Músicas tem de ter boas letras e descobri-las é fácil com o uso da tecnologia

MÚSICAS COM BOAS LETRAS NA QUARENTENA

Gosto de música e gosto daquelas que tem belas letras, mas também aprecio o que é diferente, não só em relação ao Brasil, mas ao mundo. Ouço um pouco de quase tudo, o que pode ser chamado de eclético, mas tenho preferência por música brasileira e, nela, por aquelas que tem o que considero ótimas letras.

Com a quarentena, o coronavírus, o isolamento social e a Covid 19 tenho tido tempo de explorar novos gêneros musicais e voltar aos antigos. E tenho feito boas descobertas de letras que são expressivas e que, no meu entender, ajudam na música. É o caso, por exemplo, de Chico César com Estado da poesia e Por que você não vem morar comigo. O de Chico Buarque com Sinhá.

MUITOS EXEMPLOS

Na verdade, se tomarmos a música brasileira, apenas, temos casos e casos de boas letras: Fagner, Milton Nascimento, Belchior, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Evaldo Gouveia, Jair Amorim, Erivelto Martins e muitos, muitos outros. Entre os mais novos, a exemplo de Chico César – que nem é tão novo assim – também temos bons letristas e um dos que gosto é Lucas Santana, com destaque para Cira, Regina e Nara e Meu primeiro amor.

Os serviços de transmissão – streaming – nos oferecem ótimas oportunidades de descobrir artistas e o Música, da Apple, ainda traz as letras na maioria das vezes, o que nos permite acompanha-la e apreciar sua construção. Nestes dias de quarentena eu os tenho usado e ouvido bastante coisas diferentes.

ÁFRICA E EUROPA

Nesta última semana, acabei por descobrir artistas na Europa e na África. No primeiro caso, sobretudo na França, ouvindo gente de quem nunca tinha ouvido falar antes. No segundo, descobrindo uma sonoridade diferente, com instrumentos que, normalmente, não vemos no ocidente. Um dos locais que tem se destacado nessa experiência é o Mali, com ótimos instrumentistas.

Com o apoio da tecnologia e dos aplicativos de transmissão posso percorrer o mundo, indo do som mais estranho ao mais tranquilo. Uma descoberta que considero boa é o Playing for Change, que reúne artistas de várias partes do mundo para cantar uma música. Cada um canta uma parte e, no final, temos belas apresentações e diversidade de gêneros e de artistas.

MAIS ANTIGOS

Outra vertente que tenho explorado é o da música regional, notadamente do Nordeste, que tem variedade de ritmos e de gêneros, indo da música eletrônica ao mais tradicional forró. Um dos artista que tenho ouvido é Siba e uma das músicas que gosto é Preparando o salto. Tenho, ainda, me embrenhado pelo que poderíamos chamar de “moderno folk” do Brasil, cujos expoentes, diria, é Renato Teixeira e Almir Satter.

Ah, sim. E tenho o choro, um ritmo delicioso que é muito tocado, mas não muito divulgado. O Choro das 3 é um bom exemplo de virtuosismo e de belas apresentações. E nesta caminhada ainda há os artistas mais antigos, nacionais e de fora do país. Dos brasileiros, tenho ouvido músicas de Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini, Noel Rosa, Herivelto Martins e Dorival Caymmi, para citar apenas alguns.

CLÁSSICOS E INSTRUMENTAL

Pode parecer, mas a música clássica é diferente da instrumental e tenho ouvido as duas. No gênero clássico tenho explorado compositores mais contemporâneos, como Philip Glass e Arvo Paart. São músicas que poderíamos chamar de minimalistas, tranquilas e, ao mesmo tempo, complexas e belas. Mas não deixo de ouvir os clássicos como Chopin, Mozart, etc.

Já em relação ao instrumental, tenho me concentrado mais no Brasil. Ouço Yamandu Costa, Hamilton de Hollanda, Nicolas Krassik e tenho aproveitado apresentações ao vivo de artistas como Zé da Velha e Silvério Pontes, com gravações disponíveis no Youtube.

Como podem ver, a pandemia e o isolamento social estão me permitindo ouvir bastante música e variar os gêneros. É uma das coisas que a tecnologia nos proporciona e, no meu caso, esse passeio tem me ocupado o tempo e me permitido vencer os quase 100 dias de recolhimento, de ficar em casa.

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