COMPRAS, SALTOS ALTOS E CIÊNCIAS

Quando usa salto alto, a mulher faz compras com mais equilíbrio, diz a ciência

Salto alto faz com que mulheres comprem menos

A ciência é fundamental na vida de nós, humanos, e hoje, nos modernos tempos líquidos, o comportamento tornou-se um dos temas centrais de pesquisas em grandes e pequenas universidade. É preciso identificar como o consumidor se comporta, o que quer, como pensa e que impulsos o levam ao consumo, de um lado. De outro, a ciência quer aferir o que é que permite ao comprador uma decisão mais equilibrada, evitando gastar muito, quando pode gastar menos.

É nesse sentido o título deste post para estabelecer a relação entre salto alto, compras e ciência. Sim, pode até parecer brincadeira, mas os três estão relacionados e quem garante são pesquisadores da Universidade Brigham Young, de Utah, nos Estados Unidos, uma das mais conceituadas instituições de ensino daquele país. A questão, segundo eles, é que o salto alto foca a mulher no seu próprio equilíbrio e, com isso, consegue dosar melhor a sua decisão na hora da compra.

Os cientistas citam o caso da compra de um novo aparelho de TV, com a escolha entre três modelos. No caso do uso de salto alto – high hills, como chamam – a compra é feita optando-se pelo melhor custo benefício, não se focando em economizar mais ou, no caso oposto, de se gastar mais que o necessário. O foco no equilíbrio funciona também para homens e não está restrito ao uso de saltos altos, comuns entre a maioria das mulheres.

Assim, funcionam exercícios de yoga e, mais para o caso masculino, subir e descer escadas. Ou no caso de compras on line, afastar-se do computador, forçando a cadeira para tras, o que obriga o corpo a se equilibrar. Os cientistas, na verdade, estão enveredando por um novo campo, que pretende medir o que o consumidor sente na hora da compra e como é que dirige estes sentimentos na escolha de um determinado produto. Já foram feitas pesquisas envolvendo calor e outros tópicos, todos tentando medir o comportamento do consumidor e como ele reage em determinadas situações.

Em um tempo em que se vende experiências, não o produto em si, aferir como todos nós nos sentimos na hora da compra é importante. Primeiro, para que possamos nos nortear, contrapondo nossa vontade ao impulso criado pelo marketing. Se tivermos melhor equilíbrio, podemos comprar mais e melhor, evitando gastar muito e o desperdício. A ciência, neste caso, vem ao encontro do consumidor, mas como em toda moeda tem dois lados, oferece ao vendedor ferramenta poderosa, que pode ajudá-lo a melhorar a experiência na hora da compra e, com isso, ampliar o universo de venda.

O fato é o que parece uma brincadeira, caminha para se tornar um ramo sério e importante da ciência, bem dentro do espírito destes novos e imprevisíveis tempos em que vivemos. Como diria meu pai, vivendo e aprendendo. Agora, antes de comprar alguma coisa vou subir e descer as escadas dos shoppings e só depois disso é que entro na loja. Se a ciência garante que funciona, eu acredito. E você?

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Sobre o Autor

Contador de Histórias Reais, jornalista, especialista em texto, edição de livros, consultoria e assessoria de imprensa

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