O MAL QUE FAZ UM BEIJO

Quantas vezes você já observou um casal dando um longo beijo, mostrando sua paixão? Certamente, muitas. O beijo, no rosto, como amigo, ou na boca, fruto de um relacionamento amoroso, é uma presença constante no nosso dia a dia. Nós próprios o praticamos e vemos amigos, conhecidos e desconhecidos praticá-los, o que torna o beijar uma coisa muito natural, pelo menos no Brasil e nas cidades.

Pode se afirmar, sem medo de errar, que beijar é bom. E nem cabe perguntar: Quem não gosta de um beijo? Mas, como tudo na vida, o beijo também tem o seu outro lado, para o qual nunca olhamos ou não prestamos a atenção. Se é uma manifestação de amor, de carinho e de camaradagem, ele pode, também, ser o veículo de uma infecção, da transmissão de uma doença, enfim, pode dar causa a um problema.

Promovendo o contato, mais rápido em alguns casos, mais prolongados ou íntimos, em outros, o beijo pode ser um ótimo meio para a transmissão de uma série de doenças. A cárie, por exemplo, é uma delas. Se alguém a tem e beija outra pessoa, pode transmiti-la, transferindo as bactérias responsáveis por comerem parte dos nossos dentes, furando-os e causando-nos problemas.

Em relação às doenças bucais, há toda uma série delas que podem ser transmitidas via beijo. É o caso da gengivite, uma inflamação da gengiva que pode provocar a perda dos dentes. Através dele podemos ser infectados pela tuberculose ou, simplesmente, por uma gripe. O vírus das duas são transmitidos via oral e o contato dos lábio pode fazê-lo passar de uma para outra boca.

Tem mais: faringite, laringite, amigdalite e meningite – todas inflamações – também podem ser transmitidas pelo beijo. E o mesmo acontece com o vírus da hepatite do tipo H e B. Crescendo o grau de periculosidade, outra infecção que o beijo pode causar é da sífilis, um dos males mais difíceis de controlar. Ou, então, uma uretrite. Não sei se você sabe, mas a terminação ite nestas palavras, com exceção da hepatite, significa que a doença provoca uma inflação. Laringite é uma inflamação da laringe, pois.

Todas as doenças que são infectocontagiosas, isto é, são transmitidas pelo contato direto entre as pessoas, podem, em princípio, ser repassadas de uma para outra pessoa através do beijo. Dá pra pensar, não? Afinal, se olharmos bem – e talvez sem que o saibamos – um gesto de carinho, a demonstração de amor pode, no final, significar uma doença e um problema para quem amamos.

O fato – e tiro por mim – é que não pensamos neste outro lado do beijo. E foi isso que me chamou a atenção para uma matéria publicada na imprensa capixaba. Nela, especialistas indicavam que tipo de infecção poderia ser transmitida com o ato de beijar. A maioria das indicações são as aqui relatadas. Ah, e um detalhe: quando mais íntimo e apaixonado o beijo, maiores chances de transmissão de doenças.

Bem, parece assustador, não? Talvez não seja tanto assim. Afinal, tudo é capaz de nos infectar. Pense no teclado do computador onde estou digitando este texto. Ele é imundo, contendo vários tipos de bactérias. Nem por isso vou ficar doente ao usá-lo. O mesmo se dá com o beijo. Beijar não significa ser infectado. Mas é bom sempre ter presente que pode acontecer. Aliás, como qualquer outra ação na vida ela sempre traz algum tipo de consequência. Então, é melhor saber o que pode acontecer.

Uma coisa a mais: Se quiser saber um pouco mais sobre o beijo, como beijar, técnicas de beijo, etc. dê uma pesquisada no Google. Eu fiz isso e o resultado foi mais de 4,5 milhões de páginas que falam do assunto. Tem muita bobagem. Mas tem ótimas informações.

E encerrando: O final de semana está chegando. Então, aproveite-o bem, inclusive para beijar a pessoa amada. Um beijo é sempre uma recompensa.

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