O novo é igual ao velho normal em Vila Velha e na pandemia

O NOVO É IGUAL AO VELHO NORMAL

Com o abrandamento das regras de isolamento social e, sobretudo, com a abertura do comércio, bares e restaurantes, a Grande Vitória, no Espírito Santo, está mostrando que o “novo normal”, tão anunciado devido ao coronavírus, está exatamente como o “velho normal”. Para constatar basta uma saída às ruas.

Aparentemente, o capixaba – e o brasileiro, tomando-se como base notícias de outros Estados – “normalizou” a pandemia e a incluiu na sua rotina, deixando de lado os cuidados recomendados pela ciência. Sim, a infecção está diminuindo em Vila Velha, onde vivo. Mas ela não acabou e, nos dizem os especialista, a única perspectiva de controlá-la é a vacina.

Ao que parece a ciência e suas recomendações não afetam a maioria das pessoas. No final de semana, o que vi no calçadão da Praia da Costa, em Vila Velha, foi o movimento normal de um domingo, fora dos dias de verão. A praia estava cheia e o calçadão, também. O número de pessoas usando máscaras era insignificante em relação ao total e os ajuntamentos eram uma constante.

SEM PANDEMIA

Pessoas idosas, sem máscaras, estavam cercada por outras, jovens, que também não as usavam. Adultos e crianças se misturavam nas areias da praia, sem máscaras. Entre os que, como eu, caminhavam, poucos usavam máscaras. Senti-me como se a pandemia e a infecção pelo coronavírus não existisse.

Pelo que tenho visto, ouvido e lido as pessoas só usam máscaras quando são obrigadas. É o caso da entrada em um comércio. Vi isso acontecer outro dia, em uma padaria, enquanto esperava minha esposa. Um casal vinha pela rua e o homem estava sem máscara. Ao chegar à padaria, enfiou a mão no bolso, retirou e colocou a máscara. E o fez por haver um controle na entrada, que não permite que se entre sem o uso das máscaras.

Ainda no domingo, caminhando por um circuito alternativo, no Morro do Moreno, encontrei um bom número de automóveis estacionados e próximos deles, em uma pousada, uma boa concentração de pessoas. Cuidados com a infecção e a Covid 19? Nenhuma. Estavam “curtindo” o final do dia, despreocupados com a infecção ou, mesmo, se assintomáticos, pudessem infectar outras pessoas.

IGNORANDO MORTES

Como eu e minha família nos prevenimos e continuamos nos isolando e quando saímos adotamos todos os protocolos de proteção, fico surpreso com o comportamento das pessoas. Elas estão ignorando os 4 milhões de infectados no Brasil e as mais de 120 mil mortes. Nem a infecção, nem as mortes pararam. Mas foram “normalizadas”. Entraram na rotina e deixaram de incomodar ou mesmo amedrontar as pessoas.

E não é o caso do comportamento desafiador dos primeiros dias, daqueles que chamavam a pandemia de “gripezinha” e achavam que a cloroquina iria salvá-los e impedir que se infectassem. Agora, é um comportamento mais geral, que envolve todas as idades e que nos traz a sensação de não preocupação com a infecção pela maioria.

É um comportamento que não sei explicar. Torço para os que não tem cuidado não se infectem. Mas eu e minha família vamos continuar nos prevenindo e tomando os cuidados necessários para evitar a infecção, à espera da vacina, essa sim, que irá preveni-la.

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