EM BUSCA DE NOVAS TERRAS

Em um mundo plano, pleno de perigos, intrépidos navegadores se atiraram ao mar, enfrentaram todos os perigos e acabaram por provar, em primeiro lugar, que o mundo não era chato e que existiam outros continentes – e pessoas – fora da milenar Europa ou da também milenar Ásia. As descobertas, todas elas, tinham de ser físicas, com o descobridor chegando ao local do descobrimento, como fez Cristóvão Colombo e os portugueses que circunavegaram o globo. Aventureiros? Sim, eram. Mas graças ao que fizeram mudaram o conceito que tínhamos do mundo.

Em outros termos a história se repete. Não que os novos descobridores entrem em pequenos navios, enfrentem mares bravios e saiam à procura de uma quimera. Não, eles estão dotados do que há de mais moderno na tecnologia e é com ela que estão em busca de novas terras, literalmente. Aqui, trata-se, na verdade, de encontrar novos planetas que sejam semelhantes ao nosso próprio e que, por isso, poderiam ser depositórios de vida, mesmo que seja muito diferente da nossa. Estamos muito longe do encontro de estranhas civilizações, como em Jornada nas Estrelas, mas já encontramos planetas que poderiam suportar a vida como a conhecemos na Terra.

A questão que ainda se põe é: Existe vida lá fora? Como os cientistas não acredito que sejamos os únicos neste imenso universo com milhões de galáxias e bilhões de estrelas. Será que, nesta imensidão, não existirão outros planetas que tenham vida? Os cientistas acham que sim, isso é possível. Talvez não seja como a vida na Terra, baseada no carbono, mas levam em conta que, dadas as condições, a vida floresce. Foi assim na Terra. E, dizem, deve ser assim, também, em outros planetas.

Como ainda não podem pegar um barco e navegar para outra estrela – ao contrário do que fazia os tripulantes da Entreprise, Capitão Kirk à frente – os cientistas usam a última tecnologia para, primeiro, encontrar planetas parecidos com a Terra. E tem sido bem sucedido. Nos últimos anos foram catalogados mais de 300 planetas fora do sistema solar e o número de descobertas continua. O problema é que ainda não temos telescópios ou outros instrumentos capazes de “enxergar” as partes mais distantes da nossa galáxia, a Via Láctea, o que limita a possibilidade de achar o que chamam de exoplaneta. As dificuldades, no entanto, não desanima os cientistas e eles se dizem otimistas, não só com a possibilidade de encontrar planetas parecidos como a Terra, como na existência de vida lá fora.

Uma coisa é certa: Ainda vamos levar muito tempo para repetir os feitos dos navegadores portugueses, por exemplo, deixando a Terra e seguindo nos imensuráveis mares do universo em direção a um outro sistema solar e, lá chegando, podendo constatar que, sim, existe vida. Quando e se isso acontecer teremos dado, novamente, uma virada no mundo, no que sabemos, no que conhecemos e como percebemos o universo. Enquanto isso não ocorre, especulamos e os cientistas continuam a busca, teorizam e aperfeiçoam instrumentos que podem levar à descoberta de novas terras.

Como dizia Heráclito, “Nada perdura a não ser a mudança”. Foi assim com os primeiros descobridores. E certamente será assim com os próximos, sejam suas descobertas próximas ou distantes. Enquanto isso, sonhamos com novos mundos, novas civilizações, viagens espaciais superrápidas e, no final, a busca de uma certeza de que não estamos sós no universo. (Via Physorg)

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