Um novo ano está em andamento e, com ele, chegam algumas notícias que apontam para um futuro melhor para nós, humanos. É o caso, por exemplo, dos estudos de vacinas com o RNA mensageiro, uma nova técnica que amplia o alcance da imunização e a torna mais eficiente. O melhor é que, embora ainda esteja em testes, a nova técnica permite o desenvolvimento acelerado de vacinas. Espalhadas pelo mundo, isso pode significar mais saúde para as pessoas e vidas mais longas.
O conceito do RNA mensageiro é que ele “ensina” o corpo a gerar a resposta imunológica e a torna específica para o objetivo que ela tem, de prevenir uma determinada enfermidade. O resultado é que, adotando-a, a ciência vai encurtar o tempo entre a identificação de uma doença e a produção de vacina que ataque especificamente o problema. No final, a ciência irá contribuir para tratamentos mais rápidos e mais eficazes, salvando mais vidas.
Outra tecnologia que ainda é vista em seus estágios iniciais e que, dizem os especialistas, pode beneficiar a humanidade é a chamada “inteligência artificial”. Não que a máquina vá pensar. O que pode ocorrer é que, usando imensas bases de dados, algoritmos “ensinam” computadores a fazer associações, levantar dados e “olhar” para coisas específicas. Isso é feito com o que os especialistas identificam como LLM, a sigla em inglês para modelos de linguagem grande, ou large language models.
A ciência, neste caso, antevê a possibilidade de usar esta ferramenta para ajudar no diagnóstico de pacientes e ajudar médicos na análise de sintomas, melhorando os tratamentos. Ela é voltada, também, para o lado pessoal com o uso dos assistentes sociais e irá possibilitar a automação nas casas, facilitando a vida das pessoas. É o caso, por exemplo, de pedir ao assistente do Google para tocar música ou fazer uma pesquisa na internet.
Os celulares, nos últimos anos, tornaram-se o principal meio de comunicação entre as pessoas e a tecnologia 5G, que começa a ser implementada em alguns países, irá facilitar o uso desses aparelhos, trazendo maior velocidade de conexão e melhorando o que é chamado de internet móvel, o acesso que cada um faz da grande rede no seu celular. Um passo adiante será a conexão dos mais diversos aparelhos à rede, chegando aos automóveis, que podem ganhar algum tipo de automação, desde que haja rede 5G disponível.
A conectividade também avançava com o começo da implementação do 5G, de acordo com os padrões estabelecidos pela 3GPP. Em 2019, a expectativa era de uma internet móvel de alta velocidade e baixa latência. Isso não apenas implicava downloads velozes, mas também a capacidade de realizar cirurgias à distância, carros conectados e cidades inteligentes. Se essa infraestrutura se expandisse de forma abrangente, poderia diminuir as disparidades no acesso à informação e criar novas oportunidades de trabalho e educação a distância.
No caso específico do Brasil, uma das tecnologias mais promissoras e que está sendo desenvolvida pelo Banco Central é o Pix. Este é um sistema de pagamento online que foi planejado para funcionar 24 horas por dia e que, no caso de contas individuais de pessoa física, não terá tarifa. A ideia é fazer pagamentos de forma rápida e segura, com a transação sendo efetivada de modo instantâneo, evitando a burocracia dos bancos, e tornando mais fácil lidar com dinheiro. A previsão é que o novo sistema comece a ser implantado ainda neste ano, mas neste momento não há data definida para que comece a funcionar.
A ciência age em todas as áreas e uma delas é a de comida. Empresas e pesquisas começam a trabalhar com a produção de proteínas vegetais que simulam a carne e têm o mesmo valor nutritivo que elas. Quem estuda a questão a vê como uma alternativa, mas pensa que, no futuro, ela pode impactar o meio ambiente de modo significativo, pois aliviaria a pressão sobre os recursos naturais e contribuiria para a melhoria do meio ambiente, enfrentando as mudanças climáticas.
Estas são apenas algumas das tecnologias que podem chegar em 2020. Se vingarem, irão influenciar decisões, comportamentos e expectativas. A partir desse ponto, o futuro pode ser mais integrado, automatizado e personalizado, mudando o que hoje é geral, feito para todos, para o que é individual, criado para um determinado indivíduo e suas necessidades. Se vão ou não impactar o futuro, é questão de ver à frente.
Mas se as tecnologias têm a possibilidade de melhorar a vida humana, elas também trazem indagações como a invasão de privacidade de quem está permanentemente ligado, a desigualdade de acesso a elas, com maior facilidade para quem tem melhor condição financeira e a adaptação profissional. São questões que devem ser enfrentadas, principalmente na parte de exclusão social, que pode colocar de lado uma porção significativa da sociedade.
A tecnologia, como já afirmado várias vezes, não é boa, nem má. O que vai determinar o que será é a maneira de uso. Esperemos que seja usada para o bem, beneficiando os humanos.





