Os acentos, cedilhas, ãos e sinais gráficos complicam o português

ENTRE CEDILHAS, ACENTOS E SINAIS GRÁFICOS

No final do ano passado resolvi que era hora de mudar o visual do blog novamente. A ideia era adaptá-lo aos chamados dispositivos móveis e, ao mesmo tempo, dar uma renovada, inclusive com o acréscimo de conteúdo e a complementação de outros. A mudança veio em função de uma invasão que, para usar um termo que não prezo muito, “esculhambou” todos os textos, acrescentando a eles sinais muito estranhos, o que, em alguns casos, tornava quase impossível sua leitura. E esta não tinha sido a primeira invasão. O resultado é que tudo ficou confuso e se queria manter o espaço tinha de mudá-lo.

De nada adiantar mudar a frente se o conteúdo, que é o principal do blog, não fosse acertado. Então, comecei a ler os mais de mil diferentes posts, o que teve de ser feito um a um, já que se existe não descobri uma maneira de alterá-los juntos, de uma única vez. Comecei, então, um trabalho que levou tempo e que, agora com a mudança já feita, ainda existem ajustes por fazer. Mas o objetivo deste post não é falar sobre o processo, mas algo que “descobri” e que, posso dizer, me surpreendeu. As alterações no texto me fizeram descobrir que o o belo idioma de Camões tem uma enorme quantidade de cedilhas, acentos e outros sinais gráficos.

Acostumado à língua, nunca tinha atentado para este aspecto dela. Veja este texto. Conte quantos cedilhas ele tem. São muitos, com certeza. E quando se trata de acentos, então, eles são ainda em maior quantidade. Além disso, temos ainda um bom número de palavras terminadas em ão. Com a invasão do blog, todas as palavras que tinham cedilha, acentos ou sinais gráficos sofreram modificações e, na correção, elas tiveram de ser mudadas uma a uma, o que não é pouco trabalho, facilitado pela Procurar e Substituir do processador de texto.

Para se ter uma ideia aproximada do trabalho, vamos considerar que cada texto tem cerca de 300 caracteres – e tem mais. Multiplicando isso por mais de mil, são nada menos do que 300 mil caracteres no final. O que pensei de tudo? Imaginei alguém de fora, que não sabe português, tentando aprender a língua e vendo o acúmulo de acentos, cedilhas e sinais gráficos. Para quem não é latino e não os tem, isso representa uma enorme dificuldade. E o piro é que, na maioria dos casos, não fariam nenhuma diferença. O cedilha, por exemplo, poderia ser substituído por dois Ss. E os acentos, como provou a última revisão do português, não fazem nenhuma falta.

O que sobra, no final, são as terminações em ão e os tils da vida. Sinceramente, não sei como substituí-los, mas também não sou linguista. Depois de ler novamente os mais de mil artigos do blog, corrigindo-os, a conclusão final é que o português, efetivamente, é um idioma complicado. Simplificá-lo seria uma coisa bem vinda.

 

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