PERIGOS VIRTUAIS DE TODO DIA

Um dos problemas recorrentes que todos nós que usamos computadores – e eles estão se tornando realmente indispensáveis – é a segurança. A cada dia o número de ações maliciosas aumenta, com hackers, phisers e outros que tais tentando ganhar acesso aos nossos dados, utilizando-os em seu proveito e nos causando problemas.

Se de um lado há a ameaça pessoal, de outro convivemos com o crescente número de vírus. Precisamos ter todos os cuidados, evitando a infecção. Mas tudo o que fazemos não é suficiente e sempre há a possibilidade de um desses organismos virtuais penetrarem em uma máquina, causando problema. Eu mesmo vi isso acontecer do meu lado. O resultado foi a necessidade de troca de computador.

Hoje, para cada medida de defesa há uma infinidade de ataques. E tanto é assim que as empresas dedicadas à segurança estão sempre um passo atrás de quem, do outro lado, cuida do desenvolvimento deste tipo de ação, seja em relação a vírus ou a outros programas mal intencionados.

Se você acha que as coisas não podem piorar, se enganou. Há uma semana pesquisadores divulgaram que é possível infectar a placa mãe de um computador e que também existe um vírus cujo alvo são os modens de alta velocidade. Isso é o hoje, mas como foi o ontem?

  • 1989: PC Cyborg Trojan – O vírus, depois de instalado no computador, impedia o acesso aos arquivos, o que só era possível com uma contribuição financeira para o seu desenvolvedor.
  • 1990: Chameleon – A família Chameleon modificava a si mesma, assim que se instalava, dificultando sua detecção, começando uma história de vírus polimórficos.
  • 1995: Concept – Mudou o conceito de infecção, passando-o dos arquivos executáveis, isto é, programas, para outros arquivos, como os documentos de texto e foi através dele que se espalhou.
  • 1998: Back Orifice – O primeiro vírus que permitiu que alguém, de forma remota, controlasse a máquina em que estava instalado.
  • 2000: I Love You – Um dos que se espalharam mais rapidamente, obrigando a constante atualização dos antivírus. Com ele, começou a surgir o conceito de praga virtual.
  • 2001: Nimda – Tirando proveito de duas falhas de segurança, o Nimda conseguia infectar servidores de páginas web e ainda se espalhar por e-mail sem que fosse necessária a execução do anexo. Além disso, tinha a capacidade de infectar pastas na rede local e programas armazenados no disco rígido.
  • 2001: Zmist – Talvez tenha sido a técnica de infecção mais avançada e mais complicada criada, gerando dificuldades de detecção e de extirpação, após a infecção.
  • 2003: Hacker Defender – O objetivo era o de defender o vírus que já havia contaminado o computador. Ele escondia pastas de arquivo e, de acordo com seu criador, quis mostrar as fragilidades dos antivírus.
  • 2003: Blaster e Welchia – A primeira infecção feita diretamente da internet usando, neste caso, falhas do Windows.
  • 2003: Agobot – A primeira infecção tipo bot, com a criação de redes zumbis utilizando, de novo, brechas no sistema Windows.
  • 2003: Spy Wiper / Spy Deleter – O início dos falsos softwares de segurança, que se apresenta como algo destinado a dar segurança ao computador, mas na verdade faz o contrario.
  • 2005: Aurora – Uma espécie de programa espião que monitorava os anúncios nas páginas de internet vista de um determinado computador. E ainda tentava eliminar os concorrentes. Acabou virando um caso de Justiça e sua criadora foi fechada.
  • 2008: Conficker – Infectou milhões de computadores, inclusive através de pen drives e obrigou a Microsoft a mudar o sistema de inicialização do Windows. De difícil desativação.
  • 2009: Psyb0t – Explora senhas fracas e softwares antigos para infectar modens ADSL e roteadores. É a mais nova praga na praça.

E então, qual é a sua experiência com vírus? Já teve sua máquina infectada? Qual o problema que lhe causou? Eu já tive vários problemas com vírus e, no ultimo, ele acabou obrigando a troca de uma máquina usada em casa. Foi bom, pois saímos do PC para o Mac, que é bem mais seguro. (Com base em dados do portal G1, da coluna de Altieres Rohr)

UM POUCO MAIS DE INFORMAÇÃO

Promessa, dizia meu pai, é dívida. E como prometi acrescentar informações ao blog, estou fazendo isso. Primeiro, foi o artigo do Clay Shirky sobre o futuro da mídia impressa, já disponibilizado há algum tempo e cujo link está na barra lateral. Agora, são mais dois trabalhos. O primeiro é a minha dissertação de mestrado em História Social das Relações Políticas, feito na Universidade Federal do Espírito Santo, em que falei da ação de um jornal “nanico” no Espírito Santo, passeando pelo clima reinante durante a ditadura e o que acontecia na imprensa, de um modo geral. Se você se interessar, o link para o trabalho está na barra lateral e ele se chama Mídia, Ditadura e Contra Hegemonia. Se o ler, me diga o que achou. Sua opinião é importante.

Um segundo trabalho – cujo link também está na barra lateral – é a monografia de conclusão e curso das jornalistas Marina Laviola e Manu Drumond. Nele, elas falam sobre o blog, tomando-o como exemplo de exercício de jornalismo e dizendo que, sim, os blogs são meios jornalísticos, também. Como o trabalho mostra o universo dos blogs, achei interessante disponibilizá-lo aqui, com a devida autorização de suas autoras.

Espero que aproveitem os dois.

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