FELIZ COM A INFELICIDADE

O que pode explicar o gosto de alguém por um filme de horror, daqueles que nos fazem arrepiar e deixam o coração disparado? Os cientistas, até agora, diziam que isso acontecia por duas coisas. Uma delas é que quem gosta deste tipo de divertimento não fica com medo, mas excitado. A segunda, que busca o medo para se sentir aliviada no final.

Estas duas teorias eram dominantes, até agora, nos estudos sobre este estranho gosto. Só que isso começa a mudar, graças a pesquisadores das Universidades da Califórnia, em Berkeley, e da Flórida. Eduardo Andrade e Joel Cohen – que nada tem a ver com os cineastas – afirmam, a partir de estudo que desenvolveram, que na verdade, quem gosta de filmes de horror se sentem felizes por estarem infelizes.

O que o estudo, que será publicado no mês de agosto, destaca é que, ao contrário do que se afirmava antes, as pessoas podem, sim, ter reações positivas e negativas ao mesmo tempo. Assim, com os filmes e o medo, que causam reações negativas, eles acabam ficando felizes, que é uma reação positiva. “O momento mais agradável pode ser, também, o que mais causa medo”, afirmam os pesquisadores.

A metodologia desenvolvida por Andrade e Cohen pode ser aplicada em outras situações e destina-se a medir sentimentos negativos e positivos nas pessoas em situações de risco, inclusive no que se refere aos esportes que envolvem perigo. Ao sentir medo, afirmam os estudiosos, as pessoas que escolhem uma situação de risco, também se sentem felizes.

Será que a partir do estudo podemos dizer que as pessoas ficam viciadas no medo? Será este vício igual ao por adrenalina? O que você acha? E em relação aos filmes que metem medo, você gosta ou não? (Via Eureka, em inglês)

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