A ARTE (ATRAPALHADA) DA CANTADA

Uma das coisas sempre presente no universo masculino são as “cantadas”. Nós, homens – e acredito que hoje também as mulheres – gostamos de nos mostrar e de que somos capazes de, com uma abordagem “criativa”, conseguir companhia. E é na busca dessa aproximação que se produzem algumas pérolas.

O blog ficou algum tempo longe destes assuntos, tratando, às vezes, de coisas mais sérias. Só que olhando os meus e-mails antigo em uma pasta onde arquivo coisas que acho interessantes encontrei um encaminhado pela Lulu. Ele relaciona uma série de “cantadas”, algumas com réplica e tréplica.

Vejam algumas com réplica e, às vezes, tréplica:

  • Este lugar está vago?
  • Está, e este aqui onde estou também vai ficar se você se sentar aí.
  • Obrigado, estava mesmo precisando de dois lugares, minha noiva já está chegando!
  • Então, o que você faz da vida?
  • Eu sou travesti.
  • Já tinha percebido! Você esqueceu de fazer o bigode!
  • Será que eu já não te vi em algum lugar?
  • Claro! Eu sou a recepcionista da clinica de doenças venéreas. Não se lembra?
  • É isso mesmo! Você até me falou que estava pagando o seu tratamento com trabalho!
  • A gente vai para a sua casa ou para a minha?
  • Os dois. Você vai para a sua casa e eu vou para a minha.
  • Que pena! É que minha empregada foi embora e eu pensei que você pudesse ir lá em casa fazer uma faxina.
  • Eu queria te ligar, qual é o seu telefone?
  • Está na lista.
  • Mas, eu não sei o seu nome.
  • Também está na lista, na frente do telefone.
  • Mas qual é o anúncio? Acompanhantes ou Aluguel de tratores?….

E aqui vão algumas só com respostas:

  • Se beleza desse cadeia você pegaria prisão perpétua.
  • Se feiura fosse crime, você pegaria pena de morte
  • Gata, você é linda demais, só tem um problema: a sua boca tá muito longe da minha!
  • Questão de higiene (boa!!!)
  • Qual o caminho mais rápido pra chegar no seu coração?
  • Cirurgia plástica, lavagem cerebral e uns 3 meses de malhação.
  • Eu não acreditava em amor a primeira vista. Mas quando te vi mudei de ideia.
  • Que coincidência! Eu não acreditava em assombração.
  • Você tem uma boca! Deve ter um gostinho… Posso provar?
  • Pode… (cospe no chão e vira as costas)
  • Eu quero me dar por completo pra você.
  • Sinto muito, eu não aceito esmola.
  • Se eu pudesse te ver nua, eu morreria feliz.
  • Se eu pudesse te ver nu, eu morreria de rir.
  • Está procurando boa companhia?
  • Estou, mas com você por perto vai ficar muito mais difícil encontrar.

E então, o que acharam? Não sei se elas são da vida real, mas acheia-as, como já disse, interessantes. Algumas são bem pesadas, não é verdade? Mas quem corre o risco de fazer uma abordagem com o viés das cantadas listadas pode se sujeitar a receber uma resposta não muito gentil.

Particularmente, acho que não é este o tipo de abordagem que se deve fazer. Mas tem gente que, julgando-se “gênio” com as mulheres é capaz de tudo, inclusive de “cantadas” como essas que, se engraçadas, não fazem jus à inteligência feminina.

E ENTÃO A BRIGA COMEÇOU…

Diz o velho ditado que em briga de marido e mulher, ninguém deve meter a colher. O significado, como todos sabemos, é que não devemos nos meter nas brigas alheias. Mas o que ninguém diz é o porque dessas brigas começarem. O que as causa? Será que existe uma razão específica ou são várias?

Para responder a esta perguntas aqui vão algumas situações verossímeis, capazes de acontecer na vida real e que, como afirmam, fazem com que a briga comece:

1 – Minha esposa sentou-se no sofá junto a mim enquanto eu passava pelos canais.
Ela perguntou, “O que tem na TV? Eu disse: “Poeira”.
E então a briga começou…

2 – Minha esposa estava dando dicas sobre o que ela queria para seu aniversário, que estava próximo.
Ela disse: “Quero algo brilhante que vá de 0 a 200 em cerca de 3 segundos”. Comprei uma balança para ela.
E então a briga começou …

3 – Quando cheguei em casa ontem à noite, minha esposa exigiu que a levasse a algum lugar caro. Levei-a ao posto de gasolina.
E então a briga começou…

4 – Minha esposa e eu estávamos sentados numa mesa na minha reunião de colegial,
e eu fiquei olhando para uma moça bêbada que balançava seu drinque, enquanto estava sozinha numa mesa próxima.
Minha esposa perguntou, “Você a conhece ?”Sim,” disse eu, “é minha antiga namorada…Sei que começou a beber logo depois que nos separamos há tantos anos e pelo que sei ela nunca mais ficou sóbria”.
”Meu Deus!”, disse minha esposa, “quem pensaria que uma pessoa poderia celebrar por tanto tempo?”
E então a briga começou…

5 – Depois de aposentar-me, fui até o INSS para poder receber meu benefício. A mulher que me atendeu solicitou minha identidade para verificar minha idade. Chequei meus bolsos e percebi que a tinha deixado em casa. Disse à mulher que lamentava, mas teria que ir até minha casa e voltar depois.
Ela disse: “Desabotoe sua camisa”. Então, desabotoei minha camisa deixando exposto meus cabelos crespos prateados.
Ela disse: “Este cabelo prateado no seu peito é prova suficiente para mim,” e processou meu benefício. Quando cheguei em casa, contei entusiasmado o que ocorrera para minha esposa.
Ela disse: “Por que você não abaixou as calças? Você poderia ter conseguido auxílio-invalidez também….”
E então a briga começou…

6 – A mulher está nua, olhando no espelho do quarto de dormir. E não está feliz com o que vê e diz para o marido: “Sinto-me horrível; pareço velha, gorda e feia. Realmente preciso de um elogio seu”.
O marido retruca: “Sua visão está perto da perfeição”.
E então a briga começou …

7 – Levei minha esposa ao restaurante. O garçom, por algum motivo, me perguntou, primeiro, o que queria. “Vou querer churrasco malpassado, por favor”.
Ele disse: “Você não está preocupado com a vaca louca?”. “Não, ela mesma pode fazer seu pedido”.
E então a briga começou…

As situações são engraçadas, por serem forçadas, forma de fazer uma piada. Mas se olharmos a vida real vemos que muitas brigas começam do nada, por motivos que, racionalmente, não deveriam ser nem discutidos. Viver juntos não é fácil e como homens são de Vênus e as mulheres, de Marte, as coisas acontecem quando menos se espera. Ou como dizia o Barão de Itararé: De onde não se espera e que não sai mesmo!

Fato ou não, rir é sempre um bom negócio. Mesmo que sejamos nós próprios o objeto do riso, o que não é o caso, aqui, pois todas as situações são fictícias, até por não ser o casamento e o relacionamento de um casal motivo só de brigas. Elas existem, mas em muitos casos a convivência é ótima, como acontece comigo.

O casamento, que é motivo de piadas – assim como vários outros assuntos, indo das sogras às louras – é uma grande instituição. Você concorda? Eu, pelo menos, acho que sim.

UM COMPUTADOR QUE PENSA

Na literatura e no cinema, os computadores normalmente são pintados com cores fortes e se antepõem aos humanos. Veja-se, como exemplo, o caso de Matrix, em uma terra dominada por máquinas que querem exterminar os humanos. Ou até mesmo no caso de Eu, Robô, quando um “ser artificial” mata o seu criador e, a partir da investigação do crime, estabelece-se a trama da história, com os robôs – computadores – fazendo o papel de bandidos.

Ficção a parte, o que os cientistas vem trabalhando, de há muito, é na melhoria dos computadores, fazendo com que fiquem melhores e buscando o objetivo de que, em um futuro próximo, imitem o cérebro humano. Como vocês devem saber, um computador – e neste caso, também um robô – podem fazer cálculos muito mais rapidamente do que um homem, uma mulher, mas não é capaz de pensar como um humano, de forma randômica e fazendo associações aleatórias, que é como o nosso cérebro funciona.

As pesquisas sobre robótica, de um lado, não só cuidam do desenvolvimento de como um robô será, mas usa poder computacional para que ele funciona, haja. De outro lado, no caso especifico dos computadores, eles estão ficando mais potentes a cada dia, mas isso não significa que “pensem”. Eles tem imensa capacidade de processamento, mas ele precisa ser induzido. Em um futuro, dizem os pesquisadores, talvez os computadores – e com isso, os robôs – venham a pensar.

Chegaremos, então, ao que na literatura e na ficção Isaac Asimov chamou de “cérebro positrônico”. Mas isso é futuro. Como é que está a situação hoje? Se tomarmos como base as afirmações de Dharmendra Modha, que é pesquisador da IBM, estamos apenas a uma década de ter computadores que serão capazes de pensar, ou melhor, de imitar o cérebro humano. O pesquisador informou que cientistas da companhia e de outras empresas já conseguiram simular a complexidade do córtex felino, um desafio que permite estimar o dia em que será possível alcançar a capacidade do cérebro humano.

Na verdade, a IBM e algumas universidades dos Estados Unidos estão trabalhando em um projeto computação cognitiva, usando, para tanto, verbas do Departamento de Defesa. O objetivo de recriarem a capacidade do córtex humano e de acordo com o pesquisador, houve um bom avanço, já que conseguiram simular o córtex do cérebro em tempo real, com mais de um bilhão de neurônios ativos, além de 10 trilheis de sinapses de aprendizado individuais. Para isso, usaram um computador “simples”  com 147.456 processadores e 144 terabytes (TB) de memória. Segundo Modha, os resultados já excedem a capacidade de um córtex de gato.

O pesquisador acha que foi feito um tremendo avanço o que, no seu entender, nos permite antever o dia em que os computadores imitaram o cérebro humano. Neste futuro, teremos máquinas muito mais eficientes. Mas será que elas terão a capacidade de, equipando “seres artificiais”, produzir robôs que, de fato, imitem os humanos, não só na forma, mas no pensar? E será que tal poder de processamento – que inclui indução e associações randômicas – será benéfica para os humanos?

Os cientistas acham que sim. E tanto o campo simplesmente computacional, quanto no de robôs, trabalham com o aumento da complexidade e pensam, em um futuro não tão distante, que poderemos ter uma sociedade em que os “seres artificiais” serão coisas naturais. Tão naturais que seríamos capazes de nos casar com eles. O que vocês acham?

UM NOVO MEIO DE SER INFIEL

A tecnologia sempre traz mudanças para as nossas vidas fazendo com que mudemos nossas ações e, até, nossos comportamentos. Ela afeta todos, uns mais, outros menos. Ninguém, no final, fica indiferente aos seus efeitos, que abrange todos os campos inclusive o do relacionamento pessoal. Veja-se, para este último exemplo, os sites de mídia social, onde criamos comunidades de amigos, trocamos experiências, mandamos e recebemos recados, participamos de brincadeiras e, no final do ano, fazemos o nosso amigo secreto, com sorteio virtual e distribuição de presentes, alguns virtuais, outros físicos, mas dados e recebidos a partir de um meio eletrônico.

Graças à virtualização da vida encontramos, se não ainda em grande quantidade, vários sites de relacionamento, de namoro e de troca de experiências. As coisas avançam e chegam até ao sexo, não só com o oferecimento de “parceiras”, mas para um envolvimento rápido com as já¡ consagradas “garotas de programas” – o nome atual para prostituição. A internet e a web estão aí. O Google disponibiliza as facilidades para se encontrar o que procura neste imenso palheiro da net, mas com ele é possível chegar a qualquer lugar. Tente, apenas como teste, a palavra “relacionamentos”. São mais de 120 mil locais diferentes referidos pelo Google. Se acrescentarmos o “amoroso” o número cai um pouco, mas ainda fica acima dos 100 mil.

Neste novo universo como ficam os relacionamentos pessoais, envolvendo um casal? Será¡ que estamos saindo da traição física, de proximidade, para a virtual, mediada pela tecnologia e feita sem que um, na verdade, conheça o outro? Que causas o relacionamento virtual pode gerar para a vida real? A questão é interessante, não é? E tudo pode começar pela curiosidade humana, que quer conhecer mais e mais, não sendo diferente no mundo virtual. Só que no caso de relacionamentos estáveis, a traição virtual pode dar lugar a consequências reais, como a perda da pensão, pela mulher, ou até indenização por danos morais.

Não fique surpreso, pois eu também não sabia disso até ler uma matéria publicada pelo jornal A Tribuna, de Vitória, que ouviu especialistas e mostrou que a traição virtual tem tanto efeito, inclusive o legal, de uma real, física, mesmo. E uma das consequências pode ser, no caso da mulher, da perda da pensão paga pelo ex-marido. Ela pode, também, gerar um processo por danos morais. O jornal cita um caso já¡ definido pela Justiça que deu à mulher este tipo de compensação pela traição, comprovada através da troca de emails entre seu ex e a “namorada virtual”. E há¡, ainda, o caso de um início de separação que não se concretizou porque, ao conhecer, a parceira virtual, o maridão desistiu. Ela era, segundo a matéria, muito feia, não tendo nada do seu perfil virtual. Não ria, é sério!

Para aqueles que querem dar uma “espiadinha”, mas não querem correr o risco, há¡ uma recomendação implícita na matéria: não façam isso do computador de casa, a que todos tem acesso. Se o tiver de fazer, use um computador com acesso por senha. A explicação é simples: você não pode invadir a conta de alguém para obter prova. Isso somente com autorização judicial. A prova obtida desse jeito não é lícita e, portanto, não vale na hora da discussão judicial. Neste caso, comprova-se a traição, mas nada se consegue do ponto de vista jurídico.

Ao contrário do que podemos inicialmente pensar, a questão é séria e tem afetado muita gente. Advogados de família reconhecem isso, mas certamente há uma grande área cinzenta que não é revelada, permitindo que maridos, mulheres, noivos, namorados e namoradas, deem um espiadinha. Isso configura uma traição? Pode ser motivo de separação? A resposta é positiva para as duas perguntas. O namoro virtual, o encontro virtual, que pode se transformar em físico, pode ser considerado, do ponto de vista jurídico, uma traição. E a legislação brasileira, pelo menos em relação aos casamentos formais, afirma que a fidelidade é uma obrigação mútua.

Então, se você gosta de dar uma “espiadinha” ou tem algum caso virtual, se cuide. A lei está¡ de olho em você e as consequências podem ser muito reais.

ENCONTRO DE BLOGUEIROS

Um lugar bacana, gente de todo o país e um assunto em pauta: Assim é o I Encontro de Blogueiros que o “camaradinha” Betho Sides está promovendo, e que começa no dia 12 de dezembro, em São Francisco do Sul, no belo Estado de Santa Catarina. Ficou interessado? Veja os detalhes no blog do Betho, que o está usando exclusivamente para divulgar o evento.

Encontros como este são uma ótima oportunidade de conhecer gente nova, trocar experiência, além da possibilidade de conhecer Santa Catarina, que como já¡ disse é um belo Estado e, principalmente, São Francisco do Sul, uma ilha no litoral catarinense, que é conhecida como “um sorriso de cidade”. É ou não uma bela oportunidade.

Fazendo eco ao Betho, todos estão convidados. E os detalhes de como participar estão no site do evento. Inicialmente, as inscrições irão até o dia 13 de novembro, mas se puder ir não deixe para a última hora. Vá lá, se inscreva e participe!

OS “BARRACOS” DO AMOR

Grande poeta e ótimo letrista, Vinícius de Moraes cunhou uma frase em relação ao amor que deveria, mesmo, ser padrão para todos aqueles que, um dia, se envolvem com outros: “(…) mas que seja eterno enquanto dure”. Sentimento poético à parte, é isso mesmo o que deveria acontecer, aproveitando-se a duração do amor e não querendo que ele seja eterno, eterno. Enquanto durar, nos ensina o “poetinha”, devemos aproveitá-lo, seguindo em frente quando do seu término. Mas é isso o que acontece?

Na vida real, o que impera não é a poesia. E ela é bem diferente do que dizem os poetas, do que eles sonham. Quando se trata do amor, então, nem se fala. Neste blog, este assunto já foi abordado antes, sob ângulos diferentes – Eterno, enquanto dure; Amor para por fim ao stress; O que mata o amor e Os efeitos da paixão – indo do lado científico ao comportamento das pessoas. Mas sempre sobram outros ângulos que podem ser abordados e que mostram como nós, seres humanos, reagimos ao amor e, principalmente, ao seu fim. Às vezes, ele termina naturalmente, mantendo-se até a amizade. Mas às vezes, é tumultuado, difícil, deixando marcas profundas e levando a comportamentos extremos.

É desse outro lado do amor, dos rompimentos difíceis e dos “barracos” que ele causa que o jornal A Tribuna, de Vitória, no Espírito Santo, falou em uma ampla reportagem. Ouvindo homens e mulheres, relatou o comportamento adotado por eles ao fim de um relacionamento. O que se vê, no final, não nos abona muito, começando por uma namorada que, ao fim do relacionamento, em uma incursão acabou deixando o ex a pé, já que furou todos os pneus do carro dele. Ou pode, também, acontecer como aconteceu com o Pedro, que virou hit no Youtube, com a namorada pedindo, Pedro, Devolve meu chip, armando um “barraco” cibernético.

As pessoas, nestes casos, adotam comportamento estranhos, como o de montar o seu barracão em público, usando um bar para desancar o ex, constrangê-lo e, por que não dizer, passar um pouco de vergonha com o que armou. Pelo menos depois de refletir um pouco e ver a situação do seu real ângulo, que é o ridículo deste comportamento. Mas as coisas vão além e podem virar fofoca, principalmente quando o sexo está envolvido. São os comentários maldosos sobre desempenho, que tanto afetam os homens, ou comparações desabonadoras espalhadas entre amigas e, destas, para um círculo bem maior. É uma exposição dupla, neste caso.

As coisas podem, até, ficar mais violentas, como jogar o carro sobre a ex-namorada, amedontrando-a e ameaçando-a. O jornal não relata, mas este é um caso que pode, muito bem, acabar na Polícia, com queixas de tentativa de morte, processo, prisão e condenação. Será que vale a pena correr este risco só pelo fim de um relacionamento? O “barraco” pode ser montado através do telefone, também, com constantes ligações da ex para a nova namorada, infernizando sua vida. Neste caso, viva a tecnologia, de um e de outro lado. Para uns, existe o telefone. Para outros, identificador de chamadas. Só que com alguma articulação é possível usar números diferentes.

O jornal relacionou mais alguns casos, destacando o estranho comportamento que pessoas inteligentes adotam ao fim do namoro, ao término do amor que deveria ser eterno. O “enquanto dure” aqui não conta. O que as pessoas querem, quando se trata de relacionamentos, é que eles tenham a configuração dada pelos cristãos, que é o de “até que a morte nos separe”. Às vezes, os relacionamentos dão mais certos e duram. Outras, não. E acabam. Um e outro lado são comportamentos humanos comuns. Se as pessoas acham normal a continuação, veem como anormal a ruptura e as duas, na verdade, são fatos da vida. O problema é como enfrentar a situação.

Começo e fim são coisas normais da vida. A entropia existe para tudo, inclusive o amor. Se ele acaba, vamos recordá-lo pelo bem que ele nos trouxe e seguir em frente. Acho que este deveria ser o comportamento, mas nisso falo por mim. O que é que você acha?

EXPOSTOS EM TODOS OS LUGARES

Condenado em algumas épocas, exaltados em outras, o sexo sempre esteve presente ao longo da história humana. Graças a ele, alianças e guerras foram feitas, mas ele sempre esteve mais restrito ao privado que ao público. O seu exercício sempre ficava do lado privado, com as pessoas adotando o que, há algum tempo, se chamava recato. Encarado de forma natural ou não, ele era muito mais praticado que discutido, pelo menos até agora.

A partir dos anos 60 do século passado, com a revolução cultural havida, as coisas começaram a mudar e o sexo, aos poucos, foi se tornando um assunto mais e mais público, explorado sobretudo pela propaganda que, aos poucos, foi erotizando os anúncios e transformando-o em meio de vender mais. A nudez, neste caso, foi apenas consequência, chamando a atenção para o corpo, sobretudo o feminino, exposto em cartazes, anúncios, outdoors, etc.

Hoje, esta exposição é mais evidente, indo da música, com as “musas” mostrando ou sugerindo cada vez mais, aos alimentos e aos chamados supérfluos. Neste novo mercado, o nu feminino ganhou mais e mais espaço, inclusive com os ensaios sensuais publicados em revistas físicas e virtuais, aqui no Brasil e lá fora. O fato é o que o nu apenas sugerido tornou-se explícito, inclusive com posições que até há alguns anos eram impensáveis.

Parece, pelo que li em A Tribuna, um jornal de Vitória, no Espírito Santo, que estamos chegando a um novo estágio e, nele, a moda é que pessoas comuns imitem as “estrelas” e façam ensaios sensuais. É de certa forma a repetição do “book” feito por adolescentes, que apareciam em poses sempre bonitas, bem produzidas e que as deixava e aos seus pais, cheios de orgulho.

O “book” agora e diferente. Nele, cenas eróticas, lingerie diáfana e corpos à mostra são a tônica, pelo menos a se crer no que afirmou o jornal. E pelo que disse, tudo feito para a própria apreciação, dentro da lógica de que Narciso acha feio o que não é espelho. Só que isso não se prende mais às adolescentes, não. Jovens mulheres também estão se expondo, mesmo que seja apenas para a apreciação de quem é mais próximo, mais íntimo.

O que me pergunto é, se não é para mostrar, para que serve? Fico imaginando que, dentro da evolução natural das coisas, dentro de pouco tempo teremos um novo meio de apresentação. Sempre que uma menina começar a ficar com um menino, pode lhe apresentar o seu “book”, mostrando-se “quase” inteira e antecipando o que ele poderá ter se o relacionamento ficar mais sério. É como colocar-se na vitrine, expondo-se e, a partir desta exposição, conseguindo atrair atenção.

Será que é isso mesmo? Esta é minha interpretação. E a sua, qual é? O que pode levar a uma jovem – uma mulher – a expor-se deste jeito? Acho que a mídia e a divulgação das chamada estrelas exercem um certo fascínio. Sem contar na glorificação do corpo, exposto em todos os lugares.

UM MUNDO TODO NOVO

Quando, ao fim da idade média, começou a prevalência da ciência, que deu uma explicação totalmente nova para o mundo e para as coisas que, antes, não eram explicadas, começou uma revolução e ela foi centrada toda no próprio homem. Foi a partir daí que a terra deixou de ser plana, passou a girar em torno do sol e que surgiram os vários planetas. A ciência começou a cobrir as lacunas do conhecimento humano, proporcionando um novo tipo de informação, desmistificando coisas, ampliando o universo humano. E proporcionou, ao lado disso, o nascimento de inúmeras novas profissões.

Em um mundo todo novo, também as profissões mudaram, exigindo novas habilidades, novos conhecimentos, criando novas especialidades. Mais de um milhar de anos se passaram e graças aos avanços lá começados estamos vivendo uma nova revolução, com a prevalência da informação e do conhecimento, que cria um novo ambiente, confirmando o que disse um famoso pesquisador franças ao afirmar que a única certeza que nos resta é que tudo muda. E hoje, com muita, muita rapidez. Neste novo mundo, necessitamos de novas profissões, especialidades que atendam a uma nova realidade, realinhando o conhecimento e tornando-o mais específico em determinadas áreas.

Algumas dessas novas profissões são derivações de antigas, mas tem um foco inteiramente novo, saindo do universo humano para o de outras espécies, como é o caso dos psicólogos de animais, de um modo geral, e mais especificamente de cães. São pessoas capazes de tratar, entender e explicar o comportamento de quem, dizem, é o melhor amigo do homem. Os fundadores da psicologia jamais pensariam que esta nova especialidade um dia nasceria. Mas se ela guarda um estreito vínculo com um ramo do conhecimento, o que dizer do vendedor de troco. Surpreso? É isso mesmo, o que o nome diz, alguém que se especializou em arranjar trocados e, arranjando-os, vender a quem deles precisa. Pois é a profissão existe.

E o que falar, por exemplo, do cliente oculto? São profissionais que, passando-se por clientes, testam os serviços de um determinado estabelecimento comercial. O intuito, aqui, é o de apurar como tudo está sendo feito e melhorar o que se faz. Mas pode ser usado, também, no outro sentido, de apontar falhas e fazer com os que as cometem sejam excluídos do ambiente de trabalho. Com certeza o trabalho do cliente oculto é melhor do que de uma estátua viva. Sim, isto está virando profissão e pode ser utilizada em uma vitrina, para expor uma roupa. Seguramente tem mais charme do que um simples manequim.

Podemos entrar, ainda, no ramo de aluguel. Nele, temos marido e mulher de aluguel. Não sei se fazem, de um e de outro lado, o serviço completo, mas pelo menos podem se passar por acompanhantes de pessoas que, não estando acompanhadas, querem se mostrar compromissadas. Neste mesmo sentido vem o amigo de aluguel, alguém a quem você paga para fingir que é o seu  melhor amigo, aquele que o acompanha desde criança. Estarão os tomadores deste serviço fugindo da solidão? O que acham? A mim parece evidente que sim. Afinal, pensar em pagar por um amigo é algo meio estranho.

Em um mundo onde o artificial ganha mais e mais espaço, os cabelos são muito valorizados. E é por isso que temos, atrelado ao seu uso, uma nova profissão: a de corretor de cabelos. Sim, é quem descobre os cabeludos – acho que, neste caso, são mais as cabeludas – e lhes apresenta a proposta: compro o seu cabelo. Ele é aparado e, então, revendido a quem trabalha com este tipo de produto, fornecendo cabelos para terceiros. Não sei se dá dinheiro, mas li que sim, já que há uma grande demanda para cabelos naturais para a produção de perucas. Dizem que o material sintético, por melhor que seja, não consegue reproduzir o natural, humano.

Vivemos correndo de um para o outro lado, cheios de tarefas, com coisas para fazer e sem tempo para realizá-la. Qual é, então, a solução? Podemos diminuir nosso ritmo, mas isso é bem mais difícil do que contratar um organizador pessoal, nada menos do que alguém que se especializou em organizar nossas coisas. Tem organizadores de guarda roupa, com consultoria sobre moda, e tem organizadores das outras coisas, O fato é que da nossa pressa, do encolhimento do nosso tempo, surgiu uma nova profissão. Com ela, podemos nos organizar sem maiores problemas, desde que tenhamos os recursos para contratar o organizador.

À medida que a mudança avança novas profissões surgirão. Algumas, como já observei, derivadas de existentes. E este é o caso do monitor de crianças. Não, não é uma babá ou um babá. É alguém que trabalha com várias crianças, acompanhando-as e vendo se tudo corre bem. Não age como animador e nem cuida pessoalmente delas, mas as, digamos assim, supervisiona, garantindo que estarão seguras e fazendo o que tem de fazer. Talvez aqui tenhamos a evolução da babá, daquela pessoa que tomava conta dos filhos de quem era mais abastado e tinha recursos para contratá-las.

No rol de coisas novas, que surgem todos os dias e a cada dia, estas novas profissões são, apenas, algumas das novidades. Quer uma prova? De uma passada pelos classificados de um jornal ou, então, por sites de classificados e veja o número de novos serviços oferecidos. A nova realidade cria novas necessidades e com elas vem novas ocupações. Pense bem. Na sua rotina diária que novas necessidades surgiram nos últimos tempos? E como você reagiria se descobrisse que existe uma profissão que a preenche? Afinal, se você sente necessidade de alguma coisa, provavelmente não será o único ou única a senti-la, não é mesmo?

Olhando a questão de outro ângulo e vendo as profissões estabelecidas, inclusive a sua, podemos perguntar: o que você gostaria de ser, profissionalmente falando? Está satisfeito ou não com a sua atual profissão? E por que mudaria? Do meu lado, confesso: Estou satisfeito, não mudaria. E digo mais, se tivesse de escolher, de novo, uma profissão, escolheria a que adotei. E você, faria o mesmo?

pensar

O DESEJO DE PERFEIÇÃO

Você é mulher? É magra? Jovem? Bonita? Branca? E loura?. Não? Na verdade, se as respostas foram negativas, você está entre as 90% das brasileiras que não têm essa caraterísticas. E isso deveria deixá-la feliz. O que ocorre, no entanto, quando se trata das mulheres, como aponta a pesquisadora Rachel Moreno, é que por não se enquadrarem no padrão de beleza que lhes é vendido todos os dias, elas estão, para dizer o mínimo, inadaptadas, buscando algo que não irão conseguir e fazendo sacrifícios que, em outras circunstâncias, não seriam necessários.

O que acontece? De acordo com a pesquisadora, a mídia e a propaganda vendem um ideal de beleza que só é atingível por poucas, criando um desejo de mudança, de adaptação a ele e levando ao consumo de vários itens que são destinados a tornar a mulher mais próximas desse ideal. É o caso da ginástica. Não que seja prejudicial, mas como tudo deve ser praticada com moderação, olhando-se o lado da saúde, não o da estética. É o que ocorre, também, com a cirurgia plástica cosmética, onde a mulher busca a mudança – e o enquadramento no padrão de beleza – que não consegue por meios naturais.

A institucionalização de um padrão de beleza que nada tem a ver com o grosso da população cria um “desejo de perfeição” e ele não contribui, em nada, para que a mulher se sinta adaptada, feliz. Ah, e esta situação não ocorre só no Brasil, não. Uma pesquisa feita pela Dove com 3.300 garotas e mulheres entre 15 e 64 anos no Brasil, Canadá, China, Alemanha, Itália, Japão, México, Arábia Saudita, Reino Unido e Estados Unidos da América, mostra que a situação ocorre lá fora também. O interessante é que o padrão não é o mesmo em todos os lugares. Se aqui a “mulher padrão” tem de ser bonita, magra, jovem, branca e loura, na Europa, por exemplo, ela tem de ser morena. A mudança, segundo Rachel Moreno, se dá para que este padrão não seja atingido pela maioria, criando um vasto mercado para os produtos que poderia levar a ele.

A pesquisa da Dove, chamada de “Além dos Estereótipos: Reconstruindo os fundamentos das crenças sobre beleza”, mostra que  do total das entrevistadas 90% das mulheres entre 15 e 64 no mundo inteiro querem mudar pelo menos um aspecto da sua aparência física, sendo que o peso é o primeiro no ranking. E outras 67% das mulheres entre 15 e 64 evitam atividades sociais por se sentirem mal com sua aparência, como por exemplo, expressar uma opinião em público, ir à escola, ir ao médico.

O que acontece é a mulher, por não se enquadrar no padrão de beleza que lhe é vendido, viver permanentemente infeliz e procurando se enquadrar, de todos os modos, nele. Com isso acaba esquecendo a sua própria beleza, o que tem de único e que poderia torná-la melhor e feliz. Não sei de há uma pesquisa falando sobre o padrão de beleza masculino. O que sei, pelas conversas e pelo que tenho lido, é que nós, os homens, não achamos que haja um único padrão para as mulheres. Elas não precisam ser brancas para serem bonitas, tampouco precisam ser louras. No caso do Brasil, um país miscigenado, vemos belezas de todos os matizes.

E se do ponto de vista masculino a diversidade é bem vinda, por que as mulheres se preocupam tanto? Não sei e a pesquisa ou a pesquisadora apontam. O que constatam é que a busca desse padrão pode baixar a autoestima e isso traz consequências, sendo uma delas a infelicidade e a insegurança. Ao lado delas, vem o estímulo ao consumo, exatamente de produtos voltados para o atendimento do padrão. Forma-se, então, um círculo vicioso, ampliando o desejo de perfeição, que nunca é atingido.

JOVENS QUE PENSAM

pensar

Juventude não é uma questão de idade, mas de espírito. E pensar é fundamental em todos os momentos da vida. Talvez por ter esta crença – e a colocar no blog – é que acabou de ser premiado, pelo Fernando, do Nothingandall, com o Manifesto Jovens Que Pensam e estou em ótimas companhias. Como sempre tenho dito em oportunidades como esta, fico muito feliz com a premiação até por não ser – pelo menos na idade – tão jovem assim, considerando-a um reconhecimento ao que este blog procura ser. Muito obrigado, Fernando.

E agora vem a parte mais difícil, que é indicar outros blogs que mereçam o prêmio. Para isso dei uma olhada na minha lista de Links e, dela, escolhi alguns. Aqui vão eles: Luz de Luma, Apoio Fraterno, Focus Mode, Chronicles and Tales, Fênix Ad Aeternum,Universo Desconexo, Fábio Mayer, Ramsés Sec XXI, Cirilo Veloso e Antigas Ternuras. Ufa, consegui.

Agora, de acordo com as regras – que vem desde o início do meme – cada indicado deve replicar a indicação com mais 10 indicados, colar o selo no post indicativo, avisar seus indicados e publicar as regras de participação. Está feito. E vamos em frente.

CANTADAS (NADA) ORIGINAIS

Já disse aqui, alhures, que tenho um amigo que me envia todo tipo de corrente, de piada, de apresentações em powerpoint, fotos e tudo o mais que os seus amigos lhe enviam para o email. Não são poucas. Confesso, no entanto, que muitas delas são realmente interessantes, chamando a atenção e quase sempre provocando uma boa risada, o que sempre ajuda a diminuir a tensão.

Agora, recebi uma que, pela descrição, seriam “cantadas” de pedreiros e/ou trabalhadores na construção civil. Quem começou a distribuição da lista – não identificado, no meu caso – faz, inclusive, uma recomendação às mulheres que estejam com a estima em baixa: que passem perto de onde estes trabalhadores estiverem e sairão, após isso, com uma autoestima inflada.

Não sei se é mesmo assim, mas você pode julgar se as “cantadas” são assim. Veja a listagem:

  • Você é o ovo que faltava na minha marmita.
  • Eu beberia o mar se você fosse o sal.
  • Não sabia que flor nascia no asfalto.
  • Tô fazendo uma campanha de doação de órgãos! Não quer doar seu coração pra mim não?
  • Ohhh … Essa muié e mais um saco de bolacha, eu passo um mês …
  • Você é sempre assim, ou tá fantasiada de gostosa?
  • Você é a areia do meu cimento.
  • Ahhh se eu pudesse e meu dinheiro desse!
  • Suspende as fritas … O filé já chegou!
  • Você não usa calcinha, você usa porta-jóia.
  • Ae cremosa … Vou te passar no pão e te comer todinha!
  • O que que esse biombozinho está fazendo fora da caixa?
  • Você não é pescoço mais mexeu com a minha cabeça!
  • Sexo mata! Quer morrer feliz?
  • Vamos pra minha casa fazer as coisas que eu já falei pra todo mundo que a gente faz?
  • Você é a lua de um luau … Quando te vejo só digo – uau uau!
  • Nossa, quanta carne … E eu lá em casa comendo ovo!
  • Essa sua blusa ficaria ótima toda amassada no chão do meu quarto amanhã de manhã!
  • Se você fosse um sanduiche seu nome ia ser X-Princesa …

Originais, não? E também tem um boa dose de bom gosto, não é? Fico imaginando se alguma mulher irá, mesmo, se sentir lisonjeada. Afinal, além de não ser nada original, as “cantadas”, em alguns casos, beira mesmo a grosseria. E acho que nenhuma mulher, por mais baixa estima que tenha, gosta de grosserias.

Enfim, este tipo de coisa, no meu entendimento, reflete, e bem, o imaginário masculino, a cultura machista de que todos nós fomos impregnados. Atuando em igualdade de condições com os homens, as mulheres deixaram há muito a passividade de lado. E talvez por isso tenham descoberto que podem, também, inverter as posições e dar “cantadas” semelhantes nos homens.

Será que isso ocorre? Não sei. Pode até ser que sim. Mas não acredito que funcione com as mulheres. Ou funciona? O que vocês – homens e mulheres – acham? Aprovam as “cantadas”? Conhecem alguma outra que seja similar às aqui relacionadas? Vamos trocar informações e ampliar a informação dos homens que, no final, terão mais coisas que dizer.

AS NOTÍCIAS MAIS IMPORTANTES

O que os jornais publicam é importante? Lendo alguns dos jornais do Espírito Santo neste final de semana deparei-me com algumas notícias que achei interessantes e decidi comentar, aqui, no blog. E o fiz sob o olhar de um jornalista que já vivenciou a redação, mas também de um leitor que acompanha o que se noticia. Aproveitei, nos comentários, uma idéia da Yvonne, do Bloggente, que faz a sua “salada de fruta”, que chamei de “picadinho”. De outro lado, hoje começa a semana da blogagem coletiva sobre consumo consciente. Talvez seja a hora de aproveitarmos para ver o que compramos e se estas compras estão ajudando a manter ou a destruir o planeta. A chave, acho, é nos perguntarmos se precisamos do que pretendemos comprar. E adotar a postura de aproveitar tudo, evitando o desperdício.