UM NOVO VÍCIO NA PRAÇA: E-MAILS

Email pode viciar? Aparentemente, sim. E existem alguns indicativos que, preenchidos, podem mostrar que você está viciado nele. Um deles é checar o email a toda hora, um hábito que pode estressar. Confira os sintomas, veja se é um viciado. E se for, veja também os conselhos para se livrar ou controlar o vício. Aliás, algo ligado à Internet e aos blogs que também podem gerar dependência. Se é assim, que tal voltarmos aos tempos das cartas? Elas funcionavam e não geravam estresse.

Há alguns anos, comunicar-se não era tão fácil como agora, principalmente fora das principais cidades do país. O telefone era escasso e a melhor forma de dar e obter informações era mediante as cartas. Quem tinha família longe, sempre esperava, a cada semana, uma nova carta que lhe colocaria em dia com o que havia acontecido, mesmo já tendo passado um bom tempo, pois a entrega da correspondência também não era tão rápida como hoje.

Além do lado sentimental, de ligar amigos, pessoas e famílias, as cartas tinham, também, todo um lado comercial. Afinal, era através delas que as empresas se comunicavam, estabeleciam negócios, fechavam parcerias e se mantinham informadas sobre o andamento de uma determinada transação. Se do ponto de vista pessoal a carta era importante, do lado empresarial, era essencial. Sem elas, as coisas não andavam nem aconteciam.

Nos dois segmentos, as cartas funcionavam. E imperaram durante muitos e muitos anos. Então, alguém inventou a Internet que, aos poucos, foi se espalhando, ganhando mais adeptos e ficando mais fácil de acessar e entender. E com ela veio um novo instrumento, o e-mail. A carta eletrônica, de início, não tinha o fluxo de hoje, pois dependia de infraestrutura tecnológica que não existia. E nem as pessoas nele confiavam, preferindo, ainda, o velho método do papel escrito e postado a um determinado destinatário.

Bem, o fato é que tudo mudou. E hoje não dá, nem do lado pessoal e muito menos do empresarial, para viver sem o e-mail. Ele nos facilita, permite que as coisas ganhem agilidade e que nos comuniquemos de uma forma muito mais fácil, complementando o telefone, que se tornou praticamente onipresente. Enfim, transformou-se em importante ferramenta – sem contar os milhões de spams que veio junto dele.

A evolução da Internet e do e-mail fez com que para alguns eles se transformassem em um vício, assuntos já abordados aqui no blog – Vício? Eu nem preciso dela, Viciado em blogs? Veja os sinais e Vício? Que vício?. Agora a PCWorld, dos Estados Unidos, levanta a questão do vício do e-mail. E dá os indicativos que podem levá-lo a se identificar como um viciado ou não. Confira:

  • Você checa o seu e-mail mais do que uma vez por hora, mesmo estando sem relógio
  • Você abre a mensagem tão logo ela chegue, esteja no trabalho ou fora dele
  • Você sente necessidade de responder a mensagem recebida de imediato ou com poucos minutos que ela chegou
  • Você para uma conversa com alguém real, por exemplo, para ler o seu e-mail ou respondê-lo
  • De alguma forma o e-mail está interferindo na sua vida e rotina diária – problemas para dormir, relacionamento, stress ou qualquer outro efeito.

Quem fez o levantamento garantes que estas são indicações seguras do vício. Confesso que não tenho problemas de relacionamento, durmo bem, não sou estressado devido aos e-mails e nem sofro de qualquer outro distúrbios, mas o meu e-mail fica ligado direto e sempre vejo os que chegam, respondendo quase que na hora a maioria dos que precisam de respostas.

Se isso servir, efetivamente, como um indicativo de vício vou admitir que sou, sim, viciado em e-mail. E talvez, também, em internet e em blogs. O que fazer? Eu, sinceramente, não sei, pois isso são coisas que se integraram às nossas vidas. E você, como se sente em relação a tudo? Acha que o e-mail pode virar vício? Gostaria de ver, até para consolo próprio, quem também se enquadra nestes “vícios”.

Se você constatou que é um dos viciados, não se preocupe. O mesmo artigo que aponta os sintomas, aconselha o que fazer:

  • Lembre-se que não há nenhuma emergência e que o e-mail não vai se autodestruir. Então, fique calmo.
  • Controle-se e estabeleça horário para responder aos e-mails, por exemplo, uma vez pela manhã e outra à tarde.
  • Agende-se e reserve um horário específico para ver, ler e responder os e-mails. Assim, você controla o seu tempo.
  • Programe um dia sem e-mail. Assim, você se dá um tempo. E vê que o mundo não acabou.
  • Tire férias. E com elas esqueça que os e-mails estão chegando. Eles vão continuar no mesmo local.

E então, o que acharam? Só uma observação adicional: se sair de férias, deixe uma mensagem automática no e-mail, informando que estará ausente e que, assim que possível, irá ler e responder o e-mail. Simples cortesia.

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