EXPOSTOS EM TODOS OS LUGARES

Condenado em algumas épocas, exaltados em outras, o sexo sempre esteve presente ao longo da história humana. Graças a ele, alianças e guerras foram feitas, mas ele sempre esteve mais restrito ao privado que ao público. O seu exercício sempre ficava do lado privado, com as pessoas adotando o que, há algum tempo, se chamava recato. Encarado de forma natural ou não, ele era muito mais praticado que discutido, pelo menos até agora.

A partir dos anos 60 do século passado, com a revolução cultural havida, as coisas começaram a mudar e o sexo, aos poucos, foi se tornando um assunto mais e mais público, explorado sobretudo pela propaganda que, aos poucos, foi erotizando os anúncios e transformando-o em meio de vender mais. A nudez, neste caso, foi apenas consequência, chamando a atenção para o corpo, sobretudo o feminino, exposto em cartazes, anúncios, outdoors, etc.

Hoje, esta exposição é mais evidente, indo da música, com as “musas” mostrando ou sugerindo cada vez mais, aos alimentos e aos chamados supérfluos. Neste novo mercado, o nu feminino ganhou mais e mais espaço, inclusive com os ensaios sensuais publicados em revistas físicas e virtuais, aqui no Brasil e lá fora. O fato é o que o nu apenas sugerido tornou-se explícito, inclusive com posições que até há alguns anos eram impensáveis.

Parece, pelo que li em A Tribuna, um jornal de Vitória, no Espírito Santo, que estamos chegando a um novo estágio e, nele, a moda é que pessoas comuns imitem as “estrelas” e façam ensaios sensuais. É de certa forma a repetição do “book” feito por adolescentes, que apareciam em poses sempre bonitas, bem produzidas e que as deixava e aos seus pais, cheios de orgulho.

O “book” agora e diferente. Nele, cenas eróticas, lingerie diáfana e corpos à mostra são a tônica, pelo menos a se crer no que afirmou o jornal. E pelo que disse, tudo feito para a própria apreciação, dentro da lógica de que Narciso acha feio o que não é espelho. Só que isso não se prende mais às adolescentes, não. Jovens mulheres também estão se expondo, mesmo que seja apenas para a apreciação de quem é mais próximo, mais íntimo.

O que me pergunto é, se não é para mostrar, para que serve? Fico imaginando que, dentro da evolução natural das coisas, dentro de pouco tempo teremos um novo meio de apresentação. Sempre que uma menina começar a ficar com um menino, pode lhe apresentar o seu “book”, mostrando-se “quase” inteira e antecipando o que ele poderá ter se o relacionamento ficar mais sério. É como colocar-se na vitrine, expondo-se e, a partir desta exposição, conseguindo atrair atenção.

Será que é isso mesmo? Esta é minha interpretação. E a sua, qual é? O que pode levar a uma jovem – uma mulher – a expor-se deste jeito? Acho que a mídia e a divulgação das chamada estrelas exercem um certo fascínio. Sem contar na glorificação do corpo, exposto em todos os lugares.

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