COMENDO PARA SE ALEGRAR

Comida pode fazer bem. Mas também pode fazer mal. Se a olharmos do primeiro ângulo podemos afirmar, com base em pesquisas comprovadas, que existem alimentos que ajudam a combater a depressão, melhorando o astral das pessoas. E não se trata só de chocolate, não. No rol destas comidas estão, por exemplo, o alface, o espinafre, as uvas e o macarrão, hoje transformado em um prato universal. Ao lado de uma constatação científica, fica um outro aspecto: cabe a nós determinar como vamos encarar a comida. Podemos relembrar nossos antepassados que corriam atrás da deles, adaptando sua gética ao momento. Ou então procedermos como seres modernos e nos enchermos de fasta food e junk food e, com elas, ficarmos obesos e adquirir todos os problemas que daí decorrem. Ou podemos fazer outra opção, que é comer frugalmente, escolhendo alimentos mais saudáveis e ainda complementar tudo balançando o esqueleto, nem que seja em uma boa caminhada. A escolha é nossa. Ou não? Eu acho que sim, e já a fiz. E você, como encara a comida?

Qual a importância da comida para você? Não direi que sou um grume, mas gosto de uma boa comida e não tenho restrições ao tipo. Gosto tanto de uma simples massa a um bom prato de escargô – sim, é o nome chique de caramujo. Mas, apesar desses gostos, como quase que frugalmente, com muito legume e verdura e alguma proteína animal, no mais das vezes carne branca ou peixe. Há alguns anos adotei esta dieta e a pratico, mas isso não significa que, de vez em quanto, mude e saia da rotina, experimentando um bom prato.

Bom, o meu gosto por comida serve, aqui, de pretexto para um outro tema, que é a comida como forma de ajudar no dia a dia das pessoas, inclusive evitando a depressão. Ah, dirá, lá vem o Lino com outra pesquisa. Pois é isso mesmo. Está cientificamente provado que a alimentação pode contribuir para o bom humor, para nos deixar melhores e para nos tirar da ansiedade, da depressão. Há, sem dívida, um outro lado, que é comer para satisfazer a ansiedade, e isso, definitivamente, não é bom. Comer, assim, tanto pode fazer bem, quando provocar problemas.

O que os pesquisadores dizem é que, muitas vezes, alguns tipos de alimentos ajudam. É o caso do chocolate, que deve ser comido moderadamente e funciona como uma espécie de estimulante. Neste mesmo segmento está a banana, que aparentemente faz mais bem do que imaginamos. Tem ainda o espinafre e talvez do bem estar que ele provoque é que tenha surgido a força do Popeye, o personagem que sempre usou o legume como uma forma de se fortalecer e enfrentar quem era mais poderoso. A analogia é boa e, dizem os pesquisadores, o espinafre faz bem.

Mas os alimentos – não saudáveis, mas que ajudam – não ficam só nestes, não. Tem também as uvas. E neste caso não estamos falando da produção de vinho, que também é estimulante e faz bem se tomado moderadamente. O leite é um alimento rico, embora digam alguns que para nos adaptarmos a ele tivemos de sofrer uma mutação genética. Não fora ela, todos seríamos intolerantes ao leite – e alguns o são – não podendo tomá-lo. A lista prossegue com o alface, uma folha que é muito comum no cardápio do brasileiro e que, antes de ler a pesquisa, jamais imaginaria que tivesse qualidades estimulantes.

Por fim, temos o cacau, que fornece a base para o chocolate, um produto muito nutritivo e, não junto, mas de igual teor, o macarrão. Descoberto há milênios, o macarrão tem sido a base de alimentação de vários povos, muito difundido na China e na Ásia, de onde chegou ao Ocidente, segundo os historiadores, através de Marco Polo. Mas os egípcios já utilizavam o macarrão no seu cardápio. Hoje, um prato universal, ele é apreciado pelo que é. Mas com um belo molho ou servindo de acompanhamento, comê-lo, afirmam os entendidos, pode ajudar no bem estar pessoal, combatendo a depressão.

Comer é, seguramente, uma das boas coisas da vida. E se pudermos diversificar o que comemos, melhor. Se pudermos comer de tudo, melhor ainda. O fato é que, fazendo bem ou não, muitas pessoas têm restrições alimentares. Veja-se o caso do chocolate, que muitos não podem comer. Ou mesmo do leite, que afeta a digestão de uma boa parcela da população. Estimulantes ou não os alimentos podem nos ajudar. Ou podem nos atrapalhar. E um dos exemplos mais claros de prejuízo é o surto de obesidade existente no mundo. Nele, é verdade, a comida representa uma parte, completada pela imobilidade e por outros hábitos menos saudáveis.

Olhando-se um pouco atrás vamos constatar que fomos geneticamente preparados para correr atrás da comida, caçando-a e superando obstáculos. A partir do momento em que deixamos de fazê-lo, não mudamos a genética e o consumo de mais calorias do que precisamos fez com que o corpo, sem os exercícios de antes, não as gastassem. E com isso a comida, que supria nossas necessidades, passou a ser um problema. Hoje, ela pode representar os dois lados. Se pode fazer bem e estimular as pessoas, também podem trazer problemas.

Se vamos comer para nos alegrar ou para nos prejudicar cabe a cada um de nós decidir. Eu já tomei a minha decisão. E você, o que faz? Como é que encara a comida e do que gosta? No mundo do fast food e do junk food praticar hábitos saudáveis é meio difícil. Junte a isso os refrigerantes, os doces e a falta de exercício e chegaremos próximo da catástrofe. Enfim, comer faz bem. Mas pode, também, fazer mal.

UM NOVO REGISTRO

Há alguns dias disse aqui que o blog estava sendo objeto de um trabalho de conclusão de curso na área de jornalismo. As agora coleguinhas Manu e Marina – vejam o tópico Objeto de estudos – foram aprovadas com louvor pela banca que as examinou e ao trabalho apresentado a partir da análise do blog e de seu conteúdo.

Se tinha ficado feliz em ver este espaço tornar-se objeto de uma pesquisa científica, fiquei ainda mais feliz em saber que, no final, ele forneceu os subsídios para o nascimento de mais duas jornalistas. Aliás, a profissão está virando um campo feminino e a Manu e a Marina são muito bem vindas nele.

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