MANIA É COISA QUE A GENTE…

Já dizia o poeta que mania “é coisa que a gente tem, mas não sabe por que” ou elas podem ser vistas de outro ângulo, como diria um psicólogo, ao relatar que fazem parte da nossa personalidade. A questão, no entanto, é: Você tem alguma mania? Se alguém nos fizer esta pergunta de modo direto, a primeira reação que teremos é de respondê-la negativamente. E isso ocorre por não percebermos, por nós próprios, as manias que temos, que são facilmente identificadas por outras pessoas amigas, conhecidas ou mesmo estranhas que fiquem próximas de nós por algum tempo.

Eu mesmo não sei se tenho manias e se as tiver, quais são elas. Mas não custo identificar quem as tem, observando por pouco tempo. Tenho um amigo, com quem convivo muito, que chega a ter verdadeira obsessão por manter o cabelo perfeitamente repartido. E para fazer isso, ele toma duas atitudes: no meio de uma conversa leva a mão ao bolso, retira um pente – isso mesmo, um pente ao estilo antigo, preto – e penteia com ele o cabelo, fazendo questão de acertar, também, as costeletas. Depois, não satisfeito, confere com as pontas dos dedos se a partilha do cabelo está certa. É instintivo e ele sequer nota o que está fazendo. Tanto que quem é seu amigo já se acostumou com isso.

As manias já foram assuntos antes, aqui no blog. Se volto ao tema é em decorrência do que andei lendo neste último domingo, com o tema sendo explorado como tema de uma ampla reportagem no jornal A Tribuna, de Vitória. Este jornal, por sinal, tem uma linha popular e quase sempre nos finais de semana aborda temas que envolvem curiosidades, questões de comportamento e de como as pessoas devem proceder. Neste caso, vieram as manias, algumas, por sinal, derivadas de comportamentos, como é o caso do salto alto usado pelas mulheres. Não acho que isso seja uma mania, mas uma imposição da moda à qual as mulheres, com raras exceções, se submetem.

Dentre algumas manias relacionadas na matéria encontramos: coçar a pele, arrancar cabelo, morder canto da boca, lavar as mãos direto, esfregar os olhos e roer as unhas. Pelo que entendi esses são os casos mais comuns e, com exceção de roer as unhas, que pode ser doloroso – falo por experiência própria, pois foi uma mania que abandonei há longos anos. O rol das manias, no entanto, não acaba aqui. A Wikipedia, por exemplo, relaciona em ordem alfabética uma série delas, explicando, na maioria dos casos, o que significam. E o Google está aí mesmo para nos mostrar que existem centenas de milhares de páginas que falam do assunto.

Olhando as coisas de outro ângulo podemos dizer que, primeiro, o assunto mania é bastante popular, pelo menos na internet. E, depois, que se não notamos as que temos estamos sempre interessados nas manias dos outros que, quando mais estranhas mais notadas. Será que estou certo? Não sei. Mas cabe repetir aqui a pergunta do início: Qual é a sua mania?

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