Os brasileiros e o gosto por nomes estranhos e exóticos

O GOSTO DO BRASILEIRO POR NOMES ESTRANHOS

Nomes estranhos é que não faltam no Brasil. Aqui mesmo, no blog, existem alguns posts que abordam essa questão e que trazem nomes bem diferentes, alguns devido a erros de escrivães, outros por escolhas surpreendentes dos pais.

Mas eles fazem parte, na verdade, de um pequeno universo. Se olharmos no Google, veremos que nomes estranhos, curiosos e diferentes são mais frequentes do que pensamos. Tem nomes para todos os gostos e parece que com a facilidade da comunicação, eles se tornaram mais comuns, principalmente na hora de copiar um nome do inglês e trazê-lo para o nosso velho e complicado português.

É o caso, por exemplo, de Rúlio Gleces que lembra Júlio Iglesias, o cantor. Ou o de Vimarquis, que pode ter relação com Bismarck. Em um universo que ultrapassa os 210 milhões de pessoas, o Brasil é um local fértil para este tipo de escolha e a criança acaba levando um nome estranho pelo resto da vida e sendo motivo de bullying.

Existem casos em que o nome é até “comum”, mas que os pais acabam complicando. É o caso de amigos nossos que decidiu chamar a filha de Valenthina. Isso mesmo, Valentina com H. E foi como o avô da criança explicou. Pode ficar diferente, mas a criança vai carregar ao longo de toda sua vida a necessidade de explicar que o seu nome é escrito com H.

Só que este não é um bom exemplo, pois há gente que complica muito mais. Tem dúvida? Dê uma conferida na listagem abaixo. Já imaginou alguém que se chame Agrícola? Pois existe. Assim com existem Aeronauta, Aleluia, Chevrolet, Asteroide e vai por aí.

Os nomes relacionados foram, todos eles, coletados em uma simples pesquisa do Google. É claro que não são todos. O número é muito maior e você pode passar um longo tempo vendo os mais diferentes nomes, que vão desde junções de um ou mais nomes à formação de nomes únicos e quase impronunciáveis.

Quer se surpreender com os nomes que pais dão aos filhos? É só conferir na relação abaixo:

Abrilina Cinconegue Washington Magnésia Bisurada
Acheropita Clarisbadeu Manganês
Adalgamir Colapso Cardíaco Capitulina de Jesus
Adegesto Comigo é Nove Marciano Verdinho
Adoração Confessoura Meirelaz
Aeronauta Crisoprasso Mimaré Índio Brazileiro
Agrícola Danúbio Ministéio Salgado
Alce Deus Magda Naida Navinda
Aldegunda Deusarina Venus de Milo Natal Carnaval
Aleluia Dezêncio Feverêncio Necrotério
Alma de Vera Dignatario Novelo
Amazonas Rio do Brasil Dilke Orquerio
América do Sul Brasil Disney Chaplin Padre Filho
Amor de Deus Dosolina Pália Pélia Pólia Púlia
Apurinã da Floresta Brasileira Drágica Paranahyba Pirapitinga
Argentino Argenta Esparadrapo Predileta Protestante
Aricléia Café Chá Espere em Deus Peta Perpétua
Arquiteclínio Petrocoquínio de Andrade Estácio Ponta Fina Pombinha Guerreira
Asteróide Silverio Éter Sulfúrico Primeira Delícia
Bananéia Excelsa Teresinha Primavera Verão
Bandeirante do Brasil Faraó do Egito Produto do Amor Conjugal
Barrigudinha Seleida Finólila Protestado
Bende Sande Francisoreia Radigunda
Baruel de Itaparica Fridundino Remédio Amargo
Benigna Jarra Gigle Catabriga Ressurgente
Bispo de Paris Hidráulico Oliveira Restos Mortais
Bizarro Assada Himineu Rocambole Simionato
Boaventura Torrada Holofontina Safira Azul
Bom Filho Homem Bom Sete Chagas de Jesus
Brandamente Brasil Horinando Simplício Simplório
Brasil Washington Hypotenusa Soraiadite
Belderagas Ilegível Inilegível Telesforo
Cafiaspirina José Casou de Calças Curtas Tropicão
Capote Valente Jotacá Dois Mil e Um Última Delícia
Carabino Tiro Certo Justiça Maria Último Vaqueiro
Cantinho da Vila Lança Perfume Rodometálico Um Mesmo
Caso Raro Leão Rolando Veneza Americana
Céu Azul do Sol Poente Letsgo Daqui Vitimado José
Chananeco Liberdade Igualdade Vivelinda
Chevrolet Fraternidade Voltaire Rebelado
Cincero Libertino Africano Wanslívia
Português: palavras herdadas de outros idiomas

PALAVRAS QUE VIERAM DE FORA

Os idiomas, com raras exceções, sofrem influências de fora, notadamente hoje, em um mundo globalizado. São expressões que acabam sendo incorporadas a língua e tornam-se parte dela. Com o português não foi e não é diferente.

Uma das razões que levam um idioma a adotar expressões de outros é o intercâmbio. Mas elas se incorporam, também, pela dominação de um lugar, como no caso dos árabes na Europa. Ou adotam, no caso brasileiro, expressões e palavras do tupi-guarani, da fala dos povos que aqui habitavam antes do início da ocupação pelos portugueses.

Se no caso das frutas há uma concentração da Ásia no que temos hoje, na língua é bem diferente. Tirando milhares de palavras das línguas nativas do Brasil, podemos identificar influências árabes, persa, grega, espanhola, sânscrito e muitas outras, inclusive palavras incorporadas da língua de negros escravizados, transformados em mercadoria pelos senhores brancos.

Não sou linguista e não vou me aprofundar na questão. O que faço é apenas a constatação desses vocábulos e busquei deles alguns exemplos. É o caso de álcool, de origem árabe. Ou de academia, que vem do grego. A Grécia, como sabemos, é o berço da filosofia ocidental e nada mais natural que influísse nos idiomas à sua volta.

O açúcar, uma preferência nacional – quem não gosta de doces? – é de origem sânscrita. Político vem do grego e uma das minhas palavras preferidas, cafuné, é de origem quibombo, o idioma falado pelos nativos de Angola, trazidos para cá como escravos.

Páscoa, incorporado ao cotidiano devido às comemorações da Igreja Católica, vem do hebraico, remetendo ao Velho Testamento e às festas judias. Zero é árabe, o que é natural, pois foram eles que inventaram a matemática como a conhecemos. Camelô é árabe. Samba, o ritmo nacional do Brasil, é quibombo.

Hoje, em um mundo muito mais globalizado, as influências – e incorporações de novas palavras às línguas – ocorrem com muito mais rapidez. Constatar é fácil: basta para próximo de uma roda de conversas para ver como palavras derivadas da tecnologia e vindas de fora estão presentes no nosso idioma.

A língua não é estática, mas dinâmica. E nada mais natural que vá incorporando novas palavras, novas expressões. É o que ocorre desde sempre e vai continuar ocorrendo.

Mas não precisamos exagerar, não é?

Frutas preferidas pelos brasileiros não são do Brasil

FRUTAS BRASILEIRAS OU ESTRANGEIRAS?

Existem coisas que estão tão normalizadas que não nos chamam a atenção. E foi o que aconteceu comigo em relação as frutas brasileiras que são mais consumidas. Não estava procurando por este assunto específico, mas o encontrei e, surpresa, descobri que as frutas brasileiras não são brasileiras.

Quando vi a informação achei que estava errada. Chequei e vi que estava certa. E foi a partir daí que busquei pelas frutas mais consumidas no Brasil, descobrindo que, das 20 preferidas dos brasileiros, apenas três são nativas do país. As outras vieram de regiões distantes como a Ásia ou de mais próximas, como o Chile.

É o caso do coco, da laranja e do limão produzidos e consumidos em grande quantidade no Brasil. Os três são originários da Ásia e presume-se que tenham sido trazidos pelos portugueses. Também vieram da Ásia a cebola, a jaca e o pêssego. Se existem pessoas que não gostam de jaca – o sorvete e o doce são deliciosos – não ocorre o mesmo com o pêssego. E em relação a cebola, ela se tornou ingrediente quase que obrigatório na nossa culinária.

Sempre achei que a banana fosse originária das Américas. Não é. Ela também veio da Ásia e só agora é que descobri. A melancia é outra estrangeira, já que é originária da África. Das Américas – mas não do Brasil – são o mamão, que veio do México, e o morango, que é originário do Chile. Outras das frutas mais consumidas no Brasil é o melão, que veio da Europa.

Mas, afinal, quais são as frutas brasileiras mais consumidas? Na listagem a que tive acesso aparecem, pela ordem, o abacaxi, o maracujá e a goiaba. Elas são nativas do Brasil, assim como centenas de outras frutas consumidas pelos brasileiros e mandadas para o estrangeiros.

O que o brasileiro mais consome, quando se trata de fruta, é a banana. Ela é campeã absoluta de consumo. Dados de 2017 do Ceagesp não coloca a banana em primeiro lugar, mas a Sociedade Nacional de Agricultura afirma que, sim, ela é a mais consumida pelos brasileiros.

E você, sabia que o que preferimos, em termos de frutas, veio de fora? De qual mais gosta. No meu caso, gosto de banana, laranja, melancia, melão, pêssego, abacaxi, goiaba e jaca, dentre as mais vendidas.

Midia Social e o impacto negativo nas pessoas

A MÍDIA SOCIAL E OS PROBLEMAS QUE NOS CAUSAM

A mídia social, acaba de revelar recente estudo, está nos causando problemas, embora haja, também, coisas positivas a ela relacionada. Como todos somos, hoje, usuários bastante intensivos desse tipo de mídia, o estudo chamou minha atenção.

O que ele diz? O primeiro ponto é a possibilidade que nos oferece de expressão e comunicação, quase infinitas. Mas não é, como ressaltei, no lado positivo que o estudo se foca. Ele relaciona e procura explicar o que de negativo a mídia social está nos trazendo, criando um verdadeiro problema de saúde.

O primeiro ponto é o tempo que nos dedicamos a ela: quase três horas diárias. É muito. E nos tira tempo de outras atividades, incluindo os relacionamentos pessoas, encontrando-se com pessoas de carne e osso. Sem contar que é viciante e o impulso da maioria é sempre dar uma “olhadinha” para ver o que está acontecendo.

Mas a ocupação do tempo é o menor dos problemas. Um dos pontos que mais me chamou a atenção é a perda do sono. E não só, a perda da qualidade dele. Dormir, nos dizem os especialistas, é essencial para o descanso do corpo e da mente. Se não dormimos bem, nosso dia não é bom. E neste caso, a mídia social está criando impacto negativo em muitas pessoas.

O segundo ponto é o medo de perder alguma coisa, o que gera a ansiedade e, unidas, nos deixam estressados e ansiosos, o que pode levar à depressão, outra das consequências da overdose de mídia social que temos todos os dias.

Há, ainda, o bullying, que tem causado transtornos às pessoas, com casos até de suicídio de quem foi atacada por seguidores ou leitores. Se revela a fragilidade da pessoa, expõe um lado negro do uso desses meios.

E para fechar temos, ainda, o problema de imagem, sobretudo quando se trata do Instagram. O que vemos são imagens maravilhosas, mulheres e homens perfeitos. E quando nos olhamos no espelho, não é o que vemos. A comparação é inevitável e acaba nos trazendo a ideia é que estamos à parte desse mundo e que só nós não nos enquadramos no padrão estético.

Não encontrei previsões para o futuro – e elas, como sabemos, nem sempre funcionam – mas há uma genuína preocupação com o uso da mídia social, sobretudo pelos mais jovens, adolescentes e estudantes. E os estudos feitos indicam que, também neles, o impacto é negativo.

Como vivemos nos tempos da hiperconectividade, somente daqui algum tempo é que vamos ver, efetivamente, os resultados do uso da mídia social. Mas os estudos feitos podem nos servir de alerta para que tenhamos uma posição mais crítica em relação a mídia social.

Machismo brasileiro se preocupa com impotência e traição, não com a saúde

MACHISMO, O QUE PENSA O HOMEM

O machismo, dizem os especialistas, é uma das características do homem latino, de um modo geral, e do brasileiro em particular. Esta postura se reflete em vários momentos, começando pela ideia de relacionamento sexual, vendo as mulheres apenas como objeto de prazer e não parceiras nele. O comportamento é evidente e, por mais que queiramos racionalmente nos afastar dele, nós, homens, acabamos, em um ou outro momento, assumindo o papel de “macho”, sem contestação. Esta é uma questão que tem estado presente neste blog, desde o lado engraçado, até em pesquisas sérias, que focam no comportamento humano e olham o lado masculino. E foi uma pesquisa que me fez voltar ao assuntos.

Neste final de semana a mídia capixaba publicou dados de pesquisa feita por associação de médicos com foco no comportamento do homem e no que mais o preocupa, dentre todos os assuntos. A ideia que temos é que todos estão preocupados com a saúde, com a segurança, temendo pela economia do Brasil e execrando os vários Governos. E foi por isso que me surpreendi com o resultado, pois o item de maior preocupação masculina é a impotência. Mais de um quarto dos consultados, tem este medo, que é maior do que, por exemplo, ter câncer, um tipo de doença que ainda é meio tabu entre nós, brasileiros. De cada 100 homens consultados, 28 disseram que seu maior temor é ficar broxa, como é popularmente conhecida a impotência.

Falei no câncer, mas no rol das preocupações, ele ocupa pouco espaço, pois o segundo posto, com 25% de índice, é o medo de ser traído pela mulher. Somem os dois itens e teremos um dado interessante: 53% de todos os homens tem no sexo a sua maior preocupação, temendo perder a virilidade e, mesmo no caso de tê-la, ser traído pela mulher. O medo da traição se iguala ao de perder o emprego, mas está acima, por exemplo, de ser assaltado, preocupação de apenas 18%. A pesquisa mostra os números, mas não os discute, nem traz evidências do que determinada este tipo de comportamento, nem discute as causas que o podem provocar. Pelo que li, a ideia era apenas avaliar a importância que os brasileiros dão a estes quesitos.

Outro fato surpreendente é que, apesar de tudo o que se tem feito para combater a obesidade, os entrevistas praticamente não demonstraram preocupação com ela e consideram que ter uma enorme barriga não é nenhum problema. Também não se preocupam com diabetes e o índice de açúcar no sangue e, tampouco, com o seu lado cardíaco. A saúde, de um modo geral, está em absoluto segundo plano, pois nenhum dos itens colocados teve índices maiores do que dois ou três por cento. A necessidade de se exercitar, então, nem apareceu no rol das preocupações. Aparentemente, o brasileiro pensa que, sendo capaz de ter uma ereção, o resto se resolve, principalmente se não for traído pela mulher.

Será que também sou assim? Acho que não, mas como todo mundo tenho de confessar que, em determinados momentos, os traços do machismo aparecem. De outro lado, há um bom tempo venho me preocupando com a saúde, me exercitando, procurando alimentos saudáveis, evitando alimentos que não o são e procurando viver uma vida mais simples. Se fizermos uma reflexão, o sexo – como já afirmei várias vezes no blog – faz parte da vida, mas não é ela inteira. Existem várias outras coisas importantes e temos de cuidar dela, pois o corpo precisa de todas suas partes funcionando bem, inclusive para que possamos ter uma boa vida sexual.

A internet nos colocou online direto e nos tornou dependentes desta nova tecnologia

INTERNET, A DEPENDÊNCIA CRIADA PELA TECNOLOGIA

Nesta semana e durante algum tempo da semana passada a conexão de internet que uso começou a ficar intermitente. Uma hora, funcionava normalmente. De repente, caia e eu ficava sem sinal. Não foi, em nenhuma das vezes, o caso de cair e ficar longo tempo sem funcionar. Era como se desligasse e, de repente, voltasse ao normal. O pior de tudo é que, às vezes, ela caia no meio de uma conexão de trabalho, interrompendo o que estava fazendo e me obrigando a ficar de braços cruzados. Recorri ao provedor e, depois de vários testes online, me disse que o sinal estava fluindo, programando a visita de um técnico para dar uma olhada no equipamento que ela, a provedora, me fornece.

O que me ocorreu, nestes intervalos, é como a gente fica dependente das novas tecnologias. E elas nos ajudam no trabalho e na diversão, como é o caso da Internet, algo tão recente e, hoje, essencial. Sou do tempo analógico, quando não se sonhava com nada online. Embora na maior parte da minha vida tenha me vinculado a trabalhos que podem ser chamados de intelectuais, vivi um bom tempo no lado analógico da vida. Graças a um filho interessado em tecnologia, comecei a conviver com os computadores e lembro-me que o primeiro que adquiri tinha estonteantes 20 mb de espaço para armazenamento. O mais incrível é que tinha uma animação que simulava fogos de artifício, tocando música. Em casa, todos se divertiam com isso e meus filhos faziam questão de mostrar aos amigos. Afinal, computadores eram raros e praticamente ninguém achava que fossem efetivamente necessários, a não ser no trabalho, onde também eram rudimentares.

Aos poucos, o que fomos vendo é a tomada de campo pela tecnologia. Os computadores passaram a fazer parte do dia a dia no trabalho e em casa. No primeiro, facilitava o cumprimento de nossas tarefas. Em casa, forneciam diversão para adultos, crianças e adolescentes. Aos poucos, elo foi ocupando espaço cada vez maior, se interligaram em rede, chegaram às conexões rudimentares com os BBS – os “pais” da internet atual – e se expandem chegando ao atual estágio, com praticamente tudo o que fazemos podendo ser colocado nas nuvens. E o avanço foi ainda maior, no caso da tecnologia, com a chegada dos smartphones e tabletes, que deram outra dimensão ao que chamamos de online. O fato é que vivemos em um mundo conectado e por estarmos todos nele inseridos, em maior ou em menor proporção, estamos todos ligados.

Aos poucos e à medida que mais dependíamos dos aparelhos tecnológicos para o trabalho e diversão fomos ficando mais dependentes da tecnologia, da que vemos e da invisível, que está por trás dos dispositivos que todos usamos. Uma delas, sem dúvida, é a internet, coisa tão natural que não nos damos conta da dependência que temos dela. No trabalho, ela nos conecta, nos fornece ferramentas como emails, conferências online e muito mais. Em casa, nos ajuda na diversão, acompanhando a mídia online, vendo o que amigos fazem, vendo filmes, jogando, ouvindo música, etc. Agora mesmo, este texto não seria possível sem a internet, pois está sendo escrito online, em um aplicativo de gerenciamento de conteúdo.

E não é só. Se na minha frente está um computador com tela grande, ligado à rede, do meu lado está o celular, também ligado. Descansando, um tablete e, fora de vista, um notebook, usado para tarefas externas. Não é que precisamos de uma conexão online com a internet para usá-los, pois podem funcionar, e bem, offline – o telefone tem sua própria rede de conexão. Mas sem dúvida, funcionam muito melhor quando estão conectados. E é natural que pensemos neles assim, o que só constata que a tecnologia nos trouxe mais uma dependência.

A questão é: Conseguimos viver e trabalhar sem internet? É claro que sim. Mas ela é, não tenho dúvida, uma ótima ferramenta. E quando falha – como no meu caso – faz uma enorme falta.

Copa do mundo e os ditos brasileiros, em inglês

COPA DO MUNDO: ENSINANDO OS GRINGOS

Com as mudanças feitas no blog tive de reler todos os posts publicados que, talvez vocês não saibam, estavam cheio de erros devido às alterações feitas quando foi hackeado e mudado o idioma – veja Entre cedilhas, acentos e sinais gráficos. Com isso, acabei me deparando com assuntos que, mesmo tendo algum tempo, me chamaram a atenção.

Um deles é Lições para a Copa do Mundo, em que falo do inglês macarrônico que muitas vezes é usado no Brasil e nas traduções feitas ao pé da letra que tiram todo o sentido do original. Exemplo? Spank the monkey, que pode ser tudo, menos espancar o macaco. Ou red tape, que também não é fita vermelha. Tudo, como se pode ver, no estilo Joel Santana e o seu “ótimo inglês”.

Mas o que acontece quando se faz o inverso e se traduz do português para o inglês. É o que podemos chamar de “on the foot of the letter” que quer dizer, é claro, ao pé da letra. Como a Copa do Mundo está chegando, voltar ao assunto é oportuno e mostrar como algumas expressões e ditos populares no Brasil podem ser “ensinados” para os gringos que virão ver os jogos. Confiram:

Roupa suja se lava em casa Dirty clothe, you wash at home
Saco vazio não para em pé Empty bag doesn’t stop on foot
Para bom entendedor meia palavra basta To a good understander, half word is enough
Conversa mole pra boi dormir Soft talk to put the ox asleep
Cozinhar em banho maria He cooked in Mary’s bath
Comigo é pão, pão, queijo, queijo With me it’s bread bread, cheese cheese
Descascar o abacaxi To peel off a pineapple
Em cima do muro Upon the wall
Enforcar a sexta-feira To hang the Friday
Pegar o boi pelos chifres To take a bull by the horns
Matar a cobra e mostrar o pau Kill the snake and show the stick
Senta que o leão é manso Sit that the lion is tame
Vá pentear macaco Go comb a monkey
Colocar em pratos limpos Let’s put this in clean dishes
Vamos ver que bicho que dá Let’s see which animal gives
Maria vai com as outras A Mary that goes with the others
Como o diabo gosta It’s as the devil likes
Ter um parafuso a menos To be missing a screw
Tirar a barriga da miséria To take the belly from the wretchedness
Tirar o time de campo I took my team off the countryside
Sair de fininho He went out as a little thin
Reclamar de barriga cheia Complaining with a full stomach
Ele roeu a corda He chewed the rope
Pagar o pato To pay the duck
Papo furado Holed pouch
Pisar na bola To step on the ball
Porra louca Crazy sperm
O bom cabrito não berra The good goat doesn’t scream
O fim da picada The end of the snake bite
O que cai na rede é peixe What falls into the net is fish
O sol tá de rachar The sun is splitting of

Já pensaram os “gringos” tentando usar nossas expressões e se enrolando com as “traduções” fornecidas pelos torcedores brasileiros? Como sabemos, expressões idiomáticas são muito próprias e ganham significado nos locais onde são usadas. É por isso que a língua é diferente, com termos, no caso do Brasil, que são usados no Nordeste muitas vezes não serem entendidos em outras regiões. Quando se trata de uma língua diferente, então, o fosso é enorme. É o caso de “spanky the monkey” que no português seria algo como “surrar o macaco”, mas que nos Estados Unidos se refere à masturbação. Ou, então, de “red tape”, que poderíamos traduzir como fita vermelha, mas que, na verdade, é burocracia.

O fato é que durante a Copa do Mundo irá rolar muita “embromation” e “enrolation” quando se tratar de conversas entre brasileiros e estrangeiros. Um bom exemplo disso é a postura de um atendente no Aeroporto de Vitória. Ao ser perguntado se sabia inglês, para atender um passageiro, sorriu e virou-se para quem havia perguntado: Enrola aí, que tudo fica bem. Nós, brasileiros, na quase totalidade somos monoglotas e com a chegada da Copa do Mundo, que já está batendo em nossas portas, esta característica ficará bem demonstrada. (via Millor Online)

FALTA EMPOLGAÇÃO

Ainda a propósito da Copa do Mundo, ao contrário do que ocorreu em outras disputas, não vejo nenhum entusiasmo por ela. Pelo menos na região em que vivo, nada tem sido feito. Um amigo meu disse que chegou a pensar em enfeitar o seu negócio, colocando-o no clima da Copa do Mundo, mas pensou bem e decidiu que não, temendo vandalismo daqueles que são contra a competição.

Antes, víamos ruas enfeitadas, bandeirinhas em carros, gente com camisas verde amarelas e toda atenção para a participação brasileira. Hoje, o que mais tenho ouvido é que as pessoas, principalmente em dias de jogos do Brasil, querem é ficar em casa, evitando sair e, com isso, fugindo de qualquer possível tumulto.

E então, como está o clima na sua cidade?

O volume de spam, um praga quase inconsolável, está inviabilizando o uso do email

A PRAGA INCONTROLÁVEL DO SPAM

Como anda a sua caixa de email? As minhas – é, tenho mais de uma – andam sempre superlotadas e não por mensagens que quero, mas sim de spam, uma praga inconsolável nos dias de hoje e que já foi assunto neste blog – As ofertas de todos os dias, Eu sou mesmo importante? e Uma praga que só aumenta . O seu volume chegou a tanto que, do jeito que estamos, uma hora vai ser inviável usar o email, um ótimo meio de comunicação, ferramenta de trabalho e diversão que, aos poucos, vai perdendo o seu objetivo no meio de tanto lixo que, a cada segundo, entra pelas nossas caixas. No meu caso, detesto emails não lidos. Então, o volume acaba me tomando muito tempo, que poderia ser dedicado a outras tarefas, mais produtivas.

Sim, tenho controle de spams, filtros e etc. Mas mesmo os que não chegam à sua caixa de entrada acabam tendo de ser apagados. E como todos sabemos os filtros não são infalíveis. Então, temos sempre novos spams chegando. E não adianta denunciar, pois quem os envia muda constantemente de endereço, inviabilizando qualquer controle. Como disse muito bem o dirigente da Norton, empresa de antivírus, as mudanças são mais rápidas que os controles. Para quem tem um único email, os controles se tornam mais fáceis, mas não é o caso de quem usa mais de um, como eu.

Alguns exemplos? Acabei de apagar mais de uma centena de emails. Em cada um deles, os mais variados assuntos, nenhum do meu interesse. São ofertas para som de carros, ajuda mútua, venda de celulares e tabletes, vibradores, brindes da copa e até oferta de dinheiro. E isso sem contar os inúmeros avisos (?) de bancos, pedindo que eu renove meu cadastro ou que veja algo que não devo e que, se aberto, irá certamente contaminar o computador. No meu caso, nunca abro este tipo de email e os apago tão logo os recebo. Mas acho que o fato de continuarem chegando é um bom indicativo de que quem os envia obrem sucesso, conseguindo que incautos ou desavisados os abram e, com isso, forneçam os dados que o hacker deseja.

Esta avalanche de emails não se dá somente nas caixas de entradas que uso, mas ocorrem também neste blog. Em menos de dois dias, apaguei mais de 100 diferentes spams pegos pelo Akismet, o programa que uso para barrar comentários indesejados. Se eles tivessem passado o blog estaria cheio de links vendendo os mais estranhos objetos, indo de remédios e objetos falsificados a sites suspeito, que podem causar dano. Como sou um usuário intensivo da Internet, procuro me cercar de medidas preventivas, como um bom antivírus. Fico imaginando, no entanto, aqueles que não o fazem.

No caso de quem usa computadores da Apple – como faço há muitos anos – o perigo de infecção é menor, o que não significa que não pode acontecer. Quem usa sistema operacional Windows está muito mais sujeito às infecções e é preciso todo cuidado – aliás, para qualquer dispositivo, hoje. Os computadores da Apple, felizmente no meu caso, tem baixo índice de infecção, mas isso não impede que os spams continuem chegando. Esta é uma situação comum para todos os que usam a internet e tem algum tipo de presença online.

Até onde vamos? Acho que ninguém sabe. O fato é que o volume de spam está, a cada dia, mais inconsolável. Se o volume continuar crescendo, teremos duas alternativas: a primeira, continuar convivendo com eles. A segunda, mais radical, abrir mão dos emails. Nos dois casos, caminhos nada agradáveis. Qual deve ser tomada? Eu não sei. E você, sabe?

Na academia, mulheres buscam esculpir o corpo

VENDO MULHER NA INTERNET

Todos nós, desde cedo, deveríamos ter a consciência de que atividade física é essencial à  saúde, o que deveria nos levar a praticá-la. Não é assim, no entanto, que as coisas acontecem e o percentual de pessoas que pratica algum esporte ou faz outra atividade que mexa com o corpo é muito pequeno, mesmo apesar da proliferação das academias, que estão praticamente em cada esquina que se passa, indicando que há mais gente se exercitando, malhando, mas não compensando o imenso volume dos que continuam sedentários.

A questão do exercício físico e sua necessidade para a saúde surgiu, nesta semana, antes de uma reunião periódica que tenho. Nela, um dos participantes comentava problemas com seus pais e informava que, hoje, tenta ir pelo menos cinco vezes por semana à  academia, não no sentido de tornar-se um atleta, mas de garantir a saúde. Começou estimulado por sua esposa, que sempre malhou. A partir daí­, a conversa focou-se nos exercícios físicos e chegou às mulheres, que vão à  academia para esculpir o corpo e para os homens que o fazem com o mesmo sentido.

Acho que fui eu que provocou a discussão, chamando a atenção de que algumas mulheres que frequentam a mesma academia que eu malham muito forte, movimentando pesos que muitos dos homens que também a frequentam estão longe de encarar. A maioria delas é composta de jovens, mas há, também, mulheres de meia idade e um bom volume do que já poderíamos chamar de terceira idade, neste caso, significando aqueles que tem mais de 50 anos. Com o tópico levantado, a conversa continuou com o esforço que algumas mulheres fazem para esculpir o corpo, sobretudo com a malhação dos glúteos e das pernas.

Foi então que alguém observou que, na academia e fora delas, as mulheres se miram uma nas outras, vendo como estão em relação a quem está mais próximo. Primeiro, olha a bunda, vendo se está empinada e dura. Depois, as pernas, se estão torneadas e firmes. No final, comparam o corpo. É, dizia um dos participantes, a competição natural entre as mulheres, com cada uma delas querendo aparecer melhor que as outras. O que me surpreendeu foi o comentário feito em seguida: que as mulheres ficam na internet, vendo outras mulheres que malham e se comparando com elas.

Será verdade? Não sei, e não vou perguntar às minhas “colegas” de malhação. O que me ocorreu é que talvez tudo isso parta do preconceito de as mulheres se disporem, muito mais do que os homens, a frequentarem a academia, encararem pesos e malhar forte, deixando o corpo em ótima forma. Se é para mostrá-lo ou não, não interessa, o fato é que, neste departamento, são mais competitivas e determinadas que nós, homens. “Vendo mulher na internet”, neste caso, talvez não seja uma afirmação adequada, como não é adequado dizer que todos os homens que malham e esculpem o corpo tem neurônios de menos.

O exercício físico, na academia ou fora dela, é um meio, não o fim em sim. Se esquecermos disso podemos chegar, sim, ao hedonismo, cultuando o corpo e cuidado da aparência dela somente, deixando de lado o que é mais importante para todos, que é a saúde. Neste sentido, ver mulher na internet e tomar drogas para melhorar músculos, tanto no caso de mulheres como de homens, não é o caminho.

MOSTRANDO TUDO E REVELANDO POUCO

Em um tempo em que não há¡ mais privacidade, poucos conseguem se manter anônimos, desconhecidos de pelo menos um pequeno grupo de pessoas. Hoje, com a ajuda do Google é muito fácil encontrar informações sobre as pessoas, principalmente as que estão conectadas à internet e cujos dados pessoais estão em algum site, seja ele de mídia social ou não.

Tem dúvida, faça o teste. Eu fiz e o que recebi de retorno foi que, em menos de 29 segundos, o Google encontrou mais de um milhão de referencias com Lino Resende. Serão todos eles relacionados a mim ou ao blog? Acho que não. Mas eu estou lá, pelo blog, pelo Facebook e por outras participações e publicações. E daí, pode perguntar? O caso é que, mesmo com o Google, tem coisas que não descobrimos sobre as pessoas, pois elas são mais pessoais ou profissionais, fatos que não tem interesse em divulgar.

Ah, então por isso, aqui vão alguns dados adicionais sobre mim. Nasci sob o signo de Escorpião, mas fui concebido por volta de 19 de fevereiro, um sábado, e o meu biscoito da sorte diz: Você encontra beleza nas coisas mais comuns; não perca esta habilidade. Mantendo-me na linha chinesa, meu signo no horóscopo chinês é Touro. No calendário maia, em voga devido ao fim do mundo “que não aconteceu“ meu nascimento traz uma série de números: 12.16.15.17.8.

Quer saber mais? Aqui vai. Se estivesse nascido sob a égide do calendário muçulmano, chegaria à  luz solar no dia 20, um sábado. No calendário hebreu, geria nascido também no dia 20, só que do ano de 5710. No calendário juliano, que precedeu o atual calendário ocidental, nasci em 2433323,5 e no momento em que escrevo este texto cheguei, já¡, aos 23 mil dias de vida, uma trajetória que, se não é longa para o tempo universal, indica que vive por um bom tempo.

Mas o que quer dizer tudo isso? Se você olhar bem, nada. Posso dar informações pessoais, centenas delas, que juntas ou separadas não revelam muito sobre quem sou, o que faço, meus gostos, como vivo, o que acho da política, etc. O que fica claro, pelo menos no meu entender, é que mesmo vivendo em uma época de informação aberta e na rede, que a todos nos conecta, é possível manter um pouco de privacidade, desde que esse seja o seu desejo.

A internet, é verdade, nos expôs a todos, mas muito mais àqueles que, voluntariamente, oferecem suas informações. Quando fazem isso, elas ficam fáceis de coletar. Se não as dão, para obtê-las é preciso um outro tipo de pesquisa. A decisão é de cada um, mas o que revelamos “como mostram os dados pessoais acima” não nos categorizam, não nos revela, mas apenas, e em alguns casos, oferece um pequeno flash do que somos e do que fazemos. (Dados pessoais via Paula Sadwosky)