ARROZ, FEIJÃO E PÃO

Criamos, ao longo de nossas vidas, vários hábitos e um deles, com certeza, se relaciona à alimentação. Decidimos o que gostamos e o que não queremos comer. Escolhemos o que mais agrada aos nossos olhos, ao nosso gosto e, devido a estas escolhas, muitas comemos o que não devíamos. Quando se trata da comida de nós, os brasileiros, quase sempre temos arroz e feijão, preferência nacional, sem dúvida. E fora das refeições, no café da manhã, no lanche e em outras oportunidades, vem o pão. Para os mais jovens, habituados aos variados sanduíches, o pão transformou-se, na verdade, na refeição principal.

Todos sabemos o que comemos. A questão é: deveríamos comer o que achamos que devemos comer? Descobri, por experiência própria, que não. E a descoberta foi feita por ensaio e erro, até ver que era intolerante ao leite e que ao tomá-lo todos os dias no café da manhã£, ao invés de estar me fazendo bem, conseguia o resultado inverso: problemas. Fiz, então, o que muitos teriam dificuldades de fazer: aboli o leite de minha vida, adotando o leite de soja. Não mudei, no entanto, os outros hábitos que acompanhavam o leite, sempre associados ao café da manh㣠e a um ou outro lanche. Este é um exemplo de hábito que parecia saudável mas, na verdade, não era.

Este não é o único. Tome-se, por exemplo, o pão nosso de cada dia. Arriscaria dizer que todos nós comemos um pãozinho, pelo menos, no café da manhã. Algum problema? Sim, temos um. O pão, como todos os derivados de trigo, provocam fermentação e isso, em todos os casos, significam gases. O pão transforma o nosso estômogo em verdadeiro fabricante de gases e isso acaba nos afetando. O mesmo pode acontecer com outros derivados de trigo, principalmente para quem tem alguma deficiência enzimática e não se quer se sujeitar a viver tomando remédio o resto de sua vida. Neste caso, o caminho é abandonar o pão e os derivados do trigo.

Aqui é que está o problema. O trigo, pelo menos no Ocidente, tornou-se a base de nossa alimentação. Começa com o pão pela manhã£, passa pelo macarrão no almoço ou no jantar, completa-se com uma bela pizza ou com um gostoso bolo, que pode servir de lanche à noite. Como, então, evitar o trigo? É bem mais difícil do que abrir mão do pão, não? Pois saibam que, olhando o lado da saúde, pura e simplesmente, nos dizem algumas nutricionistas, deveríamos abolir os derivados de trigo de nossas vidas, evitando que o carboidrato nele contido seja transformado em açúcar e nos torne mais gordos do que deveríamos ser.

Ah, mais uma coisa: deveríamos deixar de comer qualquer tipo de açúcar que não o natural, já embutido nos alimentos. Chocolate? Nem pensar. A menos que não tenha açúcar. Doces, sorvetes e que tais. Devemos ficar longe deles. A teoria – que está sendo comprovada na prática – é que tudo isso junto – derivados de trigo, pão, açúcar, doces, etc. é que nos fazem, primeiro, ganhar algum peso e, depois, nos transforma em obesos. Aliás, como todos já devem ter lido, a obesidade é considerada hoje uma pandemia, ocorrendo preferencialmente nas áreas mais ricas, mas não deixando de aparecer em áreas pobres.

Bem, no final, tenho uma boa notícia: carne pode, desde que seja magra. E pode ser à vontade. Os carnívoros, neste caso, estão no caminho certo. O melhor é combiná-la com legumes e verduras, que contém fibras, o que torna a alimentação muito saudável. Se servir de consolo, esporadicamente você pode, sim, comer um macarrão, uma pizza, mas nunca todos os dias. E para concluir, em um dieta super saudável não deve entrar arroz e feijão. O arroz tem carboidrato, de que necessitamos mas podemos conseguir de outras maneiras, comendo outros alimentos. E o feijão, embora seja rico em ferro, fermenta, gerando gases.

Brincadeira! Infelizmente, para os que gostam de massas, doces, arroz e feijão, é tudo verdade, cientifico. Se não quiser acreditar em mim, pergunte a uma nutricionista e ela irá confirmar as propriedades desses alimentos e o resultado que provocam quando o ingerimos. E então, vamos abrir mão deles, comendo de maneira saudável?

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Sobre o Autor

Jornalista, blogueiro e curioso, sempre disposto a aprender.

Conversas (4)

  1. Luma :

    Ficar sem o pãozinho nosso de cada dia e massas? Sei que estou errada mas não vou abolir, até porque me sinto bem, sem gases 😀 e como diz Pedro Caetano na antiga música:
    O que se leva dessa vida
    O que se come, que se bebe
    Que se brinca, ai, ai
    O que se leva dessa vida
    O que se come, que se bebe
    Que se brinca, ai, ai
    Falando sério! Já aboli da minha vida as gorduras e açúcares (branco e doces) e se houver alguma necessidade, lógico que cortarei, mas acho que a vida ficaria muito sem graça, começar o dia sem meu pãozinho 😀 Beijus,

  2. Rosa :

    Lino, eu também passava muito mal, consultei uma nutricionista, ela fez um exame de bioressonância e foi constatado que era o leite e derivados. Mas eu consumia muito leite, iogurte, queijos, manteiga, foi só parar com tudo e em duas semanas voltei aos 69. Também não quero perder mais peso, pq na minha idade sabes como é, muito magra vira passa, hehehe. Procuro comer pão integral e pouca massa. Mas que dá vontade de tomar um café com pão novinho e manteiga… ah! chego a babar.
    Bjim.

  3. camille :

    Nem me fala em comida, eu soquero chocolate…

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