Os maneirismos regionais

por Lino Resende em 01/nov/2006

Quem já trocou de região no Brasil sabe que a fala, dependendo do lugar, muda. E foi esta mudança que o HSBC explorou, muito bem, em uma campanha para dizer que entendia os regionalismos.

Aqui, no Espírito Santo, temos algumas expressões que, acredito, sejam únicas.

pcosta.jpgVejamos algumas:

  • Capixaba não estoura a bola; poca
  • Não vê lagartixa, mas taruíra
  • Não desembarca do ônibus, salta
  • Não se espanta, mas fala iá
  • Não liga o pisca do carro, dá seta
  • Não pára no semáforo, mas no sinal
  • Não come pão francês e, sim, pão de sal
  • Não usa esponja, mas bucha
  • Não acha sem graça, mas palha
  • Não sente agonia, mas, sim, gastura
  • Não acha legal e, sim, massa
  • Não fica zangado, mas injuriado
Capixaba, originalmente, era quem nascia na ilha de Vitória, que é a capital do Espírito Santo. Depois, a denominação foi estendida a todos os nascidos no Estado.
O linguajar incorpora coisas do Rio de Janeiro, de quem o Estado sempre sofreu influência, e de Minas Gerais, devido às praias e à frequência dos mineiros a elas.

E então, o que rola na sua região? Existe alguma diferença da fala geral? Dê um exemplo e enriqueça este post.

(Via Renatagra)

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{ 11 conversas }

Vera Fróes novembro 1, 2006 às 1:24 pm

Lino, eu acho bacana essas diferenciações no falar do brasileiro.Mesmo sendo gaúcha, morei por 14 anos no Rio de janeiro, minhas filhas nasceram lá. O que eu mas pegava no pé dos cariocas, além do chiado, era a palavra “mermo”(mesmo). Aqui não falamos garoto(a) ou menino(a) e sim guri/guria. Só legal não basta, tem que ser trilegal. Nada de sinal ou semáforo é sinaleira e naõ se fala mais nisso(rsss).

Bjos.

DO novembro 1, 2006 às 6:42 pm

Eu adoro estas diferenças regionais por todo o país,LINO.
Até lembrei-me de um mico que tive ,muitos anos atras,em Salvador,heheeh
Abração e um otimo feriado.

Enoisa novembro 1, 2006 às 10:08 pm

Lino, como o Do, também acho lindo as diferenças no jeito de falar nosso, Brasil afora! Aqui no Piauí, por exemplo, brogue é um murro pequeno; botar sentido quer dizer guardar ou proteger; bom de taca é uma pessoa que fez algo errado; bater a caçuleta é morrer; baixa da égua é um lugar muito longe. Certa vez, eu estava no centro do Recife e vi uma barraca de frutas. Vi uma ata linda, enorme. “Moço, quanto custa a ata?”. O rapaz perguntou o que era a ata entre as frutas. Morri de rir com o jeito dele. Lá, ata é fruta-do-conde. Prá mim, o sotaque mais bonito é o do baiano. Nossa, acho lindo aquele povo falando!! Abraços!

Gueixa Bania novembro 1, 2006 às 10:21 pm

Não lembrei de nenhuma agora…
Já é…
Abraços e bom feriadão.

Fernanda novembro 2, 2006 às 12:28 am

pai, ‘massa’ e ‘palha’ são datados, ninguém usa mais! mas ‘sinal’ eu falo direto aqui em SP e tenho que me explicar toda vez…. e ‘pocar’ é um verbo mooointo capixaba mesmo!

Flavia sereia novembro 2, 2006 às 3:34 pm

Realmente cada lugar tem suas girias, seu maneirismo no falar, bem, em sta catarina e acho que paranã também, dinheiro lá é pila, tipo 5 pilas, 10 pilas.

bjs

Valérie novembro 3, 2006 às 10:16 am

Tenho uma amiga virtual em Vitória. No começo era compicadíssmo para ela me explicar até o que era uma jujuba ou goma!
Chamado de delicados aí…

beiijnhos

Betty novembro 4, 2006 às 12:46 am

Lino
Sou carioca, mas já morei fora do Rio por duas vezes: São Paulo (capital) e Florianópolis.
Até algum tempo atrás, todos os anos passava um mês viajando pelos estados do sul, que eu adoro.
Tenho uma única irmã, que morou 7 anos em Belém, e mora aí em Vitória desde 1991.
Assim, conheço razoavelmente expressões usadas nesses lugares, e acho linda essa diversidade.
Beijinho

Alcinéa Cavalcante novembro 7, 2006 às 1:26 am

Aqui no Amapá, lagartixa é osga
enrugado é engilhado
algo com defeito está esbandalhado
regular é tintiar
mosquito é carapanã
legal é pai d’égua
os pais dos colegas são tios
sítio (ou chácara) é terreno
goma de mascar é bazuca
sacolé é chop
bala (doce) é bombom
guri é curumim
abóbora é jerimum
aipim é macaxeira
Essas são as que eu lembro agora.

Dudu novembro 8, 2006 às 8:54 am

Muito pertinente a origem do linguajar, pois eu ao longo do texto identifiquei muita coisa falada aqui no Rio.

maralice villela março 11, 2007 às 7:08 pm

como se chama menino ai no espirito santos , no paraná é piá e ai?

As conversas deste post estão encerradas.

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