações e profissionais ainda baseiem suas comunicações no telefone fixo, mas isso está se tornando cada vez menor. Como mostram os números da ITU o celular transformou-se em padrão, atingindo um número muito maior do que o de telefones fixos, ligando-nos em todos os lugares – veja-se a quase onipresença das antenas de celulares – e permitindo que nos comuniquemos, trabalhemos, fechemos negócios, atendamos nossos clientes, falemos com nossos amigos, solicitemos informações.

Enfim, o telefone fixo foi colocado em segundo plano. Pense bem e me diga com toda sinceridade: Você conseguiria viver sem um telefone celular? Aposto que a maioria dirá¡ que não. Enquanto isso, faça a mesma pergunta em relação ao telefone fixo. Neste caso, acho que a maioria das respostas será positiva, ressaltando-se desde que se tenha um celular. Tudo isso não significa que o fixo irá¡ morrer. Acho que ele subsistirá¡, pelo menos por mais alguns anos. Agora, uma coisa é certa: os celulares tomaram conta de nossas comunicações e hoje são muito mais do que simples telefones, transformando-se em computadores pessoais. Este, acho, é o caminho: o da integração, com um aparelho fazendo tudo.

A única dúvida é quando isso irá acontecer. Que irá, não tenham dúvida, irá.

UM NOVO MEIO DE LEITURA

Sou daqueles que gostam de ter sempre um livro ao lado. Só que se isso é possível em casa, no dia a dia é quase que impossível tê-los à mão, aproveitando uma espera ou o intervalo entre um e outro compromisso para dar uma “lidinha”, avançando no que se está lendo. E como a vida é feita de espera, a gente acaba perdendo ótimas oportunidades de colocar a leitura em dia, avançar no assunto que nos chama a atenção ou, mesmo, “matar” o tempo, ocupando-o em percorrer mais alguns páginas. E isso, se possível, nos livraria das revistas velhas e fora de época que parecem ser a tônica das recepções.

Bom, as coisas eram assim, mas estão mudando. E o responsável pela mudança é o telefone. Não o fixo, mas o celular. Hoje, ele em tantas coisas que, como muito bem lembra um amigo, você pode até usaá-lo para falar. Pois o celular, pelo menos os mais modernos, está nos proporcionando um novo meio de leitura. Tome-se, por exemplo, o caso do iPhone. Quem frequenta a App Store, a loja virtual voltada para o aparelho e com milhares de pequenos programas, acha aplicativos gratuitos que permitem baixar um ebook – livro eletrônico – e lê-lo na tela. Eu estou usando o Stanza, um desses programas gratuitos, que além de permitir a leitura, facilita a procura do livro desejado.

Com este novo tipo de leitura – que está se tornando um hábito – acabei por descobrir que, mesmo que o ebook que você quer não esteja preparado para o seu telefone existem outros programas que o convertem, permitindo que sejam lidos neste novo meio. É o caso Calibre, que também é grátis. Ele pega os livros em PDF ou em formato texto e o transforma, no caso do iPhone, no formato EPUB, permitindo que seja copiado do computador para o telefone. E lido. Existem outros e o Google está aí­ mesmo para ajudar a encontrá-los. E o melhor é que, normalmente, são de código livre, o que significa que poderá usá-los sem gastar um centavo. Afinal, já basta o preço do telefone, não é?

Ah, mas como fazer para encontrar os livros? Um dos primeiros lugares a se recorrer é o Projeto Gutemberg, que tem milhares e milhares de obras, inclusive uma boa seleção em português. Ele tem duas versões, uma em inglês e outra em português, o que facilita para quem não domina o idioma do Tio Sam. O Gutemberg, por trabalhar estritamente dentro da lei, só tem livros não mais submetidos aos direitos autorais ou, então, que tenham sido publicados com direitos abertos, como o Creative Commons. Mas nele, por exemplo, pode-se encontrar praticamente todos os clássicos, inclusive os brasileiros – neste caso em português.

Um outro repositório bem interessante é o Manybooks. A desvantagem é que, neste caso, o idioma é o inglês. Uma busca no Google sobre ebooks indicará uma série de site, inclusive aqueles em que é possível comprar os últimos lançamentos, pelo menos dos que são feitos nos Estados Unidos e em língua inglesa. É o caso do Fictionwise. Nela, O Símbolo Perdido (The Lost Symbol), o próximo livro de Dan Brown, que será lançado no dia 15 de setembro, já está sendo vendido a 9,99 dólares. Seguramente um preço menor do que o livro em papel, cuja edição inicial é encadernada e, por isso, bem mais caro. Você pode aproveitar – e eu já fiz isso – de livros cedidos pelas grandes editoras. Uma delas, a Harlequin, quem um bom número de livros grátis na sua versão em inglês.

Outra forma de ler bons livros de graça é procurando autores que os tenham liberado. E existem vários na rede. Um deles é especializado em livros de ficção científica, o Scifimatter. Nele, estão relacionados vários autores. Se você gosta do assunto e sabe inglês, experimente Eternity’s End, de Jeffrey Carver, que é um belo livro. Bem, aí­ estão algumas dicas, coletadas a partir do meu interesse em encontrar leitura para carregar no iPhone. No caso dos ebooks outros telefones, sobretudo os mais avançados, também oferecem a facilidade de se ler neles. E isso tem sido facilitado pelas telas maiores. Se quiserem tomar como base minha experiência, posso garantir que experimentei e gostei.

LIVROS, LIVROS E LIVROS GRÁTIS

Sou um f㣠dos livros e acho que já disse isso aqui, antes. De certa forma, sou também um bom leitor, que lê uma boa quantidade de livros a cada ano, passando por vários tipos deles, indo de ficção científica – uma das minhas preferências – filosofia e política. Acho que nada substitui o livro, mas estou caminhando para achar que, além do papel, existem outras formas de leitura.

Um dos casos é a leitura no telefone móvel, no meu caso o iPhone. Descobri que na Internet existem milhares de livros que podem ser baixados e lidos em qualquer lugar que você estiver, sem necessidade de carregar um livro. Se você lê inglês, a quantidade de livros é imensa, incluindo os chamados grandes clássicos da literatura universal. Se lê só em português, também existe uma boa quantidade de livros, incluindo os clássicos de nossa literatura. E neste caso estamos falando de livros legais, que podem ser baixados pois não mais têm direitos autorais.

Não descobri a modalidade no Brasil, mas em inglês existem autores e editoras que disponibilizam de forma gratuita alguns dos livros que publicam em forma de ebook. Mais uma vez, trata-se de ler o que é legal, mas se isto não é importante para você, existe sempre a outra forma. Como encontrá-la? Da mesma forma que se encontra os livros legais – no sentido de se respeitar a lei – isto é, indo ao Google e simplesmente digitando “ebook grátis”.

Voltemos aos livros legais. Se você estiver interessado, o primeiro ponto a parar é o Projeto Gutemberg. Ele está em inglês, mas tem também uma série de livros em português, do Brasil e de Portugal. Tem também livros em espanhol e em vários outros idiomas, mas a maior biblioteca é em inglês. No caso do Brasil, o primeiro lugar para se ir é o Domínio Público, um sítio mantido pelo Governo Federal que além dos livros oferece uma série de outros textos, sobretudo dissertações de mestrado e teses de doutorado de todo o país.

Nos dois sítios estão milhares de livros. Através deles, absolutamente de graça, pode-se ler obras de Shakespeare, por exemplo. Como também podem ser lidas obras de José de Alencar, Monteiro Lobato, Machado de Assis e outros autores brasileiros. Estão disponíveis ainda livros de autores portugueses, incluindo obras históricas do início de Portugal. O repositório, repito, é imenso. E fica ainda maior quando se fala de livros em inglês. Nesta língua estão disponíveis praticamente todos os clássicos da literatura mundial.

Acho o telefone móvel prático para se ler um livro, sobretudo por que os novos aparelhos têm tela maior e programas específicos para este tipo de leitura. No caso do iPhone, são vários deles e todos permitem acesso às bibliotecas digitais. Para os outros telefones também existem leitores específicos. Os livros podem ser lidos ainda no seu computador, seja ele o de casa ou o notebook. Se a tela lhe for desconfortável, pode ser impresso, voltando ao velho e bom papel.

Então, se você gosta de ler e não sabia destes sítios, agora já sabe. Dê uma olhada neles e na certa irá descobrir coisas do seu interesse. Eu descobri e continuou descobrindo, não só os livros, mas também uma nova maneira de ler. E confesso que tenho gostado da nova forma de leitura. Ah, é tem outra coisa: Os livros são vendidos no novo formato nos sítios que trabalham com livros – recorra, novamente, ao Google – ou nos das próprias editoras e custam bem mais barato do que no formato impresso.

PARA QUE SERVE O CELULAR?

No meu caso, para telefonar. Mas não é o que aponta pesquisa da Nielsen feita nos Estados Unidos. Nela, o instituto constatou que, em alguns casos, os celulares são usados preferencialmente para o envio de mensagens de texto e que na faixa mais jovem, de 13 aos 17 anos, o volume delas chega a ser quase nove vezes a dos telefonemas. À medida que as pessoas vão envelhecendo o número de mensagens diminui. Mas como há mais jovens que velho e o número de aparelhos só aumento, o crescimento no envio de texto é inevitável. E no Brasil, será que é igual?