AMOR PARA PÔR FIM AO STRESS

Uma das coisas mais fascinantes e, ao mesmo tempo, mais difíceis é o relacionamento entre pessoas, sejam elas conhecidas, amigas, casadas ou amantes. Por melhor que este relacionamento seja, chega um ponto em que pinta o stress, aumentando o volume de uma discussão e provocando desentendimentos, criando ressentimentos que, aos poucos, vão contribuindo para envenenar a relação, tornando-a mais difícil e, eventualmente, levando-a ao fim.

As discussões entre casais, então, sempre tem um alto nível de stress. E como todos os outros aspectos do comportamento humano, ele começa a ser estudado pela ciência. O objetivo é encontrar meios que tornem estes embates menos estressantes ou, mesmo, evitem que eles ocorram, colocando a conversa em níveis lógicos e razoáveis. Neste sentido, uma cientista acaba de publicar um trabalho pioneiro que, usando a “poção do amor”, mostra que há formas, sim, de amenizar as discussões.

Publicada na Biological Psychiatry, o estudo foi feito com grupos de casais voluntários. Parte deles recebeu a “opção do amor” – cujo nome científico é Oxytocin – e a outra metade, um placebo, isto é, um composto inerte, sem nenhum efeito medicinal. O que a pesquisadora descobriu é que os casais que tomaram a “poção do amor” tiveram muito menor níveis de estresse. O que a medicação fez, na verdade, foi incrementar o lado positivo de quem o tomou, tornando mais fácil a abordagem de temas difíceis.

O que os pesquisadores estão considerando é que este é apenas um primeiro passo em uma longa caminhada de uma área que hoje é muito pouco estudada. A autora da pesquisa, por exemplo, não aconselha que ninguém tome o Oxytocin e nem o apresenta como solução para os conflitos conjugais ou de relacionamento. Mas observa que, em laboratório, ele mostrou-se eficiente na melhoria do relacionamento durante uma discussão. As pesquisas neste novo campo continuarão e pode ser que, amanhã,  todos nós estejamos tomando a “poção do amor” e, com ela, evitando os conflitos do relacionamento humano.

O curioso de tudo é que quando se fala em poção de amor o sentido que se dá é outro. Ela seria usada não como um amenizador de conflitos, mas para fazer com que, de um e de outro lado, fiquemos perdidamente apaixonados. E a paixão, todos sabemos, é irracional, levando-nos a cometer loucuras. Definitivamente, o sentido original não é o de estimular a racionalidade, indo exatamente no sentido contrário, de se deixar ou se perder, tudo por amor. Este, no entanto, não é o sentido científico.

Se estamos, de um lado, fugindo da imagem tradicional da “poção do amor”, de outro estamos descobrindo que usando uma droga que é a sua base podemos melhorar os relacionamentos humanos. Talvez seja o início de um caminho que leve ao entendimento. E se não for sonhar muito, pode nos levar a uma convivência melhor com nossos semelhantes, evitando conflitos e fazendo com que vivamos em paz.

O que você acha? Será que a “poção do amor” é mesmo eficiente? E você a tomaria para evitar conflito com quem ama? Acho que, depois de comprovado seu efeito em definitivo, seria capaz de tomá-la.

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