ENTRE A SERIEDADE E A BRINCADEIRA

Todos nós conhecemos pessoas que são sérias, que dificilmente brincam ou entram em uma brincadeira. Também conhecemos o outro lado, com gente que vive brincando, rindo e não perdendo uma oportunidade de transformar qualquer situação em graça, arrancando-nos um sorriso, mesmo nas horas mais difíceis. Eu não sou assim, talvez por não ficar imaginando situações e nem tirando proveito delas, mesmo sérias, para fazer graça.

Como equilibrar as coisas? Como manter-se sério e profissional e, ao mesmo tempo, brincar e divertir-se? Não sei a receita. Mas conheço alguém que, se não a sabe, utiliza-se dela de modo quase perfeito. Vamos chamá-lo, aqui, de Antonio – não acho que seja o caso de revelar o nome verdadeiro. As suas tiradas sempre surpreendem.

Querem ver? Há algum tempo, no meio da família, foi feito um descarte de roupas, usadas sim, mas em perfeito Estado. Antonio viu as roupas e precisando de um pijama separou um para ele. O detalhe é que o pijama era feminino, mas a calça lhe servia perfeitamente. O que ele fez? Começou a usar a calça do pijama e guardou a blusa. No aniversário de uma amiga, embalou a blusa com cuidado e a deu de presente. Resultado: Fez o maior sucesso e a ganhadora a exibe com orgulho, elogiando o presente recebido.

É dele ainda uma outra tirada. Quando alguém lhe liga e ele está em um ônibus, daqueles bem cheios, afirma estar na praia, apreciando a paisagem. Se do outro lado a reação é de incredulidade, imagine o que os passageiros pensam. No mínimo, que é louco. E ele conta e se diverte, principalmente com a reação das outras pessoas.

Neste espírito, ele está sempre sorridente, sempre pronto para uma nova brincadeira, mas também disposto a trabalhar duro, se esforçar ao máximo. Consegue combinar a alegria da brincadeira, por mais singela que seja, com um dura atividade no dia a dia, mas a transforma em prazer. E isso é muito interessante, já que temos a tendência de viver reclamando das coisas.

Já disse alguém que viver é a melhor vingança. Não acho, não. Mas penso que viver, realmente, é muito bom. E se na vida, que pressupõe trabalho, a gente tem de se divertir, sim. Mesmo quando isso ocorre em um ambiente sério. Precisamos ter tempo para um sorriso, para uma piada, para um gracejo, de uma oportunidade para desestressar. E nada melhor do que sair do sério, transformando o banal em uma brincadeira ou o sério e algo divertido.

Meu amigo é um exemplo. E ao vê-lo se divertindo e divertindo os outros fico me perguntando o porque de tanta gente mau humorada, capaz de dar patadas e coices em quem se aproxima. O que ela ganha? Respeito é que não é. Simpatia, também não. Seguramente, o isolamento.

Vamos viver, dar duro, trabalhar. Mas vamos nos divertir. Pode até não ser como o meu amigo. Mas certamente um sorriso, uma piada, uma brincadeira ajudam.

NÃO DEU CERTO

Há alguns dias disse aqui que estava testando uma nova ferramenta no blog, o Intense Debate. Ele ficou no ar durante uns 15 dias e, neles, tive mais problemas que vantagens com o plugin. O seu primeiro objetivo, que era o de aumentar as conversas nos comentários, não aconteceu, e acabou criando problemas de administração das conversas.

Após uma avaliação, nesta semana, decidi desabilitá-lo e voltar ao sistema normal de comentários, adotado pelo blog desde sua reformulação. Pode ser que mais adiante o Intense Debate volte, mas por enquanto, não. Se gostaram dele, espero que entendam.

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