Fé, fatos e ficção

Graças sobretudo à postura da Igreja Católica, o lançaamento do filme O Código Da Vinci, está ocupando o noticiário, e não só da parte de espetáculos.

A Igreja Católica vê no filme um desrespeito à  sua fé, já que fala de algo que os católicos – ou pelo menos seus dirigentes – consideram ficção.

Em princí­pio, fé não se discute. Cada um tem a sua e ela deve ser respeitada.

O que a fé não pode fazer, sob o risco de voltarmos à  Idade Média, é impor uma censura branca ao que se publica, ao que se veicula e ao que se filma.

O Código Da Vinci tem coisas que incomodam os que tem fé? Sim, tem. Isso justifica que seja censurado? Não, de jeito nenhum.

O Código Da Vinci – o livro e o filme – é uma obra de ficção. Ela se suporta em alguns fatos, aliás como qualquer ficção. Isso, no entanto, não quer dizer que seu enredo seja a expressão desses fatos.

Ficção, como o próprio nome diz, não é real, embora possa se basear em uma realidade. E se é ficção, deve ser encarada como entretenimento.

A posição da Igreja Católica, além de retrógrada, parece não levar em conta que livro e filme fazem ficção. E como tal devem ser encarados.

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