FÉRIAS, DESCANSO E RETORNO

Durante alguns anos mantive a rotina de tirar férias pelo menos duas vezes por ano. Combinava com o meu chefe e com a empresa a que estava vinculado de tirar, primeiro, 15 dias e, depois, outros 15, normalmente programando-me para passar um tempo na praia e viajar. Além disso, de quando em vez pintava um convite para viagem e como eu tinha férias vencidas e não aproveitadas, acabava aproveitando, viajando, às vezes, até quatro vezes por ano.

A situação mudou radicalmente a partir do momento que deixei um emprego e decidi tocar a vida independente. Como sair sabendo que o cliente estava esperando por uma tarefa a completar? As coisas ficaram bem difíceis e as viagens, em consequência disso, rarearam, restringindo-se a períodos bem menores e a intervalos bem maiores. Dediquei todo o tempo ao novo negócio que estava iniciando, procurando consolidá-lo. Assumi, em razão disso, uma alta carga de trabalho com o consequente estresse que provoca.

Neste ano, no entanto, decidi que alguma coisa iria mudar e que, nele, pelo menos durante uma semana eu sairia, deixaria o trabalho de lado e, como já¡ fizera antes, viajaria com a família. E foi o que fiz, aproveitando o feriadão de 07 de setembro. Revivemos, em família, o que ficou cunhado como “Férias Frustradas” – sim, tem correlação com o filme – devido aos incidentes que sempre ocorrem nestas viagens e que, em alguns momentos, se nos opõe, com parte querendo seguir um caminho, parte querendo fazer outro. Na verdade, sempre foram ótimas férias, em que conhecemos coisas novas e nos divertimos, inclusive depois delas, lembrando o que havia ocorrido.

Este clima de todos juntos acabou sendo revivido nestes dias, juntando a família para programas conjuntos, fazendo escolhas coletivas e cedendo para que todos estivessem juntos. Se disser que tudo isso foi feito em Nova York, talvez esteja ressaltando como foi bom o curto período que, em família, ficamos juntos. Hoje, ao contrário do que aconteceu vezes antes, somos todos adultos, com rumos e profissões definidas, sabendo o que queremos. E talvez isso tenha facilitado a convivência, tornando-a mais fácil e permitindo que o entendimento fluísse.

Como dizem os mais antigos, o que é bom dura pouco. As férias, então, terminaram. Embora tenham sido curtas, foram muito boas, pois mudei de ambiente, relaxei, curti os filhos, ri muito com eles, fizemos alguns programas interessantes e outros nem tanto, mas que valeram, todos eles, muito a pena. O tempo serviu, também, para conversarmos sobre outros programas conjuntos, reunindo-nos de novo e visitando locais que ainda não conhecemos. A próxima viagem já está pelo menos imaginada. Se vamos realizá-la ou não, não sei, mas todos nós queremos fazê-la.

Tudo isso, na verdade, para frisar que estou de volta, retomando o blog. Ainda não teremos postagens diárias, mas certamente haverá¡ maior interação com os leitores e com a blogosfera. Quero voltar, se não no todo, pelo menos em parte, ao que era antes, o que fez deste espaço um local de participação e de troca de ideias.

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