QUEM MANDA E QUEM OBEDECE

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O que pensa a elite brasileira? De acordo com matéria publicada no jornal A Gazeta, de Vitória, a percepção de quem, pelos critérios de renda, se enquadra nesta denominação, é de que manda no país, sendo responsável por sua condução. Os dados são interessantes, primeiro, por eleger um pequeno segmento da população – cerca de 6% dela – e, depois, por fazer do conjunto, a partir de um limitado número de entrevistas, extrapolação para o todo.

Um dos pontos que me chamou a atenção é a visão de dualidade, colocando, de um lado, quem manda – e está no topo da pirâmide social – e do outro, a maioria, que obedece. O espaço de dúvida, considerando o percentual de certeza, é pequeno, já que 13% ficam em um neutro “talvez” diante da questão se a elite manda.

O que me surpreendeu – e de certa forma, confirma e desmente a imagem que temos da elite brasileira – é ver que a grande maioria se considera feliz e muito feliz. Talvez uma felicidade proporcionada por quem tem melhores condições financeiras e, por isso, não está sujeito a grandes necessidades. Esta satisfação se estende ao trabalho, também com a grande maioria se dizendo feliz ou muito feliz com o que faz.

O que não é novidade é a rejeição à política, vista, neste caso, como o exercício de uma função eletiva. Quase 70% se diz fora da política ou, pelo menos, da possibilidade de vir a exercer um cargo político. O percentual dos dispostos a participar é pequeno, muito pequeno, menos de 7%. A questão, aqui, é: se se consideram os “mandantes” do país, como podem não se envolver na política?

Por fim, um aspecto que se não chega a ser uma novidade, surpreendeu pelo índice: mais de 94% acreditam em um ser superior, com um índice de não crentes muito pequeno, de pouco mais de 2%. Não se avaliou a religião, em si, mas se havia ou não uma crença em um ser superior ao homem. E neste caso, a quase totalidade afirma que, sim, crê.

Se traça um perfil da elite – e os pesquisadores tratam o trabalho como tal – a pesquisa, no meu caso, põe uma pergunta: Será que a elite brasileira – na qual estamos incluídos – é mesmo assim? No meu caso, posso responder que me acho diferente, não tenho as mesmas crenças, mas confirmou que, no caso da felicidade pessoal e satisfação com o trabalho, me alinho com a maioria.

E você, como vê a pesquisa e, a partir dela, qual é a sua posição pessoal?

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