Café da tarde com bolo de banana, castanhas do Pará e cacau, caseiro e primeira experiência

CAFÉ, BOLO DE BANANA E CACAU E OS DIAS DE QUARENTENA

Os dias de quarentena estão provocando mudanças de hábito e, no meu caso, um deles é o café da tarde, um cafezinho rápido que faz um pequeno intervalo no dia. Ele tem se repetido e trouxe outras novidades: o pão caseiro de fermento natural e, nesta semana, o primeiro bolo, feito com banana, castanhas do Pará e cacau.

Já disse aqui que me aventurei no pão caseiro, colocando de lado uma longa vida de não envolvimento com coisas da cozinha. Fiz meu primeiro fermento natural e o estou usando. O resultado, até agora, tem sido bom e estou muito satisfeito de ter tomado a iniciativa e, sobretudo, de ter um produto artesanal e mais saudável para o café da manhã e, eventualmente, para um lanche à tarde.

E VEM O BOLO

Há pouco mais de uma semana comecei a namorar a possibilidade de fazer o meu primeiro bolo. Minha esposa é ótima neste tipo de produção e, desde que estamos juntos, o que significa um bom tempo, é ela quem toma a iniciativa de fazer os bolos que, muito eventualmente, apreciamos em casa.

No meio de uma conversa, disse para ela, quando falou de um bolo de banana: “Separe a receita que, no meio da semana, vou fazer o bolo”. Ela, que tem uma caixa cheia de receitas, achou a do Bolo de Banana com Castanhas do Pará e Cacau, separou-a e me passou. Dei uma primeira lida para saber se tínhamos todos os ingredientes. Tínhamos.

O FAZER, SIMPLES

E veio, então, o dia de fazer o bolo. Primeiro, separar e medir os ingredientes, deixando-os prontos para a hora de começar o fazer. Descobri que o que chamam de “mise en place” é importante, pois tudo fica separado e torna mais fácil o preparo do pão e, consequentemente, também do bolo.

O fazer é simples. É só misturar os ingredientes na ordem determinada pela receita. Não tem segredo. Mas como era a minha primeira vez sempre fica a dúvida se estou fazendo certo e se, no final, o resultado será satisfatório. O preparo é rápido, de cerca de 20 minutos, do começo ao fim.

BOLO NO FORNO

Tudo misturado, o bolo vai ao forno. E vem uma nova expectativa: será que ele vai crescer? Será que vai ficar bom? Se dependesse só dos ingredientes, as duas respostas seriam sim. Fiquei um pouco ansioso e monitorei o forno. Já na primeira olhada, o bolo tinha crescido, o que me trouxe um sorriso. Relaxei.

Quarenta minutos depois, ele estava pronto. Ficou bonito, mas ainda restava saber se ficou gostoso. Demos – eu e minha esposa – um tempo para que ele esfriasse e, já no final da tarde, sentamo-nos na varanda para tomar o nosso café e apreciar o bolo. Quer saber? Ele ficou muito bom. Foi um experimento vitorioso e no meu horizonte já existem outros bolos.

MUDANÇA DE ROTINA

Fazer pães e bolo é um reflexo da mudança nas rotinas da vida que a pandemia do coronavírus e da Covid 19 nos tem trazido. Estamos – pelo menos uma parte da população – no chamado isolamento social. No nosso caso, podemos chamar de quarentena, que já está chegando aos 90 dias.

Em casa, além dos afazeres domésticos, de trabalho e de passar o tempo, precisamos de outras atividades e a mudança na dinâmica do dia a dia nos leva a procurar novas coisas para fazer. No meu caso, além de participar das atividades da casa, inclusive na cozinha, caminho e treino três vezes por semana.

Os dias de quarentena estão nos mudando e, sinceramente, nem eu, nem ninguém, sabe como será o amanhã. E há, ainda, uma outra coisa a considerar: se estamos no meio de algo muito grave, a pandemia, há o lado positivo de abraçar a mudança e mudar, mesmo que seja nos pequenos gestos.

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