O FIM DO SUPER HOMEM

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Não, não se trata do herói da TV e dos quadrinhos. Aqui, o super-homem é uma metáfora para o comportamento que todos nós, do sexo masculino, temos ou tivemos, e que está mudando. A mudança, por sinal, foi apontada pelo Ibope, que considera a pesquisa inédita. Nela, traça a imagem do “novo homem” e afirma, com todas as letras, que ele deixou de ser super. “O Super-homem já não é mais o modelo de herói masculino. Atualmente, os homens tendem a admirar e desenvolver uma personalidade mais flexível como a do personagem Neo, do filme Matrix”, afirma Dora Câmara, diretora comercial do IBOPE Mídia Brasil. E isso se dá, principalmente, em relação à participação na vida da família.

De acordo com a pesquisa, o homem está muito mais próximo, participando do dia a dia da casa e da educação dos filhos, por exemplo. O novo homem é companheiro e afirma que sua parceira pode contar com ele em qualquer situação (93%). Já entre as mulheres, essa opinião é menos otimista, informa a pesquisa.

Independente e bem sucedido, de acordo com a pesquisa, esse novo homem valoriza seus relacionamentos, inclusive com sua parceira – namorada, mulher – e a quer junto em momentos de decisão, incluindo-se, dentre eles, os das compras. E ele pode até ser consumista, mas se esforça por manter uma alimentação saudável e estão dispostos a pagar qualquer preço para manter a saúde e, com ela, a sua juventude.

A metáfora do super-homem é entre maior rigidez e mais flexibilidade. O homem de aço, invulnerável, pode se proteger de tudo, já que nada o atinge. No caso do Neo, não. Ele embora seja um herói – será super? – é humano, sente, ama, tem medo e por tudo isso é muito mais flexível, portanto, mais afeito à mudança.

No final, o Ibope afirma: “A pesquisa mostra que o novo homem tem sede de mudança, mesmo satisfeito com seu estilo de vida. Ele sabe onde quer chegar, é ambicioso no trabalho, mas faz questão de participar do dia-a-dia da família. Embora o novo homem apresente traços de conservadorismo, ele está em constante evolução”.

Acho que, olhando-se em perspectiva, homens e mulheres mudaram muito nos últimos anos. E essa mudança, tenho certeza, irá continuar. Mas nem por isso deixamos de ter pessoas que se comportam como super-homem, achando-se inatingível. Eles podem ser em menor número, mas que existem, ah!, existem.

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