STEVE JOBS E O QUE FAZEMOS

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A primeira vez que tomei contato com um produto da Apple foi através do meu filho que acabara de comprar um computador da marca e me apresentou a um novo sistema operacional, mais intuitivo, minimalista e controlado por ícones. Isso faz alguns anos e não existiam, ainda, nem iPods, iPhones ou iPads, mas os conceitos que eles nos trariam estava lá: facilidade de uso, que é feito de forma intuitiva e sem complicação.

Sou há muito tempo usuários de computadores e, com a novidade do Mac – a marca de computadores da Apple – fui me interessando pelo que a empresa produzia. O primeiro grande passo neste sentido foi um Macbook, o notebook que a empresa colocou no mercado, menor, melhor e mais bonito que os concorrentes. Nele, o sistema operacional já era mais avançado e a facilidade de uso, maior. Além do mais, não havia necessidade de se preocupar com vírus, praticamente inexistente no mundo dos Mac.

Minha total migração para o mundo Apple aconteceu aos poucos. Depois do primeiro computador, veio o segundo, também portátil. Em seguida, um desktop, o iMac, um sistema integrado que outros haviam tentado e que não dera certo. No caso da Apple, deu e o iMac ainda repousa na minha mesa de trabalho. Ao lado dele, uso também um Macbook Air, um novo conceito de computador, com memória sólida, fino, potente, bonito e rápido.

Por questões profissionais, embora já totalmente adaptado aos Macs, ainda continuava usando o Windows. Isso acabou e fique só com o mundo Apple, acrescentando aos computadores outros produtos, como iPod, iPhone e iPad. Pronto, passei a integrar o mundo Mac, em definitivo. Ao contar esta trajetória gostaria de ressaltar algo que foi preponderante para que mudasse, de vez, para a Apple: a facilidade de uso. E isso devemos a Steve Jobs.

Ele entendeu – de maneira correta – que computadores e outros gadgets são apenas instrumentos, mas que o seu sucesso depende da forma como o usamos. Simplificando a interface, tornando-a mais intuitiva, fazendo com que a navegação fosse feita por ícones, oferecendo estabilidade e segurança a Apple passou a criar aparelhos únicos, destacado pelo desenho diferente, que ninguém antes tentara fazer. E que, depois, tentam copiar mas não conseguem.

Nossas vidas – sobretudo para quem usa a tecnologia – e o que fazemos foi, definitivamente, alterada pelos lançamentos comandados por Steve Jobs. E ele mudou não os próprios aparelhos – na verdade, fez isso, também – mas a forma de usá-los, reinventando, primeiro, os tocadores de música e criando um novo mercado totalmente digital para músicos e música. Depois, com a mudança do telefone, pois podemos dizer que existe uma era pré-iPhone e outra, depois. E as duas são totalmente diferentes, com a segunda fase sendo muito mais charmosa e mais interessante que a primeira.

O ciclo de mudança completou-se (?) com o iPad, que recriou o mercado de tablets e tornou-se o maior sucesso de vendas da Apple, alavancando seu crescimento e transformando-a na segunda mais valiosa empresa do mundo. Não sou um expert, mas um usuário e é do ponto de vista dos usuários que destaco o trabalho de Steve Jobs. Ele tornou fácil o uso de aparelhos que, antes, eram complicados. E com isso, expandiu negócios, conquistou mercados e fez a empresa crescer.

Hoje, que já não mais temos Steve Jobs entre nós, com todo mérito, ele é chamado de gênio, ganhando uma dimensão que poucos líderes tiveram ao longo da história. Mais adiante, quando olharmos em perspectiva, teremos certeza de que Jobs mudou o mundo. E o fez oferecendo aos usuários maneiras fáceis, práticas e divertidas de usarem seus aparelhos – computadores, tocadores de música, telefones e tablets.

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