FANTASIA QUE DÁ DINHEIRO

Pura diversão, de um lado, mas uma indústria milionária do outro. O cinema – assim como a indústria cultural – transformou-se, para muito, na principal maneira de ganhar dinheiro, como comprova os rendimentos conseguidos por Avatar, o último filme de James Cameron. Nem bem estreiou e o filme já é o segundo em arrecadação em toda a história da telona, perdendo apenas para outra criação do mesmo diretor, Titanic. Daqui a pouco, tenham certeza, ele será o primeiro, batendo todos os recordes do cinema.

O cinema, sem dúvida, explora nossas fantasias, nos diverte, nos entretém, mas também dá dinheiro. Basta ver as arrecadações milionárias dos filmes mais recentes e, também, os orçamentos com que são feitos, ficando cada vez mais caros, empregando a última tecnologia, enfim, buscando todos os recursos que prendam nossa atenção e que nos faça ir ao cinema. Pensando nisso, comecei a me perguntar quais foram os filmes que me marcaram, que ficaram, dos quais ainda me lembro e que, se perguntado, recomendaria a alguém que visse. Esta questão me rondou durante a semana e – até para me livrar dela – resolvi trazer o assunto aqui, no blog.

Deixando de lado o dinheiro, que impressiona, a pergunta simples é: Quais os filmes que mais te agradaram? No meu caso, começo com Casablanca, um dos clássicos do cinema que vi muitos anos depois do seu lançamento e após ter visto muitos, muitos outros filmes. (Um parênteses nesta questão: Minha vida cinematográfica começou, efetivamente, nos anos 70 do século passado, quando deixei uma pequena cidade e decidir ir para a capital, estudar e trabalhar). Voltando: Outro filme marcante foi 2001, uma odisseia no espaço, meu primeiro contato com o mundo da ficção científica no cinema e o despertar para um gênero de que tornei fã, inclusive na literatura.

Na categoria ficção científica um outro filme de que sou fã é Blade Runner, a história dos androides que voltam à Terra em busca de sua origem. E este é, também, um dos poucos filmes que superam os livros em que foram baseados. O livro é interessante, mas o filme, no meu entender, espetacular. Hoje, sem dúvida, é um clássico de um diretor versátil, Ridley Scott, que é capaz de ir ao terror (?) de Alien à comédia de Um ano bom. Blade Runner, na verdade, introduziu toda uma nova estética no cinema, o clima sombrio, os personagens angustiados, cheios de dúvidas e questionamentos. Se tem ação, o filme é baseado mais no psicológico, aliás, dentro do espírito do seu criador original Philip K. Dick.

Pulando anos, um outro filme que me marcou foi Os imperdoáveis, com Clint Eastwood. O cowboy bêbado que ele faz é inigualável e o filme, muito bom, principalmente por tratar o chamado faroeste de um ponto de vista bem diferente dos épicos de bandidos e mocinhos. De ator meio cadastrão, dos westerns spaghetti, Eastwood mostrou não só que é um grande ator, mas também um ótimo diretor. Os imperdoáveis merece ser visto e ocupa um lugar de destaque entre os filmes de que gosto. Em um outro pulo chegamos mais perto do atual século e, com isso, desembarcamos em um filme que, à primeira vista, não seria interessante.

Estou falando de Bandits, com Bruce Willys e Cate Blanchet. A história de dois assaltantes de banco que encontram uma mulher meio desesperada e começam a partilhá-la é surpreendente e, no meu entender, tem um dos melhores roteiros do cinema, surpreendendo-nos não só no seu desenvolvimento, mas na forma como muda e o filme é concluído. Bruce Willys, Cate Blanchet e Billy Bob Thornton estão ótimos. Vale muito a pena ver. E dando um outro salto, chegamos a um outro filme que se destaca pelo roteiro: Lucky Number Slevin – que em português foi chamado de Xeque Mate. Outra vez temos Bruce Willys, mas acompanhado de Morgan Freeman, Josh Hartnet, Ben Kingsley e Lucy Liu, um elenco estelar para contar uma história de gângsteres que se revela no final.

Todos estes filmes – e são apenas alguns dos que gosto – trazem pura fantasia, pelo menos para quem os vê. De Casablanca a Xeque Mate, diretores, atores, roteiristas e toda uma grande equipe capricharam para que, em um determinado tempo, nos divertíssemos. No que se refere a estes filmes e no meu caso, eles conseguiram. Se você não os viu, recomendo que veja. Tenho certeza que não irá se arrepender. Mas antes de fazer isso, fica a pergunta: Quais são os seus filmes preferidos? Ah, e como o texto acabou ficando muito longo, em outra oportunidade falarei dos filmes brasileiros que mais me marcaram.

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