NO LIMIAR DE UMA NOVA MUDANÇA

digital1.jpgQuando falamos, por exemplo, do renascimento enxergamos um pequeno período da história que foi repleto de mudanças para a humanidade. Sobre esta época, que na verdade durou quase um século, acho que foi Jacques Le Goff quem disse que o homem descobriu com o iluminismo que a única coisa permanente era a mudança.

Graças ao projeto iluminista o mundo mudou. Graças a ele, a ciência ganhou força, deixou o gueto e transformou-se em força, ajudando na transformação do mundo. Esta transformação é muito mais visível hoje, quando, no meu entender, estamos no limiar de uma nova mudança.

Falo do conceito de mobilidade, já iniciada com as ligações sem fio dos computadores portáteis, que nos deixam conectados a maior parte do tempo e permitem que nossos escritórios sejam onde estamos – Onde estou é meu escritório. Se isso já ocorre em parte, com a chegada do 3G aos celulares no Brasil será possível ficar permanentemente conectado, a alta velocidade e com qualidade que, hoje, às vezes não dispomos nas conexões fixas.

Aqui, notadamente, uma mudança leva a outra. Os celulares, que já estão superando o número de telefones fixos, mudou a forma como nos comunicamos. E vai determinar como iremos nos conectar, já que, com a nova tecnologia, permite que o meu escritório, realmente, seja onde eu esteja. Em qualquer lugar que tenha uma ligação de celular – e isso, em se tratando do Brasil, é na maioria das áreas do país – posso me ligar e gerir minha vida via internet.

Essa tendência, no meu entender, está demonstrada em outro número: Hoje, 50% das conexões brasileiras com a internet já são em banda larga e a tendência é só crescer. A partir do 3G, as operadoras de celular irão oferecer, de um lado, muito mais interatividade nos telefones. E de outro, terão a capacidade de disponibilizar conexões de alta velocidade para a internet sem fio. Estaremos, então, no que pode-se chamar de verdadeira mobilidade.

Amanhã, depois da mudança, o que lembraremos – aliás, como aconteceu com o iluminismo – é que passamos por uma revolução. Não sei como este tempo ficará conhecido, mas certamente a palavra conectividade terá algum papel a desempenhar, pois é, exatamente para isso que caminhamos: conectividade total e permanente.

Se é bom, se é ruim, não sei. Acredito que é um caminho sem volta. E que uma apreciação sobre a mudança, tal como no renascimento, só poderá ser feita depois. O que sei é que vivemos em um tempo histórico muito interessante e, nele, a mudança tornou-se, como previsto, numa constante.

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“A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência”. Mahatma Ghandi, líder pacifista indiano

“A felicidade que preciso não é fazer o que quero, mas não fazer o que não quero”. Jean Jacques Rousseau, escritor e filósofo franças

Um ótimo final de semana para todos nós.

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