Reféns da violência

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Apesar de ver no horizonte a possibilidade a possibilidade de os jornais não subsistirem, sou um leitor deles. Por obrigação profissional e por gostar de ver as notícias impressas.

Recorro, e muito, à internet, percorrendo os sites que costumeiramente leio ou, então, recebendo o material via RSS.

Juntando os dois meios, me mantenho informado.

Mas é nos finais de semana que tenho mais tempo para ler os jornais, vendo-os com maior cuidado e podendo ler as longas matérias que marcam estas publicações.
Uma delas, publicada em O Globo, no domingo, chamou minha atenção. Fala sobre a questão da violência e acaba por desconstruir, de um lado, a índole pacifica do brasileiro. A outra, que é só uma questão de colocar a policia nas ruas.

A questão não é tão simples. No primeiro caso, podemos ser até um povo de boa índole, mas a violência está presente, inclusive nas relações interpessoais, já que a maioria dos crimes ocorre por problemas de relacionamento com outras pessoas.

Quanto à questão da Policia, a repressão é apenas uma parte. Ela deve existir, mas se não for antecedida de outras medidas, inclusive de inclusão social, não funcionam. Muito menos colocar o Exército nas ruas, como defendem alguns.

O que é preciso, então, é um esforço de todos para prover condições de inclusão social, oferecendo emprego, saúde, educação e diminua o fosso entre classes sociais.

É preciso, também, mexer na legislação, adequando-a à realidade do pais. E isso vale para a lei penal e para o Código de Processo Penal.

Ao lado disso, é preciso aparelhar a Policia, fazer com que atue não pela força, mas com inteligência, o que vai lhe permitir agir preventivamente e, efetivamente, oferecer provas que mantenham os criminosos na cadeia, o que não ocorre.

Quando vamos ter isso?. É difícil de dizer.

Mas uma coisa é certa: enquanto estas medidas não forem tomadas, vamos continuar reféns da violência..

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