COM O SEXO MARCADO NO CORPO

O corpo pode revelar a vida sexual, se ativa ou não. Pelo menos é o que afirmam pesquisadores escoceses e belgas que fizeram pesquisa sobre o assunto e descobriram que a partir de determinadas características físicas, do andar, da forma de se portar, da confiança e da saúde mental da mulher é possível, com uma simples observação de um caminhar em um local público, determinar como é a vida sexual de uma mulher. Os homens, pelo menos por agora, não foram contemplados com a pesquisa. Será que serão diferentes? Ou como no caso das mulheres o sexo está, também, inscrito no corpo?

Sexo, durante muito tempo, não foi sinônimo de prazer, principalmente para as mulheres. Com as mudanças da sociedade e com as mulheres conquistando mais e mais liberdade, inclusive em relação ao sexo, as coisas mudaram. Hoje, fala-se livremente do assunto e o envolvimento sexual não mais precisa ser escondido.

E a se tomar como base uma pesquisa feita na Escócia, nem adiantaria tentar esconder. É que os pesquisadores afirmam que o modo de andar dá indicações sobre o histórico de orgasmo de uma mulher. Um especialista, olhando como uma mulher anda em locais públicos, será capaz de qualificar a vida sexual feminina e se o sexo é uma constante e se traz ou não prazer.

O estudo foi desenvolvido por pesquisadores escoceses e belgas, que trabalharam em colaboração e partiram de questionários respondidos por universitárias. Neles, elas contaram seus hábitos sexuais, sua frequência de relacionamento e também foram filmadas à distância, andando em locais públicos. Estes filmes foram submetidos aos especialistas para que, a partir deles, identificassem a vida sexual das participantes da pesquisa.

Os quatro especialistas não tiveram acesso aos questionários preenchidos. No final, eles conseguiram um percentual de 80% de acurácia nas suas observações, significando que estavam certos em 80% dos casos. Todas as deduções foram feitas a partir dos filmes e o resultado delas, depois, comparados com as respostas dadas pela universitária que integravam a pesquisa como voluntárias.

Ao que parece, o sexo está marcado no nosso corpo. E se isso é verdade para as mulheres também o deve ser para os homens. Já sabíamos, por exemplo e devido aos estudos psicológicos, que o nosso corpo fala e que nossa linguagem corporal pode revelar muito do que somos, do que sentimos e como estamos em determinado momento. Basta, para tanto, que um especialista nos observe. Este, por sinal, é um dos tópicos das entrevistas profissionais.

Uma das conclusões que os estudiosos chegaram é que há uma relação entre bloqueios musculares e disfunção sexual, o que demonstraria a importância de tratamento para estes bloqueios como forma de tornar saudável, inclusive no sexo, a vida de uma pessoa. Para saber se o sexo é uma constante, os especialistas analisaram, ainda, a forma como as mulheres caminham, a soma dos passos e a rotação das vértebras.

Se fazem estes movimentos e mostram confiança, além de uma aparência saudável, o sexo vai bem, diz o corpo, garantem estes especialistas. Com isso, fica a lição para nós, homens, de observar melhor as mulheres, vendo como andam e a partir do andar, inferir se tem ou não uma boa vida sexual. E que chances teríamos de participar dela. No caso das mulheres, é preciso cuidado. Afinal, podem revelar que estão muito bem ou que estão muito mal, indicativos preciosos não só para concorrentes, como para os próprios pretendentes.

Pode parecer brincadeira, mas neste caso, não é. A pesquisa é séria e ganhou, inclusive, publicação em um jornal especializado de prestígio. O assunto, sem dúvida, é meio que inusitado, já que o sexo costuma ser uma coisa bem mais privada que pública. Apesar das mudanças ocorridas nos últimos anos, é um assunto discutido entre sexos, quando em público, e praticado em privado, quando entre casais.

Resta saber se o estudo vai se estender também para o lado masculino. Fico pensando, então, o que os pesquisadores poderiam descobrir em relação ao comportamento sexual olhando para como os homens caminham. Será que as mulheres já sabem? E será a partir deste conhecimento e intuição que escolhem seus parceiros?

Eu, seguramente, não sei. E nem vou pesquisar. Mas gostaria de ver uma análise dessas feitas, a exemplo do que fizeram com as mulheres. E você, o que acha de tudo?

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