A DIVERSIDADE DOS HUMANOS

Acho que já disse aqui, mas vou repetir: Gosto de viajar. E viagem, no mais das vezes, significa, na ida e na volta, espera em aeroportos. Você chega mais cedo, faz o checkin e espera a hora do voo. Se tem conexão, sai e espera de novo. Esta espera oferece uma à³tima oportunidade de observação do que ocorre à  volta, indo dos pequenos gestos do cotidiano à  diversidade das pessoas, principalmente se estamos em um aeroporto brasileiro de grande tráfego aéreo, como é Guarulhos, em São Paulo. Nele, ao lado dos brasileiros se juntam pessoas de todo o mundo.

E foi em Guarulhos, à  espera de meu voo, que a diversidade das pessoas que passavam próximos a mim, chamaram minha atenção. São homens e mulheres de todos os tipos, com todos os tipos de roupa, com as aparências que chamaríamos de “normais”, mas também muito diferentes do que costumamos ver. E isso sem contar a verdadeira babel de acentos linguísticos, começando com os regionalismos brasileiros e chegando a idiomas que, nem de longe, sabemos quais são.

Despertado para estes fatos, comecei uma espécie de observação mais sistemática. E o que eu vi foi confirmada, em primeiro lugar, a diversidade dos brasileiros. Somos brancos, negros, mulatos, morenos, amarelos. E somos altos, baixos, magros, gordos. Temos olhos azuis, castanhos, negros e cabelos de diferentes modos e coloração. Alguns usam piercing. Outros, tatuagem. Alguns estão com roupas formais, outros são hippies ou religiosos, que vão de judeus ortodoxos a pessoas carregadas de símbolos da umbanda, por exemplo. Nessa diversidade, alguns usam barbas, outros bigodes. Muitos tem à³culos e uma boa parte é careca, contrastando com os que usam cabelos longos.

Há os que falam russo e os que são do Japão, da China, da África ou de qualquer outra parte do mundo. Ou talvez todos sejam brasileiros, já que, nesta observação, não há espaço para ir diretamente ao observado e perguntar de onde ele é. Temos muçulmanos, inclusive com o chador. E temos os que, olhados ao passar, não demonstram religião alguma. Há os que usam chapéus. E os que estão de bermuda, contrastando com quem, por exemplo, está de terno, impecavelmente vestido e aparentando ser um executivo viajando a trabalho.

Ao se aproximar o meu voo – ouvindo a chamada de embarque – conclui – sem nenhum valor científico – que em qualquer lugar público que estejamos no Brasil, vemos uma grande variedade de tipos e de pessoas passarem por nà³s. Em um aeroporto de grande fluxo, tudo isso é maximizado e temos, no final, uma boa amostra de como somos nós, os brasileiros. E também da diversidade do mundo. Afinal, um grupo de japoneses não é idêntico e o mesmo acontece com gente de outros países. O que me surpreende é que, apenas humanos e com DNA muito parecido, somos tão diferentes. E esta diferença, vista apenas ao olhar alguém, deveria ser um indicativo de que por sermos diferentes deveríamos viver em paz.

Isso ocorre em um aeroporto com Guarulhos. Crenças, raças (?), costumes, gostos tudo convivem de forma harmoniosa. As pessoas podem nos surpreender pelo modo como são, pelo que vestem, pelo que creem, pelo que comem. O fato, no final, é que todos somos humanos e por mais diferentes que sejamos, somos iguais. Faça o teste. Observe as pessoas e, tenho certeza, chegará à  mesma conclusão.

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