Inversão de prioridades

O Governo Federal encaminhou ao Congresso, para apreciação e votação, o projeto de Reforma Universitária.

Nele, prevê a aplicação de pelo menos 75% dos recursos do Ministério da Educação no ensino universitário.

Aparentemente, isso É uma boa coisa. O ensino passa a contar com mais recursos e, portanto, pode melhorar sua qualidade, oferecer mais vagas, ampliar o número de cursos e escola, dentre outras iniciativas.

Ninguém É contra isso. O problema, no entanto, é que estamos, mais uma vez, vivendo uma inversão de prioridades.

O investimento em educação deve ser, majoritariamente, no ensino básico e fundamental. E, no caso do Brasil, os números não são bons.

Para cada 1 real gasto no ensino fundamental e básico, o Governo gasta mais de 10 no ensino universitário. Nenhum país no mundo tem essa relação.

O ensino universitário é, efetivamente, mais caro. Mas onde a relação é maior, chega a dois por um, não a mais de 10, como aqui.

O que estamos prestes a obter é uma garantia de recursos para o ensino universitário, com a continuidade de um ensino básico e fundamental ruim, muito ruim.

Se fosse o inverso, teríamos um ensino universitário de melhor qualidade. E necessitando de menos investimentos.

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