Os números e a sua personalidade

OS NÚMEROS E A SUA PERSONALIDADE

Sua data de nascimento pode mostrar quem é você, em que é bom e quais são suas habilidades naturais. Ela pode mostrar, também, como você aprende e quais são os desafios que está enfrentando.

Mas como saber de tudo isso? É simples: determinando o seu Número de Nascimento. Mas como achá-lo? É fácil.

Basta somar todos os números, como no exemplo abaixo, e você chega a um único digito, que é, exatamente, o seu número de nascimento.

Vamos ao exemplo a partir da data de nascimento:

  • 12 de Novembro de 1949
  • 12 + 11 + 1949 = 1972
  • 1 + 9 + 7 + 2 = 19
  • 1 + 9 = 10
  • 1 + 0 = 1

Achado o número, que neste caso é o 1, é preciso ver o que significa e, a partir dele, ver como é a personalidade de quem o tem.

Que curiosidade, hem? Então, confira abaixo o que representa o número que descobriu.

Mas lembre-se que, na verdade, isso é uma brincadeira baseada em horóscopo. Como tal, tem coisas com as quais concordamos, outras com as quais discordamos. Isso significa que não é verdade absoluta.

Os números:

Número 1, o original

  • Os números 1 são originais. Sempre aparecem com novas ideias e executá-las, para eles, é coisa natural. Eles gostam de fazer as coisas do seu jeito, o que os deixa com a imagem de arrogantes e atrapalhados. Os números 1 são extremamente honestos, mas seria melhor se aprendessem um pouco de diplomacia. Trabalhando por conta própria, sem dúvida, é o melhor para eles. Lições para aprender: As ideias dos outros podem ser tão boas quanto a deles e permanecer com a mente aberta.
  • Números 1 Famosos: Tom Hanks, Robert Redford, Carol Burnett, Wynona Judd, Nancy Reagan, Raquel Welch, Samuel L. Jackson

numero2

  • Os números 2 já nasceram diplomatas. Eles estão sempre cuidando das necessidades dos outros e, costumeiramente, pensam mais nos outros que neles próprios. Naturalmente analíticos e muito intuitivos, eles não gostam de ficar sozinhos. Amizade e companheirismo são muito importantes para eles e podem leva¡-los ao sucesso. De outro lado, eles preferem ficar sozinhos do que ter um relacionamento problemático. Naturalmente tímidos, são capazes de superar esta timidez e se libertarem dela, fazendo coisas públicas naturalmente.
  • Números 2 famosos: Bill Clinton, Madonna, Whoopy Goldberg, Thomas Edison, Wolfgang Amadeus Mozart, Orlando Bloom, David Beckham.

numero3

  • Os números 3 são idealistas. São muito criativos, sociais, charmosos, românticos e de fácil relacionamento. Eles começam várias coisas, mas não as levam à frente, muitas vezes. Eles gostam de ver gente feliz e fazem grandes esforço para conseguirem isso. São populares e idealistas, por isso precisam aprender a ver o mundo de uma forma mais realista.
  • Números 3 famosos: Alan Alda, Ann Landers, Bill Cosby, Melanie Griffith, Salvador Dali, Jodi Foster, LL Cool J.

numero4

  • Os números 4 são sensíveis, mais tradicionais. Eles gostam de ordem e da rotina e só agem quando entendem, exatamente, o que se espera deles e o que tem de fazer. Eles gostam de trabalho duro e não se importam de sujar as mãos. São atraídos por atividades no campo e sentem afinidade com a natureza. Estão preparados para esperar, mas são meio atrapalhados, mas persistentes. Precisam aprender a ser mais flexíveis e melhores com eles próprios.
  • Números 4 famosos: Neil Diamond, Margaret Thatcher, Arnold Schwarzenegger, Tina Turner, Paul Hogan, Oprah Winfrey.

numero5

  • Os 5 são exploradores. Eles tem uma curiosidade natural e não se importam de correr risco, o que, frequentemente, os levam a problemas. Eles precisam de diversidade e não gostam de ficar parado ou seguir um único caminho. O mundo todo É sua escola e eles veem oportunidade de aprendizado nas mais diversas situações. Nunca param de questionar, mas levam todas as possibilidades em consideração antes de tomar uma decisão. E usam todos os fatos a seu favor.
  • Números 5 famosos: Abraham Lincoln, Charlotte Bronte, Jessica Walter, Vincent Van Gogh, Bette Midler, Helen Keller, Mark Hamil, Colin Farrell, Scott Speedman. 

numero6

  • Os números 6 são idealistas e só se sentem feliz quando se acham prestativos. Tem uma conexão muito forte com a família e suas ações influenciam suas decisões. Eles se sentem compelidos a ajudar outras pessoas, são muito leais e, geralmente, se transformam em excelentes professores. Gostam de arte ou música e fazem amigos que levam a amizade muito a sério. Eles precisam aprender a distinguir entre o que podem ou não mudar.
  • Números 6 famosos: Albert Einstein, Jane Seymour, John Denver, Meryl Streep, Christopher Columbus, Goldie Hawn, Salma Hayek.

NUMERO7

  • Os 7 são pesquisadores e estão sempre procurando informações escondidas porque acham difícil aceitar as coisas como são. São frios e questionam tudo, mas não gostam de ser questionados. Não gostam de começos rápidos e o seu motto É lendo, mas constante, para vencer a corrida. Às vezes, transformam-se em filósofos, com muito conhecimento, mas solitários. Tem aptidões técnicas e fazem – ótimas pesquisas, descobrindo informações inéditas. Gostam de segredos e vivem no seu próprio mundo. Precisam aprender o que é ou não aceitável para a maioria.
  • Números 7 famosos: William Shakespeare, Lucille Ball, Joan Baez, Princess Diana, Johnny Depp, Shah Rukh Khan.

numero8

  • Os número 8 são revolvedores de problemas. Eles são ótimos profissionais, vão direto ao ponto e tem um bom julgamento e são incisivos. Sempre tem grandes planos e gostam de viver uma boa vida. Uma de suas características é ver as pessoas de modo objetivo e fazem questão de deixar claro quem é o chefe. Precisam aprender a tomar decisões que atendam suas necessidades, não a dos outros.
  • Números 8 famosos: Edgar Cayce, Barbra Streisand, George Harrison, Jane Fonda, Pablo Picasso, Aretha Franklin, Nostrodamus, Jack Davenport, Michelle Rodriguez.

numero9

  • Os 9 são naturalmente artistas. Eles são muito cuidados e generosos com as pessoas, dando o seu último real para ajudar. Com o seu charme, não tem problemas para fazer amigos e ninguém é estranho para eles. Tem personalidades diferentes que quem está¡ a sua volta tem dificuldade de entendê-los. São como camaleões, mudando todo tempo. Tem muita sorte, mas podem experimentar grande sofrimentos . Para serem felizes, necessitam de construir uma fundação de amor.
  • Número 9 famosos: Albert Schweitzer, Shirley MacLaine, Harrison Ford, Jimmy Carter, Elvis Presley, Rowan Atkinson (Mr Bean).

 

SEXOS E O USO DAS REDES SOCIAIS

Talvez isso não seja novidade para ninguém, mas como sempre existe alguém fazendo pesquisas sobre tudo, há poucos dias foi publicada nos Estados Unidos uma que mostra as mulheres como usuárias mais intensivas das redes sociais, o que quer dizer, em última análise, que estão mais ligadas no mundo virtual do que o sexo que lhes é oposto.

O sexo feminino, de acordo com os dados do Harris Interativa – consagrado instituto de pesquisa dos EUA – domina o Facebook e o Twitter. A partir de informação veiculada no Huffington Post, o Guia de Vila Velha acabou publicando matéria mostrando alguns dos números da pesquisa. Um deles é que 68% das mulheres usam o Facebook para se comunicar com amigos, parentes e colegas de trabalho. A proporção de homens é bem menor.

O percentual em relação ao Twitter é menor, mas o sexo feminino ainda continua dominando. Nos dois casos, os números estão aí, mas é preciso perguntar, então, o porque disso. Não vi uma explicação, mas acho – e esta é uma opinião estritamente pessoal, que pode estar totalmente errada – que as mulheres são mais flexíveis do que o homem, não só quanto às novas tecnologias, mas à própria mudança.

Mudar é uma coisa difícil, pois nos acostumamos com os velhos hábitos e rotinas. No caso da mídia social, os homens parecem olhá-las como se fossem apenas um brinquedo, uma diversão. Não que não possam ser isso, pois, no mais das vezes, é. Mas não deixa, também, de ser um excelente meio de contato, fazendo a ligação ponta a ponta e tornando-a mais rápida e até pessoal, dependendo do tipo de mensagem que é enviada. As mulheres já descobriram que tem à disposição ótimos meios de se comunicar e, ao mesmo tempo, diminuir o tempo dedicado a esta tarefa.

A rapidez do mundo e com que as coisas acontecem não mais permitem que deixemos tudo para ser tratado presencialmente, através de uma conversa, um contato. A conversa e o contato ainda são necessários, mas em muitas ações uma comunicação rápida resolve as coisas e nos ganha tempo. Neste sentido, as redes sociais – Facebook, Twitter, etc. – acabam nos ajudando e facilitando nossas tarefas. As mulheres, aparentemente, entenderam isso mais rápido do que os homens, daí o maior uso que fazem delas.

Como toda moeda tem duas faces há o outro lado, o da dependência cada vez maior que temos do virtual, da internet e de suas ferramentas, expandidas para os aparelhos móveis. Não dá para ficar sem email, acesso aos seus sites preferidos, ver o Facebook, checar o que está acontecendo no seu Twitter, dentre muitas outras coisas. O uso mais intensivo acaba criando maior dependência. A questão é se queremos sair dela ou não.

Pelos números da pesquisa parece que, a cada dia, estaremos mais e mais ligados. O que você acha disso? Usa as redes sociais? Com que intensidade? Vamos debater o assunto e ver os dois lados da questão, admitindo, no caso das mulheres, que elas estão com tudo, e que nós, homens, precisamos avançar um pouco mais.

DE VOLTA

Este post anuncia a minha volta ao blog, que ficou abondando por um tempo. Nele, me dediquei a um projeto novo, o Guia de Vila Velha, um portal voltado para o município de Vila Velha, no Espírito Santo, o segundo mais populoso do Estado e um dos mais importantes economicamente, que não tinha uma presença local marcante na Internet. O objetivo é tornar o portal referência do município.

MUITAS INFORMAÇÕES PESSOAIS

Ao longo dos mais de quatro anos da existência deste blog tenho dado, de quando em vez, pequenos detalhes de quem sou, do que faço e, até, de como fui quando criança. Se juntarmos tudo o que foi dito é possível que, no final, acabe aparecendo o que efetivamente sou. Mas isso, sem dúvida, irá representar, para quem quiser este conhecimento, um bom trabalho de juntar as peças e completar o quebra-cabeças.

Bem, pensando em tudo o que foi dito acima, decidi facilitar este conhecimento. Nasci em um sábado, no dia 12 de novembro, sob o signo de Escorpião e, pelos cálculos de gestação, devo ter sido concebido por volta de 19 de fevereiro, que também era um sábado. Pelo calendário juliano, o meu nascimento foi no ano 2433232,5. Pelo calendário gregoriano, foi 1949, que não era ano bissexto.

Pelo calendário chinês, nasci no ano do Touro, mas de acordo com o calendário dos nativos dos Estados Unidos – isso mesmo, os índios – o meu signo é a Cobra. No calendário egípcio, nasci no mês de Tyby, que é o do solo fértil. Se fosse judeu, teria nascido no ano 5710 e o dia seria 21 do mês Heshvan. Como os maias e suas previsões estão bem em voga, pelo calendário que desenvolveram, nasci em 12.16.15.17.8.

Se fosse islâmico, teria nascido no dia 20, também um sábado, mas no ano de 1369, no mês Muharram. No momento em que escrevo, tenho exatamente 730 meses, 3.174 semanas, 22.212 dias ou 533.097 horas de vida. Posso dizer, ainda, que sou mais de 1,9 bilhão de segundos velho. Dizem que o meu dia de sorte é quarta-feira e que os números que podem me dar sorte são o 9 e o 11. E minhas datas de sorte são os dias 01, 10, 19 e 28. Os planetas que me regem são Marte e Plutão e o signo que é meu oposto é Touro. A flor do meu nascimento é o crisântemo.

Bom, para completar as informações, no mesmo 12 de novembro nasceram a ginasta Nádia Comaneci, o escultor Auguste Rodin, o cantor e compositor Neil Young, a princesa Grace Kelly, de Mônaco, o ator David Schwimmer, o Ross do seriado Friends e um dos grandes jogadores de beisebol dos Estados Unidos, Sammy Sosa. Um dos grandes sucessos musicais internacionais no ano em que nasci era You´re Breaking My Heart (Você está despedaçando meu coração, em uma tradução livre), cantada por Vic Damone. No Brasil, Brasileirinho, com Waldir Azevedo, estava no topo da parada.

Bem, chega de informação. Mas se você chegou até aqui deve estar curioso de como consegui tudo isso. É simples: usei o Birthday Calendar. O que ele lista, o faz com base em dados dos Estados Unidos, mas como muitos são gerais, você os pode aproveitar. O resultado está em inglês, mas a tradução do Google ajuda.

QUANTO É MUITO DINHEIRO

Os números não estão fechado, mas desde que a crise financeira estourou no ano passado, alguns trilhões de dólares foram dispendidos pelos vários Governos do mundo no sentido de debelá-la ou, pelo menos, amenizá-la. Aqui mesmo, no Brasil, onde a crise, segundo o presidente Lula, seria uma marolinha, os recursos postos pelo Governo à disposição do chamado mercado chega, fácil, fácil, a um bilhão de reais. Alguma dúvida? Cheque os números publicados quase que diariamente pelos jornais, rádios, televisões e sítios noticiosos  O dinheiro – pelo menos se acreditarmos no que é noticiado – continua fluindo e a crise, aparentemente, não está nem aí para ele.

A questão, aqui, no entanto, não é discutir a crise, mas perguntar: Quanto que é muito dinheiro? Não existe uma resposta única, já que o montante depende de cada um. O que para alguns pode ser uma fortuna, para outros não representam tanto assim. Vamos tomar uma quantia aleatória, R$ 100 mil. Para mim é uma fortuna. Mas o que ela representará, por exemplo, para os donos do Banco Itaú? Certamente, muito pouco. Afinal, o banco teve um lucro enorme, de alguns bilhões de reais, mesmo com a crise. A pergunta não é retórica e tem um sentido, que é avaliar o que se gastou, até agora, com a crise – que não fomos nós que provocamos, mas somos quem a está pagando.

Vamos fazer um pequeno exercício. Tomemos os 20 séculos da chamada era moderna, começando no ano 1 e chegando a 2009. São, no total, 2008 anos. Um bom tempo, sem dúvida. Agora, faça uma outra conta e multiplique o número de anos pelos dias que cada um tem. Então, 2008 vezes 365 dias. O resultado são 732.920 dias. Agora, imagine que uma família bastante rica, desde o início da era moderna tenha gasto um milhão de dólares por dias. Então, faça as contas. Qual é o resultado? Exatos 732,92 bilhões de dólares. Muito dinheiro, não? Pois é menos do que o Congresso dos Estados Unidos aprovou a pedido do presidente Barack Obama. O “pacote” deles chega quase aos 800 bilhões de dólares.

E estamos falando só dos Estados Unidos, sem esquecer que pelas previsões do próprio Governo Obama serão necessários 2,8 trilhões de dólares para colocar a casa deles em dia, isto é, debelar a crise e fazer com que a economia volte a funcionar, não nos seus níveis anteriores, mas que pelo menos funcione, o que hoje não está ocorrendo  Se isso for realmente verdade, equivaleria a um gasto de 3,8 milhões de dólares por dia durante mais de dois mil anos. Os números são impressionantes e ficam ainda maiores se levarmos em conta o dispêndio de outros Governos.

Sim, é muito dinheiro. Aliás, algo inimaginável olhando os nossos orçamentos e o que gastamos ao longo de toda a vida. E é ainda mais inimaginável quando se pensa que com tal volume de recursos poderíamos resolver problemas urgentes do mundo, como a desnutrição, a falta de educação, o saneamento básico, uma melhor assistência à saúde  Mas, não. Isso nem pensar. Este imenso volume de dinheiro – inimaginável, repito – está sendo usado para cobrir a ganância de um poucos.

Estranho sistema, o capitalismo. Nele, o lucro são para poucos e privilegiados. Mas o prejuízo é pago por todos. E quanto este prejuízo é cobrado, quem acaba pagando mais é que tem menos recursos, menos dinheiro. Ele é mais afetado. Estranho sistema o capitalista…

ADOÇÃO, UM ASSUNTO EM DISCUSSÃO

Fui privilegiado com filhos, mas tenho amigos e familiares que buscaram tê-los e não o conseguindo, decidiram adotar crianças. E tenho amigos que, com filhos criados, fizeram este mesmo caminho. Tanto em um, quanto no outro caso, isso me provoca uma profunda admiração, sobretudo por estes conhecidos não fazerem o caminho tradicional, de seleção por cor, mas por adotarem a diversidade.

Cito os exemplos porque eles divergem dos números sobre adoção no Brasil. Enquanto um amigo, caucasianos ele e a esposa, adotaram uma criança negra, que faz a alegria da casa e de quem a frequenta, a demanda por adoção no paí­s é por crianças brancas, recém nascidas e meninas. Quem não se enquadra nestes quesitos, já¡ começa com uma grande desvantagem. Os números só ressaltam a coragem do meu amigo.

Embora – como disse – com casos na família e entre amigos, nunca havia me debruçado sobre a questão. Com a blogagem – promovida pelo Dácio e pela Geórgia, e cujos participantes podem ser vistos aqui – procurei ler sobre o assunto e confesso que me surpreendi com os números e com uma outra faceta, que já¡ conhecia, que é a chamada adoção ilegal. Nela, famílias conseguem crianças com terceiros, sem cumprir as formalidades legais, registrando-as como filhos. As informações dizem que este tipo de adoção continua sendo muito comum em todo o paí­s.

Se, de um lado, há¡ muita gente querendo adotar e, do outro, crianças disponíveis para adoção, o perfil de exigência faz com que muitos cresçam sem família – conheço pelo menos um caso e que, hoje, são pessoas bem sucedidas. Aqui, de certa forma, prevalece o preconceito, pois a maioria não quer crianças a partir de uma determinada idade e nem aquelas que não se enquadram no padrão de brancura procurada por uma boa parte da sociedade brasileira.

Pelo que li, há¡ toda uma discussão entre a adoção legal, sancionada pela Justiça, e aquela outra, dita informal por alguns, mas classificada como ilegal por outros. Será¡ que este tipo de adoção deve ser banido? Será¡ que, para a família e para a criança, este é um processo ruim? Será¡ que a lei está¡ correta e a prática, errada? Acho que são questões que tem de ser postas, uma vez que são reais, ocorrem no dia a dia e, na maioria das vezes, com casos que se tornam emblemáticos. Será¡ que é mesmo preciso o aval da justiça para se adotar alguém?

Conheço um caso emblemático. Em uma família com muitos filhos, todos estudantes, eles acabaram arranjando um amigo de escola que tinha perdido os pais em um acidente. Era já adolescente e, como se enturmou com os estudantes, passou a frequentar a casa da família. A proximidade acabou aumentando e ele, na verdade, foi ficando mais e mais tempo, o que o levou, no final, a morar com a família. Passou, então, a fazer parte dela, transformando-se no décimo-terceiro filho do casal, que era e é pobre, mas tinha muito orgulho de poder acolher o menino que era amigo de seus filhos.

Hoje, esta criança é um adulto. Com o apoio da família, estudou e acabou se transformando em um profissional conhecido na sua área. Casou-se, teve filhos e estes são considerados mais alguns dos netos que o casal tem. Agora, como antes, ele não chama de pai ou mãe, mas considera o casal que o acolheu como se o fossem e os seus filhos, como irmãos. Ele ganhou 12 irmãos e estes, ganharam mais um.

O que fico pensando, ao refletir sobre leis e exigências para a adoção, é o que teria acontecido se a família buscasse se enquadrar em todos os aspectos legais. Será¡ que conseguiria adotá-lo? Afinal, já tinha 12 outros filhos para criar. O que este exemplo me diz – e ele é muito próximo a mim, pois os filhos de quem foi adotado são, hoje, meus sobrinhos – é que a adoção, antes de tudo, é um gesto de amor, de solidariedade e não se prende ao processo legal.

Este processo, aliás, pode até ser preenchido, mas antes é preciso olhar a família e, nela, a criança, vendo que pode ganhar um lar, uma família. E isso não se enquadra em dispositivos legais, mas na disposição pessoal de cada um, de dar-se e de receber. Em alguns casos, de se completar, preenchendo o lugar que a biologia não lhe permitiu. Em outros, mostrando a disposição de acolher quem precisa. Assim, temos de aplaudir quem toma tais iniciativas, e não criticar por não haver adoções suficientes para todas as crianças disponíveis.

Temos de ver a adoção, no meu entender, não como um processo legal, mas como algo de fundo afetivo, de alguém que se dispõe a dar-se e a receber outrem que não é biologicamente ligado a ele, transformando-a em um membro de sua família e lhe dando guarida. Será¡ isso garantia de acerto? Ninguém pode dizer, mas se olharmos a questão do lado afetivo, não como um processo, teremos, acredito, mais possibilidade de que dá certo.

E falo isso olhando os exemplos que citei. Todos eles foram vitoriosos. Hoje, alguns dos adotados são adultos, caminhando para constituir suas famílias. Outros, já¡ o fizeram e alguns estão, ainda, na adolescência, mas se sentem pertencendo a algo que lhes deu acolhida e lhes dá¡ suporte para caminhar adiante.

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OS PRIVILEGIADOS E OS DESPOSSUÍDOS

Mais de 80% dos que vivem no mundo, vivem com até 10 dólares por dia, e se você não é um deles, considere-se um privilegiado. O planeta terra, segundo os números do Banco Mundial, é povoado por despossuídos e eles não têm educação, saúde, saneamento, eletricidade e passam fome. Não que falte alimentos, mas 20% mais ricos consomem 76% deles. Os 24% restantes sobram para o resto do mundo. E não dá para dividir com todos, acabando com a fome. Mudar a situação depende de você e de sua participação.