MUITO FORA DA REALIDADE

O que fazer quando alguém que o devia representar não mais o representa? A resposta é simples: tirar-lhe a representação. E é exatamente isso que os eleitores que, na última eleição, votaram em José Sarney, um maranhense que se lançou de paraquedas no Amapá e lá comprou o seu mandato, querem fazer. E acredito que o fariam, se pudessem. Só que, no sistema eleitoral hoje vigente, o eleitor pode escolher, mas não pode fazer com que o seu representante deixe de representá-lo, a não ser mediante uma nova eleição, em que não votaria nele e, portanto, não o elegeria. Não temos, infelizmente, o instituto do recall eleitoral que permitiria ao eleitor “deseleger” quem, após assumir o mandato, não se alinhasse ao que ele queria.

Esta questão surge, primeiro, em função dos seguidos escândalos e denúncias envolvendo o senador josé sarney – sim, em letras minúsculas – e a sua longa ocupação de importantes postos eletivos – e não eletivos – no Brasil. Sem voto, ele já foi presidente. Com voto, foi senador – de novo, em letras minúsculas – pelo Maranhão, Estado que vê como sua propriedade. E ampliando seu poder, baixou no Amapá, comprando apoio e censurando críticos, mas conseguindo se eleger e pensando que também se tornou dono do Estado. A ação do sr. sarney está, agora, sendo passada a limpo, mostrando que o “acadêmico” e “escritor”, o “homem cordial” e o “político sério”, imagens que sempre vendeu, escondem, na verdade, o que ele é: aético, corrupto, aproveitador, usuário de verbas públicas em proveito próprio.

Pode-se dizer que ele não é o único. É verdade. Infelizmente, existem outros, alguns dos quais ainda não foram expostos, como sarney está sendo. Isso, no entanto, não invalida que nos levantemos e, na blogosfera e fora dela, unamos nossas vozes para dizer “FORA SARNEY!“, em maiúsculas e com destaque. Acho que hoje, a não ser os asseclas do senador, não haverá no país ninguém que lhe dê apoio, afinal, ele ultrapassou todas as barreiras, desprezou todos os princípios éticos, mentiu, manipulou, usou o poder em seu favor e de seus apaniguados, tudo escondido sob um manto de seriedade. As aparências, agora, não existem mais. Também não existe o pedestal em que se colocou. Tal como os renan calheiros e collors da vida, sarney está exposto e sendo visto como realmente é.

O que vemos e o que o senador josé sarney encarna é o pior da política e dos políticos, aqueles que usam o povo em seu favor, aproveitando-se do voto e do eleitor para galgar postos, ganhar influência e usá-los em seu favor, de seus familiares, de suas empresas. E é exatamente o que sarney tem feito, apoiado por um partido que, como disse a cientista política Lúcia Hippolyto, transformou-se, junto com sarney e seus asseclas, em uma agremiação chantagista, que negocia tudo em troca de poder, de postos no governo. Lotearam o Governo – com a concordância do presidente – e usam-no em seu favor, não do eleitor que deveriam representar.

Graças a ações como a de sarney – e dos renans, dos collors, dos duques, dos salgados, etc. e tal – é que a política – que deveria ser escrita em maiúsculas – está tão desgastada, afastando as pessoas sérias, que lutam por mudanças, por melhorar o país e que têm, efetivamente, o desejo de contribuir para a vida pública. O que vemos é a indignação das pessoas com o que está acontecendo. Aqui, no mundo real, comportamentos como os de sarney e seus aliados não têm vez. Eles estão muito fora da realidade, vivendo outro mundo, criando uma utopia onde o que impera é o vale tudo.

Esta blogagem coletiva, proposta pelo DO, do Ramséssecxxi, tem o objetivo, pelo menos no meu entender, de chamar mais ainda a atenção para o que fazem políticos como o sarney. E dizer que, daqui, da realidade, nós os condenamos, pois queremos uma política limpa, ética e transparente, que se alinhe ao desejo de quem vota e que deve, necessariamente, buscar o bem estar da maioria, não a proteção da família e afilhados. E é por tudo isso que na blogosfera hoje estamos dizendo alto e em bom som FORA SARNEY!. (Ilustrado pelo banner produzido pelo Apoio Popular)

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