A CONQUISTA DA FELICIDADE

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por Lino Resende em 29/mai/2010

Acho que todos já sabem que os estadudinenses – será mesmo assim o patronímico para quem nasce nos Estados Unidos? – são fanáticos por listas e por rankings. Eles listam tudo, ranqueiam tudo, desde o mais simples ao mais complexo. Quer saber quais foram os 10 filmes mais vistos? Eles já fizeram isso. Quer saber os fatos mais estranhos? Também já fizeram. Achá-los é só uma questão de recorrer ao Google – de onde ele é?

Nestes dias, navegando pela internet, acabei encontrando uma destas listas. Achei-a interessante por falar de algo que afeta a todos nós, que é a felicidade. Pode ser que as assertivas sejam, no final, papo de esquina, nada científicos, mas considero que se aplicam, sim, à vida diária e como nos comportamos em relação à felicidade, sua busca e como consegui-la.

Vejamos, então, o que ela diz:

Nada há de errado em querer ser feliz

Quem busca a felicidade não é egoísta, materialista ou voltado para ele mesmo. Querer ser feliz é normal.

Buscar a felicidade é um direito inalienável. Ser feliz, não.

Algumas pessoas consideram que têm o direito de ser feliz. Outros, quando não se sentem felizes, consideram ter o direito de reclamar e que, por isso, tornam-se infelizes. Os dois estão errados.

Ninguém é dono da felicidade

Presumindo que você é um adulto, sua felicidade não é problema de ninguém. Se é uma pessoa que espalha felicidade, os outros provavelmente desejarão contribuir para a sua felicidade. Mas isto é uma escolha delas, não sua.

A felicidade nasce com as atitudes, mas vem do interior

Tornamo-nos felizes quanto cultivamos uma atitude de apreciação e gratidão, quando nos voltamos para as boas coisas. Olhando as coisas boas de nossas vidas ajuda na busca e na manutenção da felicidade.

Ter mais coisas ou bens não nos torna felizes

A propaganda quer nos fazer crer que podemos comprar a felicidade. Não podemos e não é comprando mais que vamos consegui-la. Ter faz parte da nossa própria evolução. É importante. Mas, normalmente, o desejo de ter não está relacionado à felicidade.

Felicidade é mais um processo do que a busca de uma meta

Quando eu tenho… quando eu alcanço… quando eu sou… Pensamos que a felicidade é algo que virá ou acontecerá um dia. Eventualmente, vamos descobrir que a felicidade é uma jornada e se focarmos só no destino à frente, nunca vamos consegui-la.

Falar sobre infelicidade não faz ninguém feliz

É verdade que, de vez em quando, precisamos reclamar. Mas se o fazemos apenas para que os outros saibam quão mal fomos, como as coisas foram feitas, nada novo acontecerá. Se nos mantivermos focados em coisas infelizes, tristes, não haverá espaço para nada mais. Temos de nos livrar destas atitudes negativas, abrindo espaço para outros pensamentos, outras atitudes e, com elas, sermos felizes.

Felicidade, normalmente, é acompanhada de conquistas, não de cumprimentos

Todos nós gostamos de ser reconhecidos e necessitamos de encorajamento dos outros. Entretanto, eles precisam ser baseados em fatos. Palavras vazias destinadas somente a aumentar a nossa auto-estima caem no vazio, pois sabemos que nada fizemos por merecê-las. Quando trabalhamos e conseguimos e conquistamos o que buscamos, sabemos, então, que as palavras são verdadeiras e isso pode, realmente, nos fazer sentir bem, contribuindo para a felicidade.

Memórias dos bons tempos podem ser arquivadas para nos ajudar nos tempos difíceis

Poucos de nós não nos sentimos infelizes algumas vezes. Uma forma de nos ajudar é relembrar os tempos em que fomos felizes e que temos boas memórias, que elas são parte da gente, que somos capazes de ser felizes – como já fomos – e que o mundo não é sempre uma tragédia. Quando você é feliz, seu cérebro guarda as memórias deste tempo e elas podem servir para ajudá-lo em um tempo difícil.

Felicidade vem com a divisão da sua felicidade

Não há felicidade mais completa quando ela envolve outras pessoas. A felicidade desafia as leis da economia, pois não se trata de termos menos quando a dividimos com alguém. Ao contrario, a felicidade cresce quando a dividimos. Quando mais damos, mais temos, quando se trata de felicidade.

Sim, eu sei que alguns dirão que tudo isso é uma grande bobagem. Pergunto: Será que é mesmo? Achei a lista interessante porque, na verdade, me enquadro em vários dos itens, achando que a felicidade, por exemplo, não é ter, que é um estado de espírito que você conquista.

Faça uma comparação: Olhe à sua volta, ao que você é, ao que tem, ao que conquistou. Depois, olhe para trás, colocando quem está em outra posição na mesma situação. Seguramente, irá descobrir que existem muitas, mas muitas mesmas, pessoas em situação muito pior. Será que isso, sozinho, já não é uma ótima razão para ser feliz.

Acho, como diz a lista, que felicidade é uma questão de atitude, de busca, de sentir-se bem e de dividir tudo isso com os outros. E você, o que acha? (Via Topten)

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{ 4 conversas }

Rosa maio 30, 2010 às 5:15 pm

Também acho, Lino, que a felicidade não é ter, é um estado de espírito que você conquista às vezes à duras custas. Ela é feita de momentos e estes momentos são mais frequentes quanto mais a gente vive.
Obrigada pela visita, fazia tempo que não aparecias.
Bjim.

francys oliva maio 30, 2010 às 8:30 pm

Olá para mim a felicidade é um estado da alma.Bjs

Marco maio 31, 2010 às 12:03 pm

Caro amigo Lino,
Sim, os estadunidenses gostam de uma lista. E vou te confessar: eu também.
Quanto à felicidade, algumas definições do texto são bem boas e me fazem concordar plenamente com elas. Sou daqueles que acham que não existe felicidade plena, em todos os dias. Há momentos felizes e outros nem tanto.
Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.

Marta Bellini maio 31, 2010 às 7:25 pm

Felicidade, sinto-a sempre que venço a preguiça e faço um dever. Quando brinco com meu gato Milk. Quando uma amiga diz que quer fazer de mim um xerox… quando minha velha mãe me liga ou ligo para ela. Quando minha filha está bem… uma flor nasce no jardim, um aluno me traz um livro para ler …. nossa!
Beijos, Lino!

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