DE PARAPENTES E URUBUS

voo.jpgVoar é para os pássaros.

Pode ser que há muitos anos a afirmação tenha sido verdade. Hoje, não. Mesmo antes da invenção do avião os homens sempre sonharam em voar. E fizeram isso, por exemplo, usando balés, incluindo-se entre eles os do tipo zepelim. Sem asas, ele conquistou os céus, tal qual os pássaros.

Além de voar os homens aprenderam com os próprios pássaros. Dizem que Santos Dumont pensou no seu primeiro avião ao observar os voos dos gansos. Eles são desajeitados, mas voam por longas distâncias. A partir do primeiro voo, o avião foi sendo aperfeiçoado, até se transformar, como é hoje, em um dos principais e mais seguros meios de transporte de todo o mundo, levando, a cada dia, milhões de pessoas de um para outro ponto.

O sonho de Pégasus assim, tornou-se realidade. Não com asas que, no final, derreteram. Os homens, finalmente, voam. E quase como os pássaros. E é isso que, às vezes, observo da varanda de minha casa. Próximo do prédio onde moro tem um morro, o Morro do Moreno, que é um dos pontos usados para o voo livre no Espírito Santo.

Curiosamente, o morro é, também, um dos favoritos dos urubus. Você já observou como eles voam? Usam as térmicas, elevam-se no ar com toda facilidade, aumentam a velocidade, dão voltas, brincam, descem e tornam subir. E tudo isso com o menor esforço, sem bater asas, aproveitando-se apenas do ar quente.

É o que fazem, também, quem voa de parapente. Após a decolagem, aproveitam-se das térmicas, sobem, planam, dão voltas levados pelo vento até decidirem que é hora se voltar. E o curioso é que, às vezes, urubus e humanos voam praticamente juntos, com os pássaros em concentração bem maior que os humanos.

Se aos poucos os homens realizaram o seu desejo de voar, ganhando – mesmo que de forma mais limitada – a liberdade dos pássaros, por mais que façam, não se igualam às aves que, usando o mesmo princípio, planam. É o caso dos urubus. O voo deles me fascina, principalmente pela facilidade com que voam, o que faz parecer que é uma coisa muito simples.

Não é, tenho certeza. Mas o que sei é que, tal como eles, os homens voam. Inclusive em asas artificiais, como são os parapentes. Vê-los, assim como o voo dos pássaros, é fascinante. E deve ser uma bela experiência, que ainda não tive. E você, voaria de parapente? Eu confesso que, em princípio, diria que não.

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