Sério ou cômico: como as pessoas usam máscaras na pandemia

SERIA CÔMICO. O USO DE MÁSCARAS NA PANDEMIA

Seria cômico se não fosse sério o uso de máscara pelas pessoas na pandemia do novo coronavírus. O vírus continua atacando, com o número de afetados ficando cada vez mais novos e o que vemos é a população não se preocupando com o uso de máscaras. Ou pelo menos de usá-las corretamente.

Caminhando pelas manhãs – minha única atividade fora de casa nesses dias – o que vejo são vário tipos de “usos” de máscara. Um dos mais comuns é deixá-las sobre o queijo enquanto caminha ou se chega à praia. Muitos a usam para cobrir o nariz ou a boca, nunca os dois juntos como é recomendado pelos infectologistas.

NÃO SE IMPORTAM

Há outros que a colocam no bolso, deixando antever que estão neles devido ao que fica do lado de fora. Existem os que penduram no cinto ou em outra parte da roupa. Tem gente que coloca no punho, como se fosse pulseira e aqueles que a levam na mão, balançando e exibindo-a para quem quer ver.

Ao vê-los e constatar que não estão nem aí para a pandemia, não temem se infectar e não se importam de infectar outras pessoas, ficou pensando que não há, neles, o mínimo de racionalidade. A Covid19 não escolhe alvos. Não importa se é criança, jovem, de meia idade ou da melhor idade. Ele chega a todos. Assim como não diferencia quem se acha saudável dos que tem algum problema.

Como eu e minha família – incluindo a da minha esposa – decidimos nos cuidar, mantendo-nos em casa e adotando o isolamento social, fico pensando que não há empatia e muito menos preocupação com os outros de parte de quem faz de conta que o vírus não existe. Eles trocaram a empatia pela sociopatia, criando um universo paralelo em que não há pandemia e a Covid19 não existe.

SUPREMO EGOÍSMO

No meu Estado e, principalmente na região metropolitana, o contágio está alto, acabamos de sair de duas semanas de meio lockdown, a infecção está lá em cima, os hospitais cheios e o número de jovens infectados em UTIs mais do que dobrando. Apesar desse cenário o que vemos são pessoas que, pelo que demonstram, não estão nem aí. Agem como se a pandemia não existisse ou não as afetasse.

Não se pode dizer que ocorre com os jovens, mas o que vemos com quem já tem determinada idade é uma corrida para a vacina. Um contraste enorme com o comportamento geral. Afinal, se não temem o vírus e se expõem a ele, por que correr para se vacinar?

É um comportamento conflitante, sem dúvida. No tempo em que fica sem máscara – e sem vacina – não só corre o risco de infecção mas de infectar e, coisa pela qual não torço, matar sua própria família.

É o supremo egoísmo. É pensar nele próprio, não se importando com os outros. É um comportamento que não compreendo e que condeno fortemente.

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