AS CONFUSÕES DOS E-MAILS

email.jpgAs tecnologias, sobretudo as acopladas aos computadores e à vida pessoal, incluindo-se nelas os e-mails, aos quais estamos vinculados cada vez mais, inclusive devido aos telefones celulares, acabam gerando alguns problemas, causando confusões. Em se falando das técnicas, dependemos delas, mas muitas vezes não conseguimos manejá-las de modo seguro e competente. Neste caso, podemos sempre pedir ajuda.

E foi a partir dessa dificuldade de manejar novas tecnologias que observei uma cena inusitada. De um lado, especialistas. De outro, leigos. Do primeiro lado, alguém que queria descobrir como colocar um link para um e-mail em um texto que, depois, iria para a internet, possivelmente como um artigo de blog. De outro, um especialista que tentava explicar, de forma simples e entendível, como fazer isso.

Vou tentar reproduzir os diálogos:

– Como é que eu faço para colocar um link de e-mail em um post do blog?

– Você quer que apareça o quê? Só o e-mail ou um link para que, clicado, apareça o formulário de envio?

– Quero que apareça só o nome e, ao clicar nele, que um e-mail seja enviado para o nome.

– É simples. Você assinala o nome e coloca um link nele.

– Mas como é que eu coloco o link? Eu não sei fazer isso.

– Como eu disse, você assinala o nome, clica no ícone de link que fica na barra e escreve mailto com dois pontos e depois coloca o endereço de e-mail para o qual o formulário será enviado.

– O que, eu tenho de colocar o meilito? Não acredito que é só isso.

Um terceiro personagem, que acompanhava atentamente a explicação, acabou por emendar:

– Eu sempre achei que mailto – pronunciando maílto – fosse o nome de alguém.

Se fosse uma comédia, fechar-se-ia de imediato as cortinas do palco. Como foi algo da vida real, sempre podemos refletir como a tecnologia afeta a vida das pessoas e como cada um reage a este novo tipo de conhecimento, sobretudo com linguagem muito atrelada ao inglês.

O interessante é que o diálogo aconteceu em um círculo onde a tecnologia está muito presente e é ferramenta de trabalho, usada no dia a dia. Imagine, então, o que acontece com quem não está assim tão afeito aos computadores, aos e-mails e tudo o que eles nos trazem? A dificuldade deve ser muito maior, até para entender o linguajar feito de expresseis em inglês, língua dominante no mundo da tecnologia.

Vejo este tipo de dificuldades todos os dias. E muitas vezes não vejo paciência – mesmo a minha – em explicar com muitos detalhes como se faz uma determinada coisa no computador. Admiro quem aprende e procuro respeitar os que têm dificuldades, mas como não sou da área técnica só tenho de conviver com estas dificuldades como observador.

E você, tem alguma dificuldade com a tecnologia? Existe algo que não domina ou que tenha tido dificuldade para usar? Observo o que as dificuldades são maiores em que têm mais idade. Os mais jovens, que cresceram ao mesmo tempo em que essas novas tecnologias, têm muito mais facilidade de lidar com elas e os problemas (?) que causam.

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