Uma das vantagens de morar à beira praia, como é o meu caso, é poder caminhar em um amplo calçadão, como é o da Praia da Costa, em Vila Velha. Quem caminha, o faz com segurança, com uma bela paisagem e com o Convento da Penha olhando-o do alto. Eu e centenas de outras pessoas fazemos isso à noite, após o trabalho.
É hora de respirar o ar marinho, ver as pessoas, reparar no que está acontecendo ou, simplesmente, caminhar concentrado nos seus pensamentos. É um momento de relaxamento, de fugir um pouco do stress do dia a dia e, ainda, de fazer um exercício físico, essencial para melhorar a saúde de quem, como eu, trabalha sentado durante todo o tempo e faz um trabalho intelectual, que não envolve a movimentação do corpo e dos músculos.
Este, no meu caso, não é um hábito muito antigo. Aliás, é bem novo. Comecei atendendo a uma decisão médica, feita como pedido. Mas tomei gosto e quando não consigo caminhar sinto falta. E não é só da caminhada, não. Também da possibilidade de tomar uma água de coco, de ver amigos que caminham no mesmo horário ou simplesmente de colocar em dia as reflexeis.
Neste cenário, surgiu um panorama novo. Por iniciativa da Prefeitura local, todas as terças-feiras tem música ao vivo em um anfiteatro ao ar livre, que fica na praia. Por volta das 18 horas, um conjunto chega, monta seus instrumentos e começa a tocar, quase sempre músicas mais antigas, sucessos de vários anos, de grandes e consagrados compositores brasileiros.
À medida que a música começa as pessoas começam a chegar. Puxam cadeiras, sentam-se, acompanham a música. Eu mesmo costumo parar um pouco, ouvir uma ou duas músicas e continuar caminhando. Normalmente, quando estou voltando para casa já há muito mais gente ouvindo, acompanhando, cantando junto, baixinho.
A novidade desta semana não foi o conjunto, nem as músicas. Os dois mudam, mas continuam no que podemos chamar de “velharia”, com a boa música brasileira sendo mostrada. Sim, a novidade foi gente dançando. No início da música um casal se levanta e começa a dançar. Logo, lhe segue outro. E em pouco tempo temos dançarinos na pista improvisada, o que provoca, em quem dança, em quem assiste e em quem ouve, um verdadeiro momento de descontração.
Nessa hora, o stress passa, o cansaço some. E vemos olhares surpresos, mas com uma surpresa agradável de ver que tem gente aproveitando a música. Nesta semana, parei um pouco mais. E fiquei olhando quem dançava.
Eu, que sou um poste em se tratando de dança, fiquei maravilhado. E aplaudo quem toca, quem ouve e quem dança.
7 Respostas
Ah, Lino, que inveja, viu?
Para Minas ser perfeita, só tá faltando um cadinho de mar, viu?
Aproveite esse momento por mim também.
Bjão.
inveja de você aÃ, cacai. deu vontade de ir pro calçadão junto com você. logo logo, néam? =)
Aiiiii que inveja Lino!!!
amo o mar, amo andar pelo calçadão, sentindo a brisa, o cheiro do mar,dos peixes, o clima e as pessoas é tudo tão gostoso, diferente, saudável. Aahh coisa boa…
hmm e dançar, que barato.
Como todos que já postaram fiquei com uma invejinha de ti… morar perto do mar… oh dilÃcia!!!!!
Tenho uma prima que mora aà na sua cidade.
Em 2004 passeio o carnaval em Itaipava e fui até Guarapari… lindo!!
Que assim como o amigo, resido a beira mar, com a felicidade de ter a mata Atlântica como quintal de casa! A questão de uns 6 anos, por recomendação médica, passei a caminhar pelas manhãs virou costume e hj diariamente caminho entre às 6:30h às 8h, tendo a opção de ser beira-mar ou por trilhas na mata! Mas não tem bandas pelo caminho, apenas o meu velho MP3
Confesso que tive uma inveja muito saudavel,LINO,heheheh.
Tipo de coisa que faz bem ,mas é impossivel aqui na big cidade cinzenta.
Quem sabe um dia eu desfrute de tamanho privilégio!!
🙂
Caminhar na beira da praia é um exercÃcio que fazemos com prazer, mas aqui no RJ praticamos é corrida! rs. Corremos dos pivetes! kkkkkkk E corremos da péssima trilha sonora das nossas praias.