QUAL A ORIGEM DO SEU SOBRENOME?

Uma coisa curiosa é o sobrenome que carregamos e que, muitas vezes, ao longo dos anos acaba mudando, com uma família se transformando em outra graças aos casamentos. Além disso, temos de ver, principalmente no caso do Brasil, do aportuguesamento de nomes de imigrantes. É o caso de Mendonça, por exemplo, que vem de Mendoza, de origem espanhola. Sei disso por ter um amigo que mantém parentes e familiares na Espanha.

Mas existem casos, também, em que a vinda para o Brasil está tão distante que não mais se tem parentes em outros países. Um desses casos são os Reszendes. O S e o Z da grafia indicam que o sobrenome é grafado de dois modos diferentes, com S e com Z, mas que se trata da mesma família. Durante muito tempo não tive curiosidade em saber a origem dele, mas graças à Internet descobri que outros Reszendes, de vários cantos do Brasil, tinham esta preocupação. Então, fiz uma pequena pesquisa e um resumo da história pode ser vista em Reszendes, neste blog.

Se a história está lá, por que voltar ao assunto? Nenhuma razão em particular, mas no final de semana andei navegando e voltei, novamente, à pesquisa do sobrenome, O intento era o de melhorar, esclarecendo, o texto já publicado no blog. Descobri, por exemplo, que o Resende como sobrenome foi reconhecido, pela primeira veze, em 1270, quando o meu antepassado, Afonso Resende, recebeu do rei Felipe, de Navarra, o seu brasão. A partir daí institucionalizou-se o Resende como sobrenome, e não apenas como um local geográfico em Portugal, de onde a família provém, mas que é bem mais antigo, com marcos da colonização romana. A terra de nossa origem chama-se Resende, fica próximo do Porto, é uma região agrícola banhada pelo Douro.

No Brasil, os Reszendes chegaram, segundo os genealogistas que estudaram a questão, por volta de 1720, há quase 300 anos, portanto. O primeiro foi João de Resende Costa. Ele é o tronco inicial da família, tendo se estabelecido em Minas Gerais, gerado uma série de descendentes que acabaram se espalhando por todo o Brasil. Hoje, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, se tem Reszendes. Tenho um tido que conheceu – para sua surpresa – um Resende negro. Não sei de outros, mas não ficaria nada surpreso se os tivéssemos e em boa quantidade. Afinal, em 300 anos muita coisa aconteceu.

Cabotinismo à parte, existem pelo menos dois bons sites onde se pode ler sobre a família. O primeiro deles é o Família Reszende, com um bom material sobre o assunto. O segundo é o site do Bom Destino, que é a origem dos Reszendes no Brasil. Mas se se der ao trabalho de olhar no Google verá que existem vários outros que podem ser Resende, Rezende ou as duas grafias associadas a um outro sobrenome. E vai, também, ver se repetir isso em Portugal e nas Ilhas dos Açores, onde a família está presente, além de Angola. A família, neste caso, tornou-se mesmo multinacional.

Pois é, eu sou um dos integrantes da família e sinto orgulho do sobrenome que tenho. E você, de onde vem o seu nome? Qual é a história que pode contar dele? Há quantos anos está no Brasil? Muitos outros sobrenomes me deixam curioso, até por residir no Espírito Santo onde se misturam portugueses, alemães, italianos, poloneses, pomeranos, brancos, negros, índios. Somos, aqui, uma boa mistura de gente, de raças, de cores. E nesse meio temos sobrenomes centenários, mas temos alguns que chegaram há pouco. E todos foram muito bem vindos. Agora, falta contar a sua história.

Entre na conversa

  1. Olá Lino!

    Eu gosto bastante deste assunto, de saber minhas origens, de saber sobre meus ascendentes. Consegui alguma coisa no orkut e na net em geral, mas o que posso dizer é que sou uma salada mista,rsrs. Acho que você já falou sobre isto antes, não?
    Bem, eu sou descendente dos espanhois Carvalho Mendaña, dos portugueses Martins Pereira (da região do Minho) e Silva (de indígenas obrigados a usar um nome) e carrego o sobrenome português Almeida! Coisas de brasileira…

  2. Pois é Lino, no Brasil existe uma grande salada desta assunto, pois são tão variadas e misturadas as descendências que as vezes os sobrenomes s misturam e acabam ficando comuns.
    Meu sobrenome é Pinto por parte de pai, sem fazer referência ao fato..rsrs e Ribeiro por parte de mãe. Meus avós eram portugueses, suiços e algum descendência india também, uma mistura só…
    Uma coisa sei, que é o significado de meu nome…Elcio quer dizer “corda de puxar”, coisa mais feia, eu esperava coisa melhor, como esses nomes de índios de filme…Urso de Prata…Falcão da Noite, mas…sobrou esse aí..rsrs
    Um abraço na alma…

  3. Na família tem um monte de gente que gosta desse tipo de coisa, ainda mais pq é comum em todos os ramos virar nome de rua ou avenida por ser comum o pioneirismo. Este mes um primo publicou um livro sobre meu avô paterno e , junto, veio a saga da família dele.Ainda não comprei.

  4. humm..gostaria de saber mais sobre o meu sobrenome, familia, origem…Gostei! Nem sei se é italiano ou espanhol.
    Bom, quem sabe não me animo e procuro..rs
    Feliz ano novo atrasado!! Bjão!

  5. Que coisa curiosa, Lino. Na segunda feira desci para aquele calor de 50 graus lá do Rio de Janeiro para encontrar com o que sobrou da família Emerson aqui no Brasil, meia dúzia de gatos pingados, a maioria morando em SP. Não dava nem prá encher uma Kombi…
    Ironicamente, quanto mais reduzimos ficamos, mais essas reuniões acontecem, o que prova que família que desparece unida, desaparece, uai!!!
    Nós somos descendentes de emigrantes norte-americanos, de Meridian, no Mississipi, que vieram para o Brasil quando aquela cidade foi arrasada pelos nortistas. O mais interessante é que quase não temos mais contato com os familiares que voltaram para aquele estranho país ao norte do Rio Grande…
    Um abração.

  6. Lino, que tema interessante!
    Aparentemente, meu sobrenome, Vannucchi, tem uma origem única, na Itália. A mais antiga referência encontrada é de um Andrea del Sarto Vannucchi, pintor renascentista com obras ainda conservadas nos museus italianos e no Vaticano. Aqui no Brasil, os Vannucchi chegaram nos últimos anos do século 19. Com o tempo, além de se espalharem pelo país (tem Vannucchi até em Rondônia), os oficiais de cartórios de Registro Civil de nascimentos se encarregaram de fazer uma boa confusão. Assim, derivado do Vannucchi inicial, foram surgindo os Vannucci, os Vannuchi, os Vanuci, etc. Felizmente, ao que se saiba, nenhum oficial de cartório registrou alguma criança como Vanuque. Ou, pior, como Vanuck. Mas, longinquamente, somos todos parentes. Recentemente, fui procurado por uma pessoa de Campinas/SP, cujo sobrenome é grafado da mesma forma que o meu. Para minha grata surpresa (e dela, também), chegamos à conclusão que somos primos e nem tão afastados assim, pois o avô dela era o irmão mais novo de meu avô, que veio em outra leva de imigrantes e para cidades diferentes. Meu pai (94 anos), lembrava desse tio e de um único primo, já falecido. Sabia que essa familia se fixara em Campinas, mas não tinha contato com eles. Tanto que nem sabia da existência desse outro primo, pai dessa pessoa que me localizou através da internet. Mas, a história de minha família é essa, relativamente simples.
    Já a história da família de minha esposa… Remonta aos tempos de Men de Sá, ou Duarte da Costa, não estou bem certo, vai se misturando com índios e, possivelmente, negros, recebe reforço sanguíneo dos sulistas norte-americanos, trazidos por Dom Pedro II, após a Guerra de Secessão, e que fundaram as cidades de Americana e Santa Bárbara do Oeste, aqui em SP. Nesse meio tempo, nesse “imbroglio”, ingressam espanhóis, suiços, e sei lá mais o que. Só não tinha italiano, nessa história. Porém, eu dei um jeito e entrei com esse sangue que ainda faltava. Já contei essa história em algum site por aí, anos atrás. Preciso reencontrar.
    Abração.

  7. Tenho curiosidade de saber mais profundamente da origem do meu sobrenome, da costa lino, sei que a origem é de Portugal. Qual cidade?
    Sou neto de português. Joaquim da Costa Lino.
    Podem me ajudar a seguir essa Árvore Genealógica?