MORRENDO OU PROGREDINDO

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Eu gosto de música e já disse isso aqui, no blog, algumas vezes e continuo ouvindo música, em casa, no trabalho, no trânsito, caminhando, enfim, onde puder. Este hábito não mudou. O que mudou foi o hábito de comprar CDs. Antes, sempre que havia um lançamento de algum artista do meu agrado, ia à loja e comprava o que foi lançado. E acaba comprando muito mais, expandindo o número de artistas que ouvia.

Já há algum tempo que não compro CDs. Ouço, em meio digital, o que já comprei. E como não me prendo à parada de sucessos, acabo recorrendo aos meios on line para ter a música à minha disposição – AolRádio, Last.FM, Pandora, etc. O hábito de ouvir música, portanto, ficou. O que perdi foi o de comprar CDs.

A propósito da venda de música, a partir de uma matéria do The Economist, o Ars Technica, um sítio voltado para geeks e que aborda assuntos ligados à internet e tecnologia, fez uma ótima apreciação sobre o mercado de música e, no final, afirmou, com base em números, que o que está morrendo é o CD, não a venda de música, que continua crescendo, sobretudo na internet, através de sítios como o iTunes e eMusic.

Enquanto a venda de CDs cai, a da música via internet, explode. Emblemático disso é o que aconteceu com a EMI, uma das grandes do setor. Em Londres, ela convidou uma série de jovens para uma dessas pesquisas qualitativas e, no final, querendo fazer-lhes um agrado, colocou à disposição dos participantes uma boa quantidade de CDs. Sabem quantos pegaram um CD? Nenhum deles. Mas certamente todos tinham um tocador de mp3 ou outro dispositivo portátil para música.

O fato é que, se de um lado uma indústria morre, a dos CDs, de outro cresce a venda on line, o que proporciona a possibilidade de ouvir mais música, conhecer artistas diferentes. A oferta, neste caso, é muito maior. Os artistas tem a possibilidade de se divulgarem e serem apreciados, mesmo que não estejam vinculados a uma empresa. E o ouvinte, no final, tem muito mais opções, inclusive através dos milhares de rádios que, ou estão na internet, ou foram desenvolvidas para ela.

Um meio está acabando. E um outro, que já nasceu, se desenvolve. Repete-se, aqui, o ciclo da natureza, da entropia, com tudo tendo um início, meio e fim. Isso já aconteceu com o LP – que muita gente mais jovem sequer conhece – e agora está acontecendo com o CD. De um lado, um morre. Do outro, outro progride (Via Arstechnica, em inglês)

A FAVOR DA INOCÊNCIA. CONTRA A PEDOFILIA

De iniciativas boas a gente não só participa, mas divulga. É o caso da blogagem coletiva que a Luma, do Luz de Luma, está promovendo, que é para falar – não, condenar – uma das piores coisas – no meu entender – hoje existente, que é a pedofilia. Doença ou não – e não entro neste mérito – ela é condenável, pois atinge a inocência, criando marcas que nunca vão sumir, acompanhando quem a ela foi exposta pelo resto da vida.

A blogagem será no dia 14 de fevereiro, que é o Dia da Amizade e o Dia Internacional do Amor, portanto, oportuno para falarmos de um assunto que, na maioria das vezes, apenas aflora, mas que é um câncer na sociedade.

Eu vou participar. E você? Fica o convite – em meu nome, e no da Luma – para que se integre a esta corrente. Falando do problema, vamos chamar a atenção para ele. E ao torná-lo visível, contribuir para que seja, pelo menos, minorado.

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