“TARADO POR VENDER BARATO”

Se você observar bem verá que há, em todos os lugares onde existe mais de uma rede, uma guerra surda de preços entre os supermercados. Cada um anuncia itens mais baratos que os seus concorrentes, buscando, com isso, atrair mais clientes e, com o atrativo das promoções, vender o que não está promovendo ou que não tenha preço promocional.

Essa guerra tem sido uma constante onde quer que tenha passado e, aqui no Espírito Santo, é maior, por termos um mercado dos mais concorridos. Sobre este mercado, aliás, uma informação que poucos sabem: a margem líquida de lucro de uma empresa de supermercados, quando atinge um número excepcional, chega a 3% do faturamento. A média fica em torno de 1,5%. Os números, comparados, por exemplo, com os bancos, é ridiculamente pequeno.

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Mas deixando de lado a lucratividade e voltando as promoções, a disputa entre as empresas – e olha que elas convivem pacificamente umas com as outras – leva a manifestações que, para quem está de fora, como é o meu caso, acabam sendo engraçadas. É o que aconteceu há poucos dias.

Participando de uma reunião onde estavam presentes vários supermercadistas, acompanhei um debate sobre a necessidade de os empresários se prepararem para fazer uma precificação correta, exatamente pela baixa margem dos supermercados. Neste debate, a certa altura um dos empresários lembrou que saber gerir preços hoje é fundamental, até para a sobrevivência de uma empresa.

Ao falar, ele foi se empolgando e, a certa altura, ao falar dos preços em supermercados emendou: “Todos nós somos tarados por vender barato”. Ah, sim, houve reação. Todos riram. Mas – olhando de fora, novamente – parece que se não todos, pelo menos a maioria concordou.

Será isso mesmo? Você que frequenta o supermercado o que acha? Com algum conhecimento de causa posso afirmar que a guerra de preços existe e que, nela, muitas vezes, mercadorias e bens são vendidos abaixo do custo de aquisição pelos supermercados.

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