QUAL SUA EXPECTATIVA PARA O ANO?

Dizem no Brasil que o ano só começa mesmo após o Carnaval. Tem gente que acredita nisso ou pelo menos torce para que aconteça, mas não sou um deles e acho que o ano, efetivamente, já começou e não só pela mudança do calendário, mas até pelo espírito apresentado pelas pessoas.

E em início de ano uma das perguntas mais frequentes é quais são as nossas expectativas para o ano? Eles será melhor do que o anterior? O que almejamos que aconteça? Não vi nenhuma pesquisa que, consultando a população, mostrasse qual é a expectativa do brasileiro para 2010. Talvez pesquisa feita no Espírito Santo reflita o que pensa o brasileiro e nos dá uma visão rápida de como ele vê este ano que acabou de começar.

Para começar, o que o capixaba mais quer – e pode ser que o brasileiro também – é o aumento do emprego. Ele não só espera, mas acredita que isso irá acontecer. E o percentual chega aos 67%. Depois, acredita também que a vida vai melhorar, consequência do crescimento da economia como fim da crise mundial. O número é de 65,8%, muito próximo, portanto, da primeira e maior expectativa.

O terceiro ponto é de melhoria de vida, uma crença que abrange 61,% dos entrevistados. Parece lógico: se a economia melhorar e o volume de emprego crescer, vão abrir novas oportunidades para as pessoas podendo mesmo tornar melhores suas vidas. Há, então, uma crença positiva sobre o ano e de como ele será, envolvendo inclusive o seu sentido pessoal.

O curioso é que, olhando-se a questão de outro lado, o que se vê é que o capixaba – e possivelmente o brasileiro – está muito preocupado com a saúde, que é sua prioridade absoluta em termos de cuidado, com 55% dos entrevistados reconhecendo-a como a maior preocupação. O segundo lugar fica com a educação, o que mostra claramente uma mudança de perspectiva das pessoas, que passaram a valorizar a educação formal ou pelo menos assim responderam 41,9% dos entrevistados na pesquisa feita pela Futura.

A segurança, que aflige muita gente, vem em terceiro lugar, com 29%, uma boa diferença para os dois primeiros itens. E somente meio ponto atrás vem o emprego – 28,5% – fechando os números – não todos, é lógico – que achei interessante na pesquisa. Acredito que a expectativa do capixaba não deve ficar longe da do brasileiro, de um modo geral. E confesso que fiquei surpreso com os itens mais destacados, principalmente no segundo caso – saúde, educação, etc.

O que se pode constatar é que, de um lado, há otimismo. Ele, no entanto, não impede que as pessoas achem que o poder público não está fazendo o suficiente e almejem ter melhor assistência à saúde e melhor educação, o que pode ser conseguido pelo impulso à economia que, em crescimento, irá gerar mais recursos que o Estado poderá aplicar nestes setores. A situação, por sinal, é bem diferente do iní­cio do ano de 2009, que foi marcado pelo desânimo e pela perspectiva de um ano muito ruim, o que acabou não se concretizando.

Concluindo, os capixabas estão otimistas. Será que os brasileiros também estão? E você, qual é a sua expectativa para este ano?

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