VÁ AO MÉDICO, MARIDO!

medico1Latinos que somos, nos consideramos quase que super homens. Afinal, não temos medo. Sempre queremos demonstrar força e não fugimos de um desafio. Pelo menos essa é a imagem que nós, os homens, gostamos de passar, mostrar que não dependemos de ninguém, muito menos das mulheres, sejam as que nos acompanham, sejam as que estão ao largo de nossas vidas.

Seria bom, se fosse verdade. Como as mulheres, dependemos de muita gente, inclusive delas. Afinal, vivemos em um mundo de cooperação e não é por reafirmar que somos poderosos, que o seremos. A demonstração mais caba disso é o resultado de uma pesquisa que mostrou – não diria que a palavra é exatamente esta – que os homens tem medo de ir ao médico.

Ou melhor, vão à consulta quando as mulheres lhe dizem para que façam isso. Aqui, de acordo com os pesquisadores, ele desconhece os mais elementares princípios da prevenção. Veja-se o caso da próstata, por exemplo. Os homens são mais que resistentes ao exame e em um comparativo de acompanhamento ginecológico das mulheres, enquanto estas fazem cinco consultas, os homens fazem apenas uma relacionada a um dos problemas que mais os afligem.

A pesquisa – ou, melhor, um resumo dela – foi publicado no jornal A Tribuna, de Vitória, Espírito Santo. O aspecto abordado, como já delineado antes, é da prevenção, não o curativo. Pode-se falar, aqui e também, da questão cardíaca, da falta de exercício, do consumo de álcool, do cigarro e de uma dieta exageradamente gorda. Com o volume de informação disponível, todos sabemos que isso nos faz mal.

Mas quem é que vai ao médico? A matéria mostra que o homem é resistente a isso. Diferente das mulheres, que procuram se prevenir. Nelas, indicam especialistas ouvidos pelo jornal, o hábito da prevenção é muito maior que nos homens. Elas se cuidam mais, olham mais a saúde, procuram prevenir problemas. Enquanto isso, nós…

Ao ler a matéria fiquei pensando que tipo de argumento as mulheres usam para impulsionar seus homens a irem aos médicos? Será que são explícitas e lhes dizem que, se não forem, vão dormir no sofá? Ou que, se não forem, nada de sexo? Ou ainda que nem pensar em sair com os amigos para tomar uma cervejinha?

Posso dizer que não estou neste grupo. Procuro manter-se avaliado, com acompanhamento dos especialistas e, nos últimos tempos, graças a eles mudei alguns hábitos, adotando as caminhadas e racionalizando a alimentação. Mas fiquei muito curioso para saber.

Será que as mulheres podem me explicar o que fazem?

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