AFINAL, LIVRO É FUNDAMENTAL?

books.jpgFui apresentado aos livros ainda bem cedo, quando criança, e nunca mais me afastei deles. Durante algum tempo li coisas que não conseguia entender, o que só ocorreu mais tarde. O fato é que, a partir dessa apresentação, nunca mais me separei deles. Talvez não seja pecado admitir que sou um bom leitor e durante os anos da minha vida já li uma quantidade apreciável de livros.

E estas leituras, dirigidas de princípio, acabaram se diversificando, abrangendo os mais variados assuntos, sobretudo alguns que me interessam mais de perto: política, comunicação, policiais, ficção científica, ciência, filosofia e por aí vai. Admito que não sou um leitor na média, mesmo para quem é um bom leitor. Mas tenho orgulho de afirmar que os livros me proporcionaram várias coisas, começando pelo aprendizado. Afinal, como disse o meu primeiro amigo, mestre e professor da área de jornalismo, ler é fundamental.

Por pensar assim, fiquei assustado com alguns números reproduzidos pelo Le Monde Diplomatique a partir de dados do IBGE. Cito:

E o Brasil é um país de não-leitores. Claro: somos um país de não-estudantes. Em 2002, um quarto da população brasileira com mais de 10 anos de idade tinha menos de quatro anos de estudos completos: 32 milhões de analfabetos funcionais. No mesmo ano, as pessoas de mais de 10 anos de idade morando no Brasil tinham, em média, 6,2 anos de estudo. Estatisticamente, o brasileiro não estuda, e quem não estuda não lê“.

A discussão se prende a um aspecto do mercado de livros, com alguns defendendo que a leitura irá aumentar se os livros se tornarem mais baratos. O que o artigo mostra é que não há leitores se não houver educação, mesmo que se barateiem as edições de boas obras. E cita o caso dos Estados Unidos e da Inglaterra, onde os livros estão se tornando mais baratos devido ao maior número de leitores. O que barateia o livro é a quantidade que é vendida e isso depende, basicamente, do número de leitores.

Se quisermos ver a multiplicação dos livros e da leitura teremos, então e primeiro, de educar a população. E só vamos conseguir isso quando as crianças ficarem na escola, completarem um ciclo de estudos capaz de lhes proporcionar senso crítico e o desejo de aprender. Hoje, temos um sexto da população de analfabetos funcionais. E temos um número talvez ainda maior que, mesmo passando pelos bancos escolares, tem dificuldades com a leitura.

Minha pequena experiência com o ensino universitário me mostrou isso. Tive alunos incapazes de articular duas frases que fizessem sentido. E que nunca tinham lido um livro inteiro. E eles tinham passado pelo ensino fundamental, pelo médio e iam chegar ao final do ensino superior com a mesma deficiência. Culpa deles? Talvez um pouco. Mas o principal responsável é o sistema de ensino. E no Brasil, todos sabemos, educação não é prioridade.

Digamos que, olhando a questão do ponto de vista otimista, podemos dizer que vai mudar e que as novas gerações serão diferentes. Olhando-a do lado realista, constatamos que vivemos no meio de milhões de analfabetos, mesmo tendo passado pela escola. Para estes não há mais salvação. Infelizmente.

QUEM VAI GANHAR O OSCAR?

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Esta é a pergunta da pesquisa ativa no blog. A ideia é que, entre os indicados para melhor ator, os leitores escolham quem é que vai ganhar o Oscar. Depois, a gente checa de houve acerto ou não. A lista com os nomes está na barra lateral e é só ir até lá, clicar em um nome e pronto.

A votação até agora está morna e Tommy Lee Jones e Johnny Deep é que estão na disputa. O primeiro, vi nesta semana, mas não no filme em que concorre, e a atuação é muito boa, o que não permite um julgamento. Gostei da atuação de George Clooney, outro dos indicados. No meu caso, falta ver, ainda, as atuações dos outros atores, mas, mesmo assim, arrisco-me a dizer que Tommy Lee será o premiado.

E você, qual é o seu favorito? Vamos lá votar e deixar um comentário explicando a escolha.

Um bom final de semana para todos nós.

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