UMA QUANTIDADE INIMAGINÁVEL

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Qual o volume de informação hoje disponível para todos os que têm acesso à Internet?

Será que você já se fez esta pergunta? E ao fazê-la, procurou a resposta? Bem, este é um dado que desperta minha curiosidade e foi por acaso que acabei chegando à informação. Explico: Uma empresa dos Estados Unidos, chamada EMC, fez uma pesquisa para determinar o volume de informação hoje existente na grande rede e concluiu:

  • E m 2006 o volume de informação digital criado em todo o mundo foi de 161 exabytes ou 161 bilhões de gigabytes, o que é maior do que todos os livros já escritos.
  • Entre 2006 e 2010, portanto dentro de mais três anos, o volume de informação terá crescido mais de seis vezes, significando 988 exabytes, um número que, na verdade, não dá para imaginar.

É com este volume de informação que todos nós estamos convivendo e parte dela, a maior parte, de acordo com o estudo, vem da transformação de informações analógicas em digital, como captura de imagens, gravação de voz e mudança a TV de analógica para digital.

Um outro dado muito interessante é que a maior parte deste volume de informação será criado por pessoas, não por organizações, embora estas venham a ficar cada vez mais responsáveis pela segurança dos dados criados.

Onde é que vamos chegar? De acordo com o estudo, mais e mais à virtualização de todas as informações, o que vai afetar não só as pessoas, mas as organizações. De outro lado haverá uma democratização desse conhecimento, o que tornará ainda maior os cuidados com segurança dos dados.

Há, ainda, um outro dado a considerar: a capacidade de armazenamento das informações criadas. Neste ano, segundo dados do IDC, um consagrado instituto de pesquisa na área de informação digital, o volume de informação produzido será maior do que a capacidade que temos de armazená-la.

Podemos, então, nos perguntar o que vamos fazer. O estudo não indica um caminho, tampouco aponta para o que irá acontecer, mas tenho uma teoria e ela me diz que seremos, mais e mais, seletivos em relação à informação, o que significa, no final, a prevalência dos nichos sobre a informação geral.

Sem tempo para ler tudo, para nos informar sobre tudo, vamos escolher o que queremos e ler sobre os assuntos que despertam mais o nosso interesse, aliás, o que já está acontecendo hoje. O risco é perdermos, com a sobrecarga da informação, a perspectiva do todo, focando na parte, no pedaço, considerando o acessório mais importante que o principal.

A se acreditar no que aponta o estudo, seremos, mais e mais, atingidos por uma quantidade inimaginável de informação. Como vamos reagir? Só o tempo dirá. Mas aqui pra nós, isso já está acontecendo e em muitos casos nos tem levado à indiferença. (Via EMC, em inglês)

QUAL SUA PREFERÊNCIA?

E então, já escolheu, na pesquisa desta quinzena, qual é a sua série de TV preferida? Não? O que está esperando. Vá a barra lateral, escolha uma opção e vote. Vamos apurar que série os leitores preferem. E, depois de votar, não esqueça de deixar um comentário falando de sua preferência.

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