QUE TAL UMA BRIGUINHA?

anger.jpgQuando crianças, adolescentes e mesmo adultos somos ensinados que não é bom brigar e que sentir raiva não faz bem a ninguém. Mito?

Se perguntarmos aos cientistas eles dirão que sim e duas novas pesquisas publicadas nos Estados Unidos apontam para a confirmação de que, ao contrário do que diziam nossos pais e nossos educadores, brigar e sentir raiva fazem bem.

Primeiro, o caso das brigas. Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, fizeram uma pesquisa e, nela, constataram que as mulheres casadas que brigam e discutem com o marido vivem mais do que as que, engolindo a mágoa, nada fala. A repressão – e isso já sabíamos – acaba causando problemas e contribuindo para um período menor de vida.

Não se trata, como observam os pesquisadores, de viver brigando, mas, sim, de reagir e desabafar. Pode ser que, no momento, haja um choque. Depois, no entanto, as coisas se acertam. E é bom para quem briga, exatamente pelo desabafo proporcionado. Se é verdade, então, vamos às brigas.

Segundo, em relação a raiva. Mantida sob determinados limites – que não seja explosiva, por exemplo – também dizem os cientistas que ela é benéfica ao humano. Então, aquela coisa de gerenciamento da raiva, a exemplo do que faz Jack Nicholson com Adam Sandler no filme Anger Management, pode funcionar. Apenas relembrando: Nicholson apronta todas para Sandler para que, ao invés de ficar calado, solte sua raiva. E no final, consegue.

Ah, em relação à briga de casais – em que ninguém, diz o dito antigo, deve meter a colher – os pesquisadores apontaram para uma longevidade maior também no relacionamento quando a relação é discutida, mesmo que haja algumas brigas em relação ao casal. Tem, ainda, um outro lado, que é a reconciliação, um novo envolvimento, sempre bom, não é?

É verdade que, aqui pra nós, ninguém gosta de crítica ou de ser acerbamente criticado. Mas sabendo que está tomando um comportamento comprovadamente científico, vamos brigar moderadamente e soltar a nossa raiva, com controle para não explodir. Vamos ficar mais saudáveis? Os cientistas dizem que sim.

E então, que tal experimentar? (Via Folha de S. Paulo e Live Science, em inglês)

MOVIMENTO LUSÓFONO

Quem me chamou a atenção foi o Bill, do Realidade Torta, para o lançamento do Movimento Internacional Lusófono, que pretende reunir a comunidade que fala o português no sentido de dar amplitude à fala e à cultura de quem usa o português como língua principal. Uma ótima iniciativa, sem dúvida, já que somos uma comunidade de mais de 240 milhões de pessoas e temos um dos idiomas mais falados em todo o mundo.

No rastro do Movimento, nasceu uma revista virtual, a Nova Águia. Nela, você pode ler o manifesto do Movimento e pode, também, aderir a ele, ajudando na sua divulgação no Brasil. Acho que, para os idealizadores e para os novos adeptos, como eu, qualquer divulgação do Movimento é bem vinda.

Então, convido você, leitor, a aderir a ele.

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