UMA PRESENÇA VIVA!

ATRÁS DA PORTA

(Chico Buarque e Francis Hime)

Quando olhastes bem nos olhos meus
E teu olhar era de adeus, juro que não acreditei
Eu te estranhei, me debrucei
Sobre o teu corpo e duvidei
E me arrastei, e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito, teu pijama
Nos teus pés, ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra te mostrar que ainda sou tua
Até provar que ainda sou tua.

elis

Sempre que penso em Elis Regina a primeira música que me vem a cabeça é Atrás da porta – letra acima. Sempre que a contava, Elis se emocionava, chegava a chorar. E acho que isso acabou me marcando, além de ser uma bela música – muito triste, mas bela – e com uma excelente letra.

Aliás, falar de Elis – como propôs a Vera Fróes, do Verdes Verdades – é falar de excelência. De uma cantora que se superou, que inovou, que lançou compositores e que se transformou, com todo mérito, na maior intérprete do Brasil.

Hoje, fazem 25 anos que Elis nos deixou, pelo menos fisicamente. Sua presença, sua musicalidade e sua personalidade continuam presentes. Primeiro, através das musicas que consagrou e que continuam sendo ouvidas e tocadas, relembrando-a e o que ela foi.

Depois, pela presença dos filhos, também mássicos, como é o caso de Maria Rita e João Marcelo. Na Internet, via Google, há um vasto material sobre a cantora, sua carreira, discografia, etc.

Nas lojas, acha-se com facilidade discos, mesmos os mais antigos, com algumas das pérolas que gravou ou recriou. O que acho importante é ressaltar que, graças à sua grandeza como artista e como intérprete, no meio musical Elis está viva, muito viva.

E falar dela, nesta blogagem coletiva, fará com que viva por muito mais tempo.

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