MAIS ESPERTOS QUE OS HOMENS

Há alguns dias estava lendo um dos blogs da Wired, o GeekDad, e me deparei com um assunto que me chamou a atenção por duas razões: primeiro, por envolver o futuro e, nele, a atuação que poderão ter os robôs. E segundo, por ser um assunto já abordado algumas vezes neste blog. Mas o que há de novo? Depende do ponto de vista com se olhar o assunto. Se ele for visto do ângulo da ciência, podemos dizer que existem muitas coisas novas, com a robótica evoluindo e caminhando no sentido de se criar robôs que não só imitem os humanos, mas que lhes sirva, de certa forma, como escravos. Do outro ângulo, nada há de novo e o mundo segue seu rumo.

A questão abordada pelo GeekDad se prende a um outro ângulo, o da capacidade de computação das máquinas. Uma previsão da IBM diz que em 2049 um computador de mil dólares terá mais capacidade de computação do que toda a raça humana. Imagine, uma pequena máquina superar os cérebros mais brilhantes do mundo. Ou então superar mais de 6 bilhões de pessoas na capacidade de processar informações. Serão máquinas complexas, o que nos leva a perguntar se não se tornarão, efetivamente, em uma Skynet, como acontece com o Exterminador do Futuro, liquidando a Terra em uma guerra nuclear e impondo o domínio das máquinas. Ou no caso de Matrix, onde uma máquina é que cria a realidade.

Ah, não, dirão vocês, isso é coisa de ficção científica. Sim, é. Mas também não é. Hoje, quem controla toda a defesa aérea dos Estados Unidos, que tem a mais poderosa força atômica e de ataque militar, são os computadores ditos “inteligentes”. Todos os controles sobre tráfego aéreo em todo o mundo estão nos computadores. Os bancos só funcionam devido aos grandes centros computacionais que mantém. O rápido resultado que o Google nos traz quando pesquisamos é fruto de uma imensa estrutura computacional. E estes são apenas alguns exemplos da participação dos chamados “cérebros eletrônicos” em nossas vidas.

Ouso dizer que se todo o sistema computacional do mundo cair, o planeta Terra para. Não teremos aviese. Não teremos ferrovias. As rodovias se transformarão em caos, o mesmo acontecendo com as cidades. Não poderemos pagar nada ou retirar dinheiro, teremos problemas com a energia e muito mais. Catastrófico? Sim, não há dúvida. E tudo isso com computadores que ainda são burros, se comparados à inteligência humana. E se eles fossem inteligentes, o que aconteceria? Temos, aqui, o cenário perfeito para a dominação do homem pela máquina. Afinal, ela será mais esperta do que somos, não individual, mas coletivamente. Imagine. É assustador.

A tecnologia, em si, não é boa nem má. O que a torna boa ou má é a forma como é aplicada. Às vezes, como no caso do sequenciamento genético, ela é aplicada para ajudar o homem, possibilitando que ele melhore. Outras vezes, é usada militarmente, como no caso dos drones – pequenos aviese – dotados de bombas e comandados por controle remoto – quer dizer, através de computadores – que são capazes de atacar e destruir um alvo a milhares de quilômetros de sua base. E com visão em tempo real. A tecnologia, nos dois casos, é a mesma, mas o seu uso, bem diferente.

O caso é que chegará um momento, na evolução antevista pela IBM e relatada no GeekDad, que os computadores “pensarão” por eles próprios, dispensando a ação humana em uma tomada de decisões. Aliás, eles já podem fazer isso hoje, mas de maneira limitada. Quando isso acontecer, que garantia teremos de que não se transformarão, de verdade, em máquinas pensantes e quererão, como em vários livros de ficção científica, ter o seu lugar. Pode ser que seja ao lado dos humanos. Pode ser que não. O que almejo é que a tecnologia, incluindo nela a capacidade de computação das máquinas, continue evoluindo e o fazendo de forma a beneficiar a humanidade.

Isso irá acontecer? Não sei. Como dizia minha amada mãe: O futuro a deus pertence. (Via GeekDad)

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