VOCÊ VOTARIA EM UM DELES?

Dentro de mais alguns dias todos nós seremos brindados pela propaganda eleitoral. Chegará, então, a hora de vermos um desfile de pessoas que desejam nos representar nos legislativos municipais. Todos, em tese, estão preocupados conosco e querem o nosso melhor. Mas, deles, poucos efetivamente têm propostas e sabem a que realmente estão se candidatando.

O folclore no caso das candidaturas não se resume às propostas – ou falta delas – mas chega aos próprios nomes de candidatos. Aqui, no Espírito Santo, o jornal A Tribuna, que tem a maior circulação e é lido diariamente por cerca de 300 mil pessoas, publicou um relação de nomes que, para dizer o mínimo, é engraçada. E todos eles – como seria de se esperar – pleiteiam o nosso voto.

Em Vila Velha, município onde resido, um dos candidatos é o Elio do Ovo. Outro, o Sérgio Cotó. A propósito de Cotó tenho um amigo, que por sinal é político, que afirmava não ter rabo e não ser cotó, pois que é cotó já teve rabo. Será esse o caso do Sérgio? Por que será que ele busca o voto dos eleitores do município?

Os nomes não param por aí. Um dos candidatos, embora masculino, chama-se Mamãe. Um outro, Trololó. Um terceiro, Zezinho Taxista. Este não deve estar contente com sua profissão e agora quer deixá-la de lado, transformando-se em político. Certamente, abre a perspectiva de ganhar mais. Há um Espirro, um Broinha, um Cavalo e um Zé Linguiça.

Outro, chama-se Risadinha – e nós, será que se for eleito, vamos rir?. E o que dizer de Mega Bike, Cabeça Fria e Telma a 40 graus? Ou, ainda, de Charlibral – não seria Charlie Brown? – e Bigode? Que tal Missa e Show Show? Será que eles teriam o seu voto? O meu, com certeza, não. Tem também o Motoboy Lig-Lig, o Carlinhos Muleta, o Pratinha, o Ravengar, o Pé de Galinha e o Tatu de Piranema.

Já pensou uma Câmara composta por edis com nomes como Marquinhos Cara de Queijo, João Bala, Missa, Coco, Ravengar ou Glorinha Pitbull? Corremos o risco, aqui no Estado, de ser representado pelo Pelé, não o jogador, é óbvio, que não é candidato, mas alguém que assumiu o mesmo nome.

Os nomes são engraçados, é verdade. E em uma democracia, esta é a beleza: permitir que todos, não importem sexo, raça, cor, religião ou mesmo nome, concorram, busquem o voto dos eleitores. Eles têm todo o direito. Cabe a cada um de nós, no entanto, e na hora de votar pesar nossa decisão e fazer a melhor escolha. Pode ser que, no meio de tantos nomes engraçados, até tenha gente séria.

Os meus candidatos têm nome, sei quem são e têm plataforma, propostas. Acho que, como diz a propaganda do Tribunal Superior Eleitoral, devemos escolher bem. Se não o fizermos, vamos ter de suportar os eleitos por quatro anos. E no final, quem vai sofrer, é nossa cidade.

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